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quinta-feira, 29 de outubro de 2015 às 17:39
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América é um pequeno povoado cravado no alto da serra grande, a famosa serra dos cocos.
Como todo lugarejo serrano se destaca pela sua paisagem bucólica. Um clima de fresco para frio, o céu é um típico azul anil, salpicado de alvas nuvens e um verde em todos os tons reveste feito uma esplendida pintura a natureza serrana espalhando esperança por toda serrania.

Conhecida pela Lenda de Santa Feliciana, e por sua tradicional feira, onde o forte é a compra, troca e venda de animais, foi também, palco de uma linda história de amor.

Foi num sábado ensolarado que o lugarejo amanhecera tomado por um bando de ciganos que se dirigiam até aquele local com o intuito de fazer boas trocas e grandes negócios.

Num minuto o bando montou sua tenda. Aquela espécie de circo colorido chamava a atenção de todos os habitantes da América. Depois da barraca montada e devidamente instalada, buscaram o rumo da feira.

Em pouco tempo a cidade ganhava nova paisagem. Ciganas com suas roupas multicores, davam um novo colorido aquela região, tingindo o ambiente com cores fortes e vivas. Com muita desenvoltura abordavam os serranos fazendo profecias na leitura de mãos. Belos ciganos montados em seus cavalos encantavam as mocinhas sonhadoras que se animavam com tanta movimentação.

Enquanto as ciganas circulavam lendo mãos, os velhos e espertos ciganos munidos de farta experiência faziam suas trocas na feira. O cigano Ribamar, um belo moreno de olhos verdes montado em seu enfeitado jumento parava na barraquinha de Rosa.

— Bota uma Serrana aí!

Rosa estava de costas, quando se voltou, já trazia a dose de cachaça na mão. Seu ouvido apurado lhe confirmava que aquela voz cantada era de um estranho.
Quando os dois entreolharam-se, uma forte magia os contagiou, estavam embevecidos um com o outro. A magia por um momento os tirara do ar.
De um só gole o cigano tomou a pinga, e Rosa que rubra ficara com aquele olhar penetrante, voltava a normalidade.

Ali nascia um típico caso de paixão a primeira vista. Rosa que era desimpedida iniciava com Ribamar, a contra gosto de sua família, uma linda história de amor.

A fama dos ciganos, aquela vida nômade, e os comentários no pequeno lugar, tudo isso foi motivo para que os pais de Rosa a trancassem a sete chaves proibindo o belo romance.

Nem Rosa nem o cigano Ribamar se conformavam com aquela proibição, e assim sendo deram um jeito de trocar recados e bilhetes. Mas tudo isso por pouco tempo, pois no sábado seguinte os ciganos levantariam acampamento.

Ribamar não poderia deixar o bando, mas não queria deixar o seu amor e foi nesse emaranhado de pensamentos que ele resolveu que roubaria a Rosa da América.
Comprou, um lindo vestido vermelho, pulseiras e tiaras com medalhas dependuradas e uma rosa também vermelha para que sua amada , fantasiada de cigana fosse confundida com as outras ciganas do bando.

Rosa lamentava deixar seus pais, mas não suportaria viver sem o seu grande e único amor.
Concordou com a proposta de Ribamar, e enquanto seus pais trabalhavam na barraca, ela vestida de cigana subia da garupa do Giron , Jumento montado por Ribamar, e mais tarde foram acompanhados pelo bando que comovido com a paixão dos jovens deu-lhes total apoio.

A América inteira sofreu com a fuga de sua Rosa. Os pais saudosos choravam por sua filha, e Rosa também não esquecera os seus entes queridos.

Depois de um ano, num sábado de sol, dia de feira, ao longe se via um bando de ciganos, a exemplo de outros tempos invadindo o lugarejo.

Na frente dois jumentos: um montado por Ribamar com uma criança no colo. No outro Rosa, vestida de vermelho, com uma rosa nos cabelos, e na mão uma bandeira branca pedindo paz.

Rosa era chamada pelos ciganos, Rosa vermelha, todos no bando gostavam dela. Dessa união nascera uma linda menina a qual deram o nome de Verbena.

Rosa foi recebida com festa por todos, e perdoada por seus pais. O bando resolveu libertar Ribamar das leis ciganas para que ele enfim, pudesse ter uma vida mais sossegada e feliz ao lado da esposa que tanto se sacrificara por ele.

Contam que, desse tempo para cá, as mocinhas da América quando querem conquistar suas paixões, colocam uma rosa vermelha nos cabelos, vestem um vestido tão vermelho quanto a rosa aparecendo assim, na frente do seu pretendente que ao encontrá-la nunca mais largará do seu pé. Dizem até que, já criaram um grupo folclórico que leva o nome de: “Rosa Vermelha da América.”

Hoje é conhecida como Maria Padilha das 7 Rosas Vermelhas.

Grande conhecedora das magias ciganas.
Conectados No Axe quinta-feira, 29 de outubro de 2015 às 17:39 0 Editar



América é um pequeno povoado cravado no alto da serra grande, a famosa serra dos cocos.
Como todo lugarejo serrano se destaca pela sua paisagem bucólica. Um clima de fresco para frio, o céu é um típico azul anil, salpicado de alvas nuvens e um verde em todos os tons reveste feito uma esplendida pintura a natureza serrana espalhando esperança por toda serrania.

Conhecida pela Lenda de Santa Feliciana, e por sua tradicional feira, onde o forte é a compra, troca e venda de animais, foi também, palco de uma linda história de amor.

Foi num sábado ensolarado que o lugarejo amanhecera tomado por um bando de ciganos que se dirigiam até aquele local com o intuito de fazer boas trocas e grandes negócios.

Num minuto o bando montou sua tenda. Aquela espécie de circo colorido chamava a atenção de todos os habitantes da América. Depois da barraca montada e devidamente instalada, buscaram o rumo da feira.

Em pouco tempo a cidade ganhava nova paisagem. Ciganas com suas roupas multicores, davam um novo colorido aquela região, tingindo o ambiente com cores fortes e vivas. Com muita desenvoltura abordavam os serranos fazendo profecias na leitura de mãos. Belos ciganos montados em seus cavalos encantavam as mocinhas sonhadoras que se animavam com tanta movimentação.

Enquanto as ciganas circulavam lendo mãos, os velhos e espertos ciganos munidos de farta experiência faziam suas trocas na feira. O cigano Ribamar, um belo moreno de olhos verdes montado em seu enfeitado jumento parava na barraquinha de Rosa.

— Bota uma Serrana aí!

Rosa estava de costas, quando se voltou, já trazia a dose de cachaça na mão. Seu ouvido apurado lhe confirmava que aquela voz cantada era de um estranho.
Quando os dois entreolharam-se, uma forte magia os contagiou, estavam embevecidos um com o outro. A magia por um momento os tirara do ar.
De um só gole o cigano tomou a pinga, e Rosa que rubra ficara com aquele olhar penetrante, voltava a normalidade.

Ali nascia um típico caso de paixão a primeira vista. Rosa que era desimpedida iniciava com Ribamar, a contra gosto de sua família, uma linda história de amor.

A fama dos ciganos, aquela vida nômade, e os comentários no pequeno lugar, tudo isso foi motivo para que os pais de Rosa a trancassem a sete chaves proibindo o belo romance.

Nem Rosa nem o cigano Ribamar se conformavam com aquela proibição, e assim sendo deram um jeito de trocar recados e bilhetes. Mas tudo isso por pouco tempo, pois no sábado seguinte os ciganos levantariam acampamento.

Ribamar não poderia deixar o bando, mas não queria deixar o seu amor e foi nesse emaranhado de pensamentos que ele resolveu que roubaria a Rosa da América.
Comprou, um lindo vestido vermelho, pulseiras e tiaras com medalhas dependuradas e uma rosa também vermelha para que sua amada , fantasiada de cigana fosse confundida com as outras ciganas do bando.

Rosa lamentava deixar seus pais, mas não suportaria viver sem o seu grande e único amor.
Concordou com a proposta de Ribamar, e enquanto seus pais trabalhavam na barraca, ela vestida de cigana subia da garupa do Giron , Jumento montado por Ribamar, e mais tarde foram acompanhados pelo bando que comovido com a paixão dos jovens deu-lhes total apoio.

A América inteira sofreu com a fuga de sua Rosa. Os pais saudosos choravam por sua filha, e Rosa também não esquecera os seus entes queridos.

Depois de um ano, num sábado de sol, dia de feira, ao longe se via um bando de ciganos, a exemplo de outros tempos invadindo o lugarejo.

Na frente dois jumentos: um montado por Ribamar com uma criança no colo. No outro Rosa, vestida de vermelho, com uma rosa nos cabelos, e na mão uma bandeira branca pedindo paz.

Rosa era chamada pelos ciganos, Rosa vermelha, todos no bando gostavam dela. Dessa união nascera uma linda menina a qual deram o nome de Verbena.

Rosa foi recebida com festa por todos, e perdoada por seus pais. O bando resolveu libertar Ribamar das leis ciganas para que ele enfim, pudesse ter uma vida mais sossegada e feliz ao lado da esposa que tanto se sacrificara por ele.

Contam que, desse tempo para cá, as mocinhas da América quando querem conquistar suas paixões, colocam uma rosa vermelha nos cabelos, vestem um vestido tão vermelho quanto a rosa aparecendo assim, na frente do seu pretendente que ao encontrá-la nunca mais largará do seu pé. Dizem até que, já criaram um grupo folclórico que leva o nome de: “Rosa Vermelha da América.”

Hoje é conhecida como Maria Padilha das 7 Rosas Vermelhas.

Grande conhecedora das magias ciganas.
Conectados No Axe
terça-feira, 27 de outubro de 2015 às 16:24
0




Pomba Gira Bruxa Évora, obedece à todas Yabás (Orixás femininos), uma entidade pouco conhecida e que tem muitos mistérios à sua volta.

Quase não se ouve falar nela. Trabalha com todo tipo de magia e encantamentos para todos os fins, Se apresenta como quer, hora uma senhora, hora uma dama, hora uma moça bonita e faceira... Por trabalhar para todas as Yabás não tem um estereótipo muito definido.

A Bruxa de Évora era moura, criada na Ibéria, falava bem o árabe, o português e o latim. Foi criada por umas velha tia que lhe ensinou as artes mágicas, dando-lhe como talismãs sete moedas de ouro do califa Omir, uma pedra ágata com inscrições árabes e uma chapa de prata com o nome do profeta.

A bruxa árabe era chamada de Moura torta, usava trapos, mas em seu peito brilhava um amuleto de âmbar. Ela lia o Alcorão e escrevia, sabia matemática, e olhando o céu reconhecia as estrelas, lia a sorte nas areias, nas estrelas e fazia feitiços e curas. Conhecia a magia dos seus ancestrais muçulmanos, mas vivendo no século XIII, também sabia a dos celtas.

Voava montada em cães, lobos, camelos, carneiros e em vassouras, mas sempre era vista voando em seu bode preto. O bode sempre 
foi um animal de feiticeiros, talvez por ser muito sensual; sugere pactos, feiticeiras, seres parte homem e parte animal, força de grande magia. As bruxas também eram companheiras dos dragões, deram a eles muitos nomes: o terrível, o magnífico, o senhor do mundo, o guardião.

Há muitos espíritos e Deuses companheiros fieis da bruxa de Évora, os principais são: Abalan (príncipe), Abigor (de hierarquia superior), Abrahel (súcubo), Asmodeu (um dos chefes), Adramelech (grande chanceler), Hecate (Deusa), Lúcifer (o maioral), Marbas (presidente), Rowe, (conde), e inúmeros outros. Os gatos são acusados de demônios por serem considerados um animal mágico, parente da lua, pois o gato surge para a vida à noite; da magia de seus olhos é que surgiram as crenças nos seus poderes sobrenaturais, que transportam as almas dos mortos, o gato é um grande amigo das bruxas. A Bruxa Évora tinha um gato preto chamado Lusbel. Apesar de temida, as pessoas buscam os poderes dessa bruxa: seus feitiços, sortilégios, banhos, amarração, conjuros, etc..., com a finalidade de obter cura, proteção e sucesso no amor e na vida.

A poderosa Bruxa de Évora que conquistou e aterrorizou gerações de corações luso-brasileiros por séculos e que possuía um 
caderno completamente abarrotado de poções, feitiços, bruxedos, encantamentos, banhos, rezas etc.

Sua fama singrou barreiras cronológicas e físicas e aportou no Brasil com os navegantes portugueses... Sua magia criou raízes 
e ramificações se entrelaçando com as religiões ameríndias...

Gosta de champanhe e cigarrilhas.

Laroiê Pomba Gira Bruxa de Évora!
Conectados No Axe terça-feira, 27 de outubro de 2015 às 16:24 0 Editar




Pomba Gira Bruxa Évora, obedece à todas Yabás (Orixás femininos), uma entidade pouco conhecida e que tem muitos mistérios à sua volta.

Quase não se ouve falar nela. Trabalha com todo tipo de magia e encantamentos para todos os fins, Se apresenta como quer, hora uma senhora, hora uma dama, hora uma moça bonita e faceira... Por trabalhar para todas as Yabás não tem um estereótipo muito definido.

A Bruxa de Évora era moura, criada na Ibéria, falava bem o árabe, o português e o latim. Foi criada por umas velha tia que lhe ensinou as artes mágicas, dando-lhe como talismãs sete moedas de ouro do califa Omir, uma pedra ágata com inscrições árabes e uma chapa de prata com o nome do profeta.

A bruxa árabe era chamada de Moura torta, usava trapos, mas em seu peito brilhava um amuleto de âmbar. Ela lia o Alcorão e escrevia, sabia matemática, e olhando o céu reconhecia as estrelas, lia a sorte nas areias, nas estrelas e fazia feitiços e curas. Conhecia a magia dos seus ancestrais muçulmanos, mas vivendo no século XIII, também sabia a dos celtas.

Voava montada em cães, lobos, camelos, carneiros e em vassouras, mas sempre era vista voando em seu bode preto. O bode sempre 
foi um animal de feiticeiros, talvez por ser muito sensual; sugere pactos, feiticeiras, seres parte homem e parte animal, força de grande magia. As bruxas também eram companheiras dos dragões, deram a eles muitos nomes: o terrível, o magnífico, o senhor do mundo, o guardião.

Há muitos espíritos e Deuses companheiros fieis da bruxa de Évora, os principais são: Abalan (príncipe), Abigor (de hierarquia superior), Abrahel (súcubo), Asmodeu (um dos chefes), Adramelech (grande chanceler), Hecate (Deusa), Lúcifer (o maioral), Marbas (presidente), Rowe, (conde), e inúmeros outros. Os gatos são acusados de demônios por serem considerados um animal mágico, parente da lua, pois o gato surge para a vida à noite; da magia de seus olhos é que surgiram as crenças nos seus poderes sobrenaturais, que transportam as almas dos mortos, o gato é um grande amigo das bruxas. A Bruxa Évora tinha um gato preto chamado Lusbel. Apesar de temida, as pessoas buscam os poderes dessa bruxa: seus feitiços, sortilégios, banhos, amarração, conjuros, etc..., com a finalidade de obter cura, proteção e sucesso no amor e na vida.

A poderosa Bruxa de Évora que conquistou e aterrorizou gerações de corações luso-brasileiros por séculos e que possuía um 
caderno completamente abarrotado de poções, feitiços, bruxedos, encantamentos, banhos, rezas etc.

Sua fama singrou barreiras cronológicas e físicas e aportou no Brasil com os navegantes portugueses... Sua magia criou raízes 
e ramificações se entrelaçando com as religiões ameríndias...

Gosta de champanhe e cigarrilhas.

Laroiê Pomba Gira Bruxa de Évora!
Conectados No Axe
às 00:20
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Tereza invadiu a igreja de uma forma como nunca havia feito antes. Não se benzeu e nem ao menos olhou para a imagem de Cristo, que de sua cruz, agonizante, parecia olhar diretamente para ela enquanto avançava pela nave. Precisava falar com o padre Olavo nesse instante, não havia tempo a perder.

- Padre! - seu grito ecoou pelas paredes repletas de símbolos aos quais ela sempre dera imenso valor, mas que nesse momento nada mais eram que meras imagens que apontavam-lhe o dedo culpando-a pelo pecado gravíssimo que cometera. 

- Padreee! A voz subira de tom a ponto de atrair imediatamente o coroinha que estava a dormitar atrás do altar.

- Dona Tereza! O padre Olavo foi atender um doente que precisa de extrema unção! A mulher sentou-se em uma cadeira da primeira fila e desatou em copioso pranto. O menino sem saber o que fazer correu para a rua e encontrou o padre que vinha já bem perto. - Dona Tereza está chorando como louca lá na igreja, o caso deve ser sério! - Olavo sen! tiu um baque no peito.

- O que teria acontecido? Alguém teria descoberto?

- Tudo bem Jonas, pode ir para casa que eu cuido disso. Apressou o passo e da porta ouviu o choro da mulher. 

- Tereza, o que houve? - Com um salto ela levantou-se e com o dedo estendido para ele gritou: 

- Eu estou grávida, cafajeste! Grávida de você! Como pode deixar isso acontecer? Você me jurou que isso não seria possível, que não podia ter filhos. O que faço agora? Meu nome será lançado na lama! E meu marido? Meus filhos? 

- Calma! - ele tentava ganhar tempo enquanto em sua cabeça as imagens passavam em turbilhão. 

- O que faria com essa louca? Fora ela quem o seduzira, enfiara-se em sua cama, nua, em uma tarde que gostaria de esquecer. Tentara-o com seu belo corpo e se entregara de forma avassaladora. Porque dizia que o filho era seu? Ele mesmo sabia de seus amantes, ditos em momentos de confissão muito antes da tarde fatídica.

-Vamos sentar, respire fundo! Como sabe que é meu? - Falava pausadamente! tentando inspirar confiança 

- Não pode ser de seu marido ou... de outro? - Só o que me faltava era isso - o tom subira novamente

- me engravida e ainda me chama de vagabunda. Nunca mais dormi com homem algum depois de nosso encontro, meu marido viaja muito e nas poucas vezes que esteve em casa, não me entreguei a ele, por amor a você! - Depois de pensar um pouco falou: 

- Então não há alternativa além do aborto, procure uma dessas velhas rezadeiras e dê um jeito nisso, o que espera que eu faça? 

- Precisamos fugir, eu abandono tudo para ficar ao seu lado! - desesperada segurava a batina do padre com força 

- Teremos nosso filho longe daqui! - Tentando ganhar tempo Olavo tirou as mãos dela de sua roupa. dirigiu-se ao altar e tamborilou com os dedos sobre a branca toalha, virou-se com raiva: 

- Nunca! Vire-se! Você foi a culpada, me levou para a perdição agora quer acabar comigo? Como posso largar o sacerdócio e viver com uma prostituta que deita em qualquer cama com qualquer um? 

- Tereza deu um grito de ódio e partiu para cima do padre. Havia um punhal em sua mão. A lâmina afiada foi cravada no abdômen do rapaz que caiu de joelhos. Tereza continuava com a arma na mão manchada com o sangue do padre e foi com ela que cortou a própria jugular, tendo morte quase instantânea. 

Por muitos anos o espírito de Tereza foi torturado pelas visões dessa e de outras vidas em que sempre causara sofrimento e mortes. Ao atingir um nível de compreensão adequado ao caminho evolutivo, tornou-se Maria Padilha das Almas, e ainda hoje busca ajudar a todos que a procuram tentando fazer com que novas almas não se percam como ela se perdeu por diversas vezes. Somente quem já teve contato com essa grande pomba-gira, sabe dos conselhos firmes dados por ela e da tristeza que ainda deixa transparecer em suas incorporações. 

Laroiê a Maria Padilha das Almas!
Conectados No Axe às 00:20 0 Editar




Tereza invadiu a igreja de uma forma como nunca havia feito antes. Não se benzeu e nem ao menos olhou para a imagem de Cristo, que de sua cruz, agonizante, parecia olhar diretamente para ela enquanto avançava pela nave. Precisava falar com o padre Olavo nesse instante, não havia tempo a perder.

- Padre! - seu grito ecoou pelas paredes repletas de símbolos aos quais ela sempre dera imenso valor, mas que nesse momento nada mais eram que meras imagens que apontavam-lhe o dedo culpando-a pelo pecado gravíssimo que cometera. 

- Padreee! A voz subira de tom a ponto de atrair imediatamente o coroinha que estava a dormitar atrás do altar.

- Dona Tereza! O padre Olavo foi atender um doente que precisa de extrema unção! A mulher sentou-se em uma cadeira da primeira fila e desatou em copioso pranto. O menino sem saber o que fazer correu para a rua e encontrou o padre que vinha já bem perto. - Dona Tereza está chorando como louca lá na igreja, o caso deve ser sério! - Olavo sen! tiu um baque no peito.

- O que teria acontecido? Alguém teria descoberto?

- Tudo bem Jonas, pode ir para casa que eu cuido disso. Apressou o passo e da porta ouviu o choro da mulher. 

- Tereza, o que houve? - Com um salto ela levantou-se e com o dedo estendido para ele gritou: 

- Eu estou grávida, cafajeste! Grávida de você! Como pode deixar isso acontecer? Você me jurou que isso não seria possível, que não podia ter filhos. O que faço agora? Meu nome será lançado na lama! E meu marido? Meus filhos? 

- Calma! - ele tentava ganhar tempo enquanto em sua cabeça as imagens passavam em turbilhão. 

- O que faria com essa louca? Fora ela quem o seduzira, enfiara-se em sua cama, nua, em uma tarde que gostaria de esquecer. Tentara-o com seu belo corpo e se entregara de forma avassaladora. Porque dizia que o filho era seu? Ele mesmo sabia de seus amantes, ditos em momentos de confissão muito antes da tarde fatídica.

-Vamos sentar, respire fundo! Como sabe que é meu? - Falava pausadamente! tentando inspirar confiança 

- Não pode ser de seu marido ou... de outro? - Só o que me faltava era isso - o tom subira novamente

- me engravida e ainda me chama de vagabunda. Nunca mais dormi com homem algum depois de nosso encontro, meu marido viaja muito e nas poucas vezes que esteve em casa, não me entreguei a ele, por amor a você! - Depois de pensar um pouco falou: 

- Então não há alternativa além do aborto, procure uma dessas velhas rezadeiras e dê um jeito nisso, o que espera que eu faça? 

- Precisamos fugir, eu abandono tudo para ficar ao seu lado! - desesperada segurava a batina do padre com força 

- Teremos nosso filho longe daqui! - Tentando ganhar tempo Olavo tirou as mãos dela de sua roupa. dirigiu-se ao altar e tamborilou com os dedos sobre a branca toalha, virou-se com raiva: 

- Nunca! Vire-se! Você foi a culpada, me levou para a perdição agora quer acabar comigo? Como posso largar o sacerdócio e viver com uma prostituta que deita em qualquer cama com qualquer um? 

- Tereza deu um grito de ódio e partiu para cima do padre. Havia um punhal em sua mão. A lâmina afiada foi cravada no abdômen do rapaz que caiu de joelhos. Tereza continuava com a arma na mão manchada com o sangue do padre e foi com ela que cortou a própria jugular, tendo morte quase instantânea. 

Por muitos anos o espírito de Tereza foi torturado pelas visões dessa e de outras vidas em que sempre causara sofrimento e mortes. Ao atingir um nível de compreensão adequado ao caminho evolutivo, tornou-se Maria Padilha das Almas, e ainda hoje busca ajudar a todos que a procuram tentando fazer com que novas almas não se percam como ela se perdeu por diversas vezes. Somente quem já teve contato com essa grande pomba-gira, sabe dos conselhos firmes dados por ela e da tristeza que ainda deixa transparecer em suas incorporações. 

Laroiê a Maria Padilha das Almas!
Conectados No Axe
às 00:16
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Vativa ficou totalmente arrepiada quando ouviu o que a bruxa lhe 
disse: 

- Precisamos do sangue de um inocente! 

- Sua mente imediatamente focalizou a imagem de Yorg, seu pequeno filho de apenas três anos. 

Seus pensamentos vagaram por alguns instantes enquanto a mulher remexia em um pequeno caldeirão de ferro. 

Estava ali por indicação de uma vizinha que conhecia o problema pelo qual estava passando. Era casada, não tinha queixas do marido, mas de repente parece que uma loucura apoderou-se dela. 

Apaixonara-se por um rapazote de dezessete anos, ela uma mulher de trinta, bela e fogosa não resistira aos encantos do adolescente e sua vida transformou-se em um inferno. 

Já traira seu marido algumas vezes, mas desta vez era algo fora do 
comum, não conseguia conceber a vida longe do rapaz. 

Conversando com a vizinha, a quem contava tudo, esta aconselhou: 

- Vá falar com a bruxa Chiara ela resolve o assunto para você. 

- Pensou durante alguns dias e não resistiu, foi procurar pela 
feiticeira.

O ambiente era horrível e a aparência da mulher assustadora, alta, 
muito magra, com apenas dois dentes na boca, vestia-se inteiramente de preto e fora logo dando a solução: 

- Vamos matar seu marido, aí você fica livre e se muda para outro 
povoado, bem distante, levando seu amante! 

- Vativa ficou assustada, não era essa a idéia. Não tinha porque 
matar seu marido. Não havia um jeito mais fácil? 

- De forma alguma, se o deixarmos vivo, quem morre é você! 

Mas não se preocupe eu cuido de tudo. 

- Foi aí que ela falou do sangue inocente. 

- A senhora está tentando dizer que tenho que sacrificar meu filho? 

- Para fazer omelete, quebram-se ovos… 

Vativa não estava acreditando, a mulher dizia barbaridades e sorria 
cinicamente. Levantou-se e saiu correndo apavorada. 

A risada histérica dada por Chiara ainda ecoava em seus ouvidos 
quando chegou a casa. Desse dia em diante suas noites tornaram-se um tormento, bastava fechar os olhos para ver aquele homem todo de preto que a apontava com uma bengala: 

- Agora você tem que fazer! – Em outras ocasiões ele dizia: 

- Você não presta mesmo, nunca prestou! 

- Vativa abria os olhos horrorizados e não conseguia mais dormir. 
Uma noite, já totalmente transtornada com a aparição freqüente, saiu gritando pela casa. Ouvindo os gritos da mãe o pequeno Yorg acordou e desatou a chorar. Sem saber como, a faca apareceu em sua mão. 

- Cale a boca garoto dos infernos! 

- A lâmina penetrou por três vezes no pequeno corpo. 

Retomando a consciência não suportou a visão do crime cometido e caiu desmaiada. Na queda, a vela que iluminava o pequeno ambiente caiu-lhe sobre as vestes e em pouco tempo o fogo consumia tudo. 

Por muitos anos o espírito de Vativa vagou até conseguir a chance de evoluir junto a um grupo de trabalhadores de esquerda. 

Hoje todos a conhecem pela grandeza dos trabalhos que pratica na linha da guardiã Maria Padilha, mas se há uma coisa que ela odeia é relembrar o fato, por isso poucas vezes o comenta. 

Com posto garantido na falange do cemitério detesta ser lembrada para amarrações e perde a compostura quando há um pedido do gênero. 

Saravá Maria Padilha das Sete Catacumbas!
Conectados No Axe às 00:16 0 Editar






Vativa ficou totalmente arrepiada quando ouviu o que a bruxa lhe 
disse: 

- Precisamos do sangue de um inocente! 

- Sua mente imediatamente focalizou a imagem de Yorg, seu pequeno filho de apenas três anos. 

Seus pensamentos vagaram por alguns instantes enquanto a mulher remexia em um pequeno caldeirão de ferro. 

Estava ali por indicação de uma vizinha que conhecia o problema pelo qual estava passando. Era casada, não tinha queixas do marido, mas de repente parece que uma loucura apoderou-se dela. 

Apaixonara-se por um rapazote de dezessete anos, ela uma mulher de trinta, bela e fogosa não resistira aos encantos do adolescente e sua vida transformou-se em um inferno. 

Já traira seu marido algumas vezes, mas desta vez era algo fora do 
comum, não conseguia conceber a vida longe do rapaz. 

Conversando com a vizinha, a quem contava tudo, esta aconselhou: 

- Vá falar com a bruxa Chiara ela resolve o assunto para você. 

- Pensou durante alguns dias e não resistiu, foi procurar pela 
feiticeira.

O ambiente era horrível e a aparência da mulher assustadora, alta, 
muito magra, com apenas dois dentes na boca, vestia-se inteiramente de preto e fora logo dando a solução: 

- Vamos matar seu marido, aí você fica livre e se muda para outro 
povoado, bem distante, levando seu amante! 

- Vativa ficou assustada, não era essa a idéia. Não tinha porque 
matar seu marido. Não havia um jeito mais fácil? 

- De forma alguma, se o deixarmos vivo, quem morre é você! 

Mas não se preocupe eu cuido de tudo. 

- Foi aí que ela falou do sangue inocente. 

- A senhora está tentando dizer que tenho que sacrificar meu filho? 

- Para fazer omelete, quebram-se ovos… 

Vativa não estava acreditando, a mulher dizia barbaridades e sorria 
cinicamente. Levantou-se e saiu correndo apavorada. 

A risada histérica dada por Chiara ainda ecoava em seus ouvidos 
quando chegou a casa. Desse dia em diante suas noites tornaram-se um tormento, bastava fechar os olhos para ver aquele homem todo de preto que a apontava com uma bengala: 

- Agora você tem que fazer! – Em outras ocasiões ele dizia: 

- Você não presta mesmo, nunca prestou! 

- Vativa abria os olhos horrorizados e não conseguia mais dormir. 
Uma noite, já totalmente transtornada com a aparição freqüente, saiu gritando pela casa. Ouvindo os gritos da mãe o pequeno Yorg acordou e desatou a chorar. Sem saber como, a faca apareceu em sua mão. 

- Cale a boca garoto dos infernos! 

- A lâmina penetrou por três vezes no pequeno corpo. 

Retomando a consciência não suportou a visão do crime cometido e caiu desmaiada. Na queda, a vela que iluminava o pequeno ambiente caiu-lhe sobre as vestes e em pouco tempo o fogo consumia tudo. 

Por muitos anos o espírito de Vativa vagou até conseguir a chance de evoluir junto a um grupo de trabalhadores de esquerda. 

Hoje todos a conhecem pela grandeza dos trabalhos que pratica na linha da guardiã Maria Padilha, mas se há uma coisa que ela odeia é relembrar o fato, por isso poucas vezes o comenta. 

Com posto garantido na falange do cemitério detesta ser lembrada para amarrações e perde a compostura quando há um pedido do gênero. 

Saravá Maria Padilha das Sete Catacumbas!
Conectados No Axe
segunda-feira, 26 de outubro de 2015 às 04:37
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Pertence à falange de Dona Rosa Caveira. Contou-me que sua última encarnação foi uma escrava em uma fazenda na Bahia. Adotou o nome Rosa por pertencer à falange de Rosa Caveira, e Negra, devido a sua última encarnação, como escrava, numa alusão à sua pele. 

Existem muitas Pombagiras Guardiãs, que se apresentam como mulheres negras. Como bela negra que era, sofreu muito com os abusos sexuais por parte de seu senhor e feitores. 

Para vingar-se, utilizava a magia negra contra o seus agressores. Morreu aos 28 anos, vítima de doença venérea. 

O desencarne, aliviou o sofrimento da carne, mas não o da alma. Dona Rosa Negra hoje, arrependida, dos males que causou com seus feitiços, trabalha para sua evolução como Pombagira na Falange de Dona Rosa Caveira. Não se interessa muito pelos romances, atua nos casos de proteção contra contra magos negros. 

Não recebe oferendas, pois age somente com o mando e permissão de Dona Rosa Caveira. Dona Rosa Negra se encontra hoje em paz, buscando evoluir cada vez mais.

Trabalha na linha das almas e faz parte da falange do Exú Caveira.
Conectados No Axe segunda-feira, 26 de outubro de 2015 às 04:37 0 Editar




Pertence à falange de Dona Rosa Caveira. Contou-me que sua última encarnação foi uma escrava em uma fazenda na Bahia. Adotou o nome Rosa por pertencer à falange de Rosa Caveira, e Negra, devido a sua última encarnação, como escrava, numa alusão à sua pele. 

Existem muitas Pombagiras Guardiãs, que se apresentam como mulheres negras. Como bela negra que era, sofreu muito com os abusos sexuais por parte de seu senhor e feitores. 

Para vingar-se, utilizava a magia negra contra o seus agressores. Morreu aos 28 anos, vítima de doença venérea. 

O desencarne, aliviou o sofrimento da carne, mas não o da alma. Dona Rosa Negra hoje, arrependida, dos males que causou com seus feitiços, trabalha para sua evolução como Pombagira na Falange de Dona Rosa Caveira. Não se interessa muito pelos romances, atua nos casos de proteção contra contra magos negros. 

Não recebe oferendas, pois age somente com o mando e permissão de Dona Rosa Caveira. Dona Rosa Negra se encontra hoje em paz, buscando evoluir cada vez mais.

Trabalha na linha das almas e faz parte da falange do Exú Caveira.
Conectados No Axe
às 04:34
0




A história de uma rainha!

Ela sempre foi discreta em suas incorporações... Compenetrada e objetiva em suas respostas. Sempre olhou firmemente nos olhos das pessoas, explicando detalhadamente a situação. Nunca omitiu a verdade. 

Ela canta seu ponto e explica sua história: "Maria Padilha vem na Linha do Cemitério, Maria Padilha vem na Linha do Cemitério, ela não ri, ela não ri, ela sempre fala sério! Ela não ri, ela não ri, ela sempre fala sério." (...) Possui muitos filhos para resgatar.

Ama a todos e não quer perder nenhum. Enquanto não vê-los sãos e salvos não deixará de trabalhar e escolheu a Calunga para isso. Ela é guardiã dos mistérios femininos.

Aprendi a respeitar essa senhora. Ela me ensinou que Pomba gira é um dos mistérios da Umbanda Sagrada e que conhecemos muito pouco sobre o trabalho que elas realizam abnegadamente nas regiões umbralinas.

São socorristas e mensageiras de nossa Mãe Maria. Trabalham resgatando os espíritos mais corrompidos da esfera terrestre. As pomba giras vão aonde ninguém mais vai: no mais baixo umbral! 

E com amor e abnegação recuperam um ser extraviado de sua família. Usam a aparência sedutora para auxiliar no resgate... Não se vestem de "anjos" para não assustar o socorrido. 

Assim, caminham pelas esferas umbralinas sem chamarem a atenção. Como mulheres "mundanas" podem passar despercebidas pelos seres umbralinos e são aceitas com menor desconfiança pelo resgatado.

Essa Maria Padilha viveu muitas vidas na Terra, mas transformou-se totalmente quando conheceu Jesus... 

Disse que pertenceu à falange das mulheres que trabalham com Maria Madalena e se sentiu amada e acolhida no amor de Cristo. Nunca mais quis deixar de serví-lo! Cumpre sua missão com amor abnegado. 

Ela diz que pode contar que viveu também no século III (em Roma) e vivenciou toda a história cristã em sua vida, juntamente com outras pessoas perseguidas pelo Império. Morreu em uma Arena, por se recusar a seguir as ordens dadas pelo Imperador.
Conectados No Axe às 04:34 0 Editar




A história de uma rainha!

Ela sempre foi discreta em suas incorporações... Compenetrada e objetiva em suas respostas. Sempre olhou firmemente nos olhos das pessoas, explicando detalhadamente a situação. Nunca omitiu a verdade. 

Ela canta seu ponto e explica sua história: "Maria Padilha vem na Linha do Cemitério, Maria Padilha vem na Linha do Cemitério, ela não ri, ela não ri, ela sempre fala sério! Ela não ri, ela não ri, ela sempre fala sério." (...) Possui muitos filhos para resgatar.

Ama a todos e não quer perder nenhum. Enquanto não vê-los sãos e salvos não deixará de trabalhar e escolheu a Calunga para isso. Ela é guardiã dos mistérios femininos.

Aprendi a respeitar essa senhora. Ela me ensinou que Pomba gira é um dos mistérios da Umbanda Sagrada e que conhecemos muito pouco sobre o trabalho que elas realizam abnegadamente nas regiões umbralinas.

São socorristas e mensageiras de nossa Mãe Maria. Trabalham resgatando os espíritos mais corrompidos da esfera terrestre. As pomba giras vão aonde ninguém mais vai: no mais baixo umbral! 

E com amor e abnegação recuperam um ser extraviado de sua família. Usam a aparência sedutora para auxiliar no resgate... Não se vestem de "anjos" para não assustar o socorrido. 

Assim, caminham pelas esferas umbralinas sem chamarem a atenção. Como mulheres "mundanas" podem passar despercebidas pelos seres umbralinos e são aceitas com menor desconfiança pelo resgatado.

Essa Maria Padilha viveu muitas vidas na Terra, mas transformou-se totalmente quando conheceu Jesus... 

Disse que pertenceu à falange das mulheres que trabalham com Maria Madalena e se sentiu amada e acolhida no amor de Cristo. Nunca mais quis deixar de serví-lo! Cumpre sua missão com amor abnegado. 

Ela diz que pode contar que viveu também no século III (em Roma) e vivenciou toda a história cristã em sua vida, juntamente com outras pessoas perseguidas pelo Império. Morreu em uma Arena, por se recusar a seguir as ordens dadas pelo Imperador.
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às 02:47
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Foi no inicio do século XIX, pelos anos de 1818, época em que o Brasil caminhava para sua independência de Portugal e que, mesmo oficialmente elevado à “Categoria de Reino Unido”, mantinha no estilo de vida os costumes de colônia submissa, explorada, oprimida. Foi nesse tempo que nasceu em Alagoas, a filha dos Manhães, respeitada família de fazendeiros que viviam de criar gado na região próxima ao então vilarejo de Penedo. 

Maria Rosa da Conceição – esse era seu nome – cresceu criada sob os arraigados moldes educacionais da ocasião. Quando moça feita o Brasil já se dizia independente: ela não era. Tinha nas mãos do pai o seu destino selado, como acontecia a tantos outros milhares de moças. Vigência comum eram os pactos de casamento, não entre os namorados, mas entre os que viam, nesse expediente, a forma de unir família, as consideradas poderosas e tradicionais, visando tão somente a interesses comerciais, territoriais e até políticos. Maria Rosa da Conceição não fugiria a esse destino quando, aos 19 anos de idade, foi prometida aos Cardins, na pessoa de Vicente, o filho. 
Comum também parecia “o outro lado” dessa história. Maria Rosa, claro, não amava Vicente.

Era Luciano, capataz da fazenda dos Manhães, o dono de seu coração, um viúvo, sem filhos, com quase o dobro de idade da moça. Empregado dedicado, servi a família mesmo em dias difíceis como os das secas que assolavam periodicamente o Nordeste. Luciano era homem de caráter inquestionável, dote que certamente não seria considerado pelo coronel Manhães, caso o capataz propusesse, oficialmente, casar com a filha do fazendeiro. Mas Luciano e Maria Rosa, fora do tempo e do espaço, estavam perdidamente apaixonados. 

Vivendo um romance clandestino, porém verdadeiro, viam aproximar – se o funesto dia do combinado casamento de Rosa com Vicente. O noivado de seis meses já se tinha expirado. A cada dia que passava menor eram as esperanças de solução. Em junho do ano de 1837, três meses antes da data marcada para a cerimônia nupcial, Maria Rosa e Luciano apelaram para única saída que lhes parecia possível – a fuga – e fugiram para as bandas de Pernambuco. 

Essa foi a saída possível, mas não, honrosa, não para as famílias ofendidas nem para os costumes do povo. O escândalo ganhou fazendas, roçados, estradas e os sertões, desbravados pelos dois irmãos de Maria Rosa na tentativa de reavê – la e castigar um empregado que para eles se mostrara, agora, indigno de confiança, alem de detestável sedutor. Também para os Cardins a humilhação era sem precedentes! 

Todos eles exigiam reparação da honra da família, ultrajada por um homem considerado sem linhagem e de origem duvidosa. Afinal, que riquezas ou poderes tinha ele? De que família provinha? Talvez fosse um mestiço ou sabe-se lá mais o quê! Como se atrevera a tanto? Merecia castigo à altura de sei desvario. Quanto a Maria Rosa, julgavam os Cardins que ela não havia recebido dos pais a devida educação, tanto que agira de maneira tão afrontosa quanto imoral. Vai daí que as duas famílias cortaram relações, unido – se apenas no firme propósito de encontrar e punir Luciano.

Durante três anos e seis meses, deu – se perseguição implacável e sem tréguas ao casal que, longe de fúria e do desejo de vingança dos seus e já com uma filha, encontrara nas terras do Coronel Aurino de Moura o seu recanto de felicidade – e onde, com a mesma dedicação, peculiar a seu caráter, Luciano também trabalhava como capataz. 

Numa tarde quente de dezembro de 1840, quando despreocupado tratava no curral da fazenda, de um animal ferido, um bando cercou o local. Eram dois líderes brancos, negros, escravos, farejadores e capangas de aluguel. Sem qualquer explicação, mataram o animal a tiros e Luciano a facadas. Maria Rosa que, em casa, cuidava da filha, foi levada desacordada de volta a cidade de Penedo. 

Voltar para casa em tais circunstâncias significava, naturalmente, enfrentar (quem sabe?) o ódio, mas, com certeza, a humilhação. E: apenas para isso Maria Rosa fora trazida. Após cuspir – lhe no resto, o pai expulsou – a, orgulho ferido e ouvidos fechados aos apelos dos dois filhos e da esposa, mãe sofrendo a reconhecer que a filha merecia castigo, mas, não, a renegação. Rogos Vãos. 

Ver – se entregue à própria sorte não a assustava. Mas sua filha pequena não pedira nem merecia o abandono e o repúdio familiar. E assim Maria Rosa julgou que recorrer ao abrigo de parentes poderia amenizar o sofrimento da menina. 

Com ela voltou a Pernambuco e, na cidade de Olinda, apelou para seus tios que, nem por isso, a trataram como sobrinha. Pelo contrário, sua condição de dependente e desvalida fez de Maria Rosa uma serviçal da família, a suportar, pelo bem da filha, novas humilhações. 
Quem dera, porém, que tal martírio nisso apenas se resumisse!... Meses após ter chagado a Olinda, a vida de Maria Rosa tomaria novo curso ao ver seu filhinha morrer de varíola. 

E Maria Rosa fugiu outra vez. Agora, sozinha. Seu amor, sequer estima ou consolo. Perdera tudo o que de mais importante e valioso tivera, prova carnal e espiritual do único amor de sua vida. Partiu para o caminho que, também desta vez, lhe parecia a única e desesperada solução possível: a prostituição. 

Assim foi tocando seus dias de amargura no falso esplendor da noite boêmia. Sem demora, sua saúde foi sendo minada pela tuberculose e pelas doenças venéreas. Esquálida e tísica, mais uma vez passou a ser repudiava até pelas colegas da profissão chamada de “vida fácil”. Passou, então, a pedir esmolas pelas ruas. Nas suas andanças de extrema penúria, ficou dois anos em Recife, seguindo depois de cidade em cidade até chegar, de volta, à terra natal. 

Quem peregrinava, então, pelas ruas de Penedo não era a bela jovem de outrora, mas uma mulher magra, precocemente envelhecida, abatida, marcada, dilacerada pelo sofrimento do corpo e da alma. Irreconhecível, foi logo “batizada” pelo escárnio popular como MARIA MOLAMBO.

Encontram – na assim os dois irmãos, levaram – na para a fazenda distante algumas léguas da cidade e lhe deram a notícia da morte dos pais e da sua inclusão na herança dos Manhães, graças à intervenção da mãe, a ultima a falecer. 

Maria Rosa recebeu dos irmãos, bem se diga, toda a assistência de que necessitava em razão da sua doença. Conseguiu, por isso, recuperar parte da saúde e dar início a uma nova vida, agora dedicada à comunidade, ajudando os carentes (que não eram poucos) abandonados e desabrigados, crianças, mulheres e ancião. Sua parte na herança ela destinou a esse trabalho anônimo e a um asilo já existente em Maceió, onde passou servindo todo o seu tempo de vigília. 

Foi no ano de 1857 que Maria Rosa da Conceição faleceu. Recebida no plano astral por muitos conhecidos e parentes, àqueles a quem havia beneficiado em sua vida terrena continuou a ser, agora carinhosamente, chamada de Maria Molambo.
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Foi no inicio do século XIX, pelos anos de 1818, época em que o Brasil caminhava para sua independência de Portugal e que, mesmo oficialmente elevado à “Categoria de Reino Unido”, mantinha no estilo de vida os costumes de colônia submissa, explorada, oprimida. Foi nesse tempo que nasceu em Alagoas, a filha dos Manhães, respeitada família de fazendeiros que viviam de criar gado na região próxima ao então vilarejo de Penedo. 

Maria Rosa da Conceição – esse era seu nome – cresceu criada sob os arraigados moldes educacionais da ocasião. Quando moça feita o Brasil já se dizia independente: ela não era. Tinha nas mãos do pai o seu destino selado, como acontecia a tantos outros milhares de moças. Vigência comum eram os pactos de casamento, não entre os namorados, mas entre os que viam, nesse expediente, a forma de unir família, as consideradas poderosas e tradicionais, visando tão somente a interesses comerciais, territoriais e até políticos. Maria Rosa da Conceição não fugiria a esse destino quando, aos 19 anos de idade, foi prometida aos Cardins, na pessoa de Vicente, o filho. 
Comum também parecia “o outro lado” dessa história. Maria Rosa, claro, não amava Vicente.

Era Luciano, capataz da fazenda dos Manhães, o dono de seu coração, um viúvo, sem filhos, com quase o dobro de idade da moça. Empregado dedicado, servi a família mesmo em dias difíceis como os das secas que assolavam periodicamente o Nordeste. Luciano era homem de caráter inquestionável, dote que certamente não seria considerado pelo coronel Manhães, caso o capataz propusesse, oficialmente, casar com a filha do fazendeiro. Mas Luciano e Maria Rosa, fora do tempo e do espaço, estavam perdidamente apaixonados. 

Vivendo um romance clandestino, porém verdadeiro, viam aproximar – se o funesto dia do combinado casamento de Rosa com Vicente. O noivado de seis meses já se tinha expirado. A cada dia que passava menor eram as esperanças de solução. Em junho do ano de 1837, três meses antes da data marcada para a cerimônia nupcial, Maria Rosa e Luciano apelaram para única saída que lhes parecia possível – a fuga – e fugiram para as bandas de Pernambuco. 

Essa foi a saída possível, mas não, honrosa, não para as famílias ofendidas nem para os costumes do povo. O escândalo ganhou fazendas, roçados, estradas e os sertões, desbravados pelos dois irmãos de Maria Rosa na tentativa de reavê – la e castigar um empregado que para eles se mostrara, agora, indigno de confiança, alem de detestável sedutor. Também para os Cardins a humilhação era sem precedentes! 

Todos eles exigiam reparação da honra da família, ultrajada por um homem considerado sem linhagem e de origem duvidosa. Afinal, que riquezas ou poderes tinha ele? De que família provinha? Talvez fosse um mestiço ou sabe-se lá mais o quê! Como se atrevera a tanto? Merecia castigo à altura de sei desvario. Quanto a Maria Rosa, julgavam os Cardins que ela não havia recebido dos pais a devida educação, tanto que agira de maneira tão afrontosa quanto imoral. Vai daí que as duas famílias cortaram relações, unido – se apenas no firme propósito de encontrar e punir Luciano.

Durante três anos e seis meses, deu – se perseguição implacável e sem tréguas ao casal que, longe de fúria e do desejo de vingança dos seus e já com uma filha, encontrara nas terras do Coronel Aurino de Moura o seu recanto de felicidade – e onde, com a mesma dedicação, peculiar a seu caráter, Luciano também trabalhava como capataz. 

Numa tarde quente de dezembro de 1840, quando despreocupado tratava no curral da fazenda, de um animal ferido, um bando cercou o local. Eram dois líderes brancos, negros, escravos, farejadores e capangas de aluguel. Sem qualquer explicação, mataram o animal a tiros e Luciano a facadas. Maria Rosa que, em casa, cuidava da filha, foi levada desacordada de volta a cidade de Penedo. 

Voltar para casa em tais circunstâncias significava, naturalmente, enfrentar (quem sabe?) o ódio, mas, com certeza, a humilhação. E: apenas para isso Maria Rosa fora trazida. Após cuspir – lhe no resto, o pai expulsou – a, orgulho ferido e ouvidos fechados aos apelos dos dois filhos e da esposa, mãe sofrendo a reconhecer que a filha merecia castigo, mas, não, a renegação. Rogos Vãos. 

Ver – se entregue à própria sorte não a assustava. Mas sua filha pequena não pedira nem merecia o abandono e o repúdio familiar. E assim Maria Rosa julgou que recorrer ao abrigo de parentes poderia amenizar o sofrimento da menina. 

Com ela voltou a Pernambuco e, na cidade de Olinda, apelou para seus tios que, nem por isso, a trataram como sobrinha. Pelo contrário, sua condição de dependente e desvalida fez de Maria Rosa uma serviçal da família, a suportar, pelo bem da filha, novas humilhações. 
Quem dera, porém, que tal martírio nisso apenas se resumisse!... Meses após ter chagado a Olinda, a vida de Maria Rosa tomaria novo curso ao ver seu filhinha morrer de varíola. 

E Maria Rosa fugiu outra vez. Agora, sozinha. Seu amor, sequer estima ou consolo. Perdera tudo o que de mais importante e valioso tivera, prova carnal e espiritual do único amor de sua vida. Partiu para o caminho que, também desta vez, lhe parecia a única e desesperada solução possível: a prostituição. 

Assim foi tocando seus dias de amargura no falso esplendor da noite boêmia. Sem demora, sua saúde foi sendo minada pela tuberculose e pelas doenças venéreas. Esquálida e tísica, mais uma vez passou a ser repudiava até pelas colegas da profissão chamada de “vida fácil”. Passou, então, a pedir esmolas pelas ruas. Nas suas andanças de extrema penúria, ficou dois anos em Recife, seguindo depois de cidade em cidade até chegar, de volta, à terra natal. 

Quem peregrinava, então, pelas ruas de Penedo não era a bela jovem de outrora, mas uma mulher magra, precocemente envelhecida, abatida, marcada, dilacerada pelo sofrimento do corpo e da alma. Irreconhecível, foi logo “batizada” pelo escárnio popular como MARIA MOLAMBO.

Encontram – na assim os dois irmãos, levaram – na para a fazenda distante algumas léguas da cidade e lhe deram a notícia da morte dos pais e da sua inclusão na herança dos Manhães, graças à intervenção da mãe, a ultima a falecer. 

Maria Rosa recebeu dos irmãos, bem se diga, toda a assistência de que necessitava em razão da sua doença. Conseguiu, por isso, recuperar parte da saúde e dar início a uma nova vida, agora dedicada à comunidade, ajudando os carentes (que não eram poucos) abandonados e desabrigados, crianças, mulheres e ancião. Sua parte na herança ela destinou a esse trabalho anônimo e a um asilo já existente em Maceió, onde passou servindo todo o seu tempo de vigília. 

Foi no ano de 1857 que Maria Rosa da Conceição faleceu. Recebida no plano astral por muitos conhecidos e parentes, àqueles a quem havia beneficiado em sua vida terrena continuou a ser, agora carinhosamente, chamada de Maria Molambo.
Conectados No Axe
às 02:41
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EM QUALQUER ESQUINA, QUALQUER LUGAR! 

Uma das maiores feiticeira do Reino das trevas. Precisa de muita luz para evoluir, mas o ser humano só pede maldade para ela, sendo assim, fica muito difícil a sua evolução. Lembre-se: é através dos seus pedidos que ela evolui ou cai mais! A F E B pede: dê luz a quem precisa!!!

Carmem vagava pelas ruas sem saber para onde ir. Perdera os pais, quando tinha cinco anos, e fora morar com seus tios. Tratada como escrava por anos, nunca soube o sentido da palavra felicidade. Analfabeta, somente conhecia os segredos da cozinha e da limpeza que era obrigada a fazer diariamente. O assédio de seu primo tornara-se insuportável conforme crescia em formas e beleza. Tanto o rapaz insistiu que acabou levando-a para a cama, onde foram flagrados pela velha tia, que em nenhum momento duvidou da palavra do filho que acusava a moça de seduzi-lo dia após dia. De nada valeram os apelos e juras de inocência. Imediatamente foi posta na rua sem um tostão e apenas com a roupa do corpo.

Agora estava ali perambulando por ruas que não conhecia em uma noite escura e com lágrimas correndo pelo belo rosto. Um homem aproximou-se dela:

- O que faz uma moça tão bonita perdida por aqui? E porque chora?
Desalentada, começou a falar tudo que havia se passado. Não tinha nada a perder. Quem sabe aquele rapaz não a ajudaria? Fora o único que mostrara interesse no seu drama. Após ouvir tudo ele disse:

- Venha comigo, tenho um lugar para você ficar! Sem outra opção a jovem o seguiu. Entraram em um casarão escuro em que somente uma pequena luz bruxuleava. Uma senhora vestida e maquiada com extravagância para àquela hora da noite, atendeu-os prontamente:

- Mais uma menina, Jorginho? De maneira brusca, o rapaz agarrou a mulher pelo braço e sussurrou-lhe:

- Esta é minha, vou querer somente para mim!
- Calma lá garotão! Se você pagar não vejo motivo para que não seja sua. A partir desse momento Carmem transformou-se em mais uma menina da famosa Madame Eglantine. A principio deitava-se com Jorge pela gratidão, aos poucos, porém foi tomando-se de amores pelo rapaz, que em pouco tempo enjoou do que tinha com facilidade.

Depois de dois meses de amor incondicional, o rapaz procurou pela Madame e falou:
- Já está na hora da garota fazer a vida, não tenho mais como pagar pela sua estadia aqui.

Eglantine sorriu com desdém, pois já sabia que o final seria esse, não era a primeira que passava por isso em sua casa. Ao ser informada de suas novas atribuições, a moça desesperou-se, chorou uma tarde inteira. Sem ter como fugir da situação, preparou-se para cumprir o combinado. Sentada no grande salão mal iluminado Carmem aguardava. Cada vez que uma das meninas subia acompanhada de alguém, ela suspirava de alivio por não ter sido escolhida.

No entanto, quando já achava que estaria livre por aquela noite, Madame aparece com um senhor:

- Querida, trate muito bem o Comendador Belizário, ele é prata da casa! Ao olhar o homem, sentiu o estômago revirar, ele podia ser seu avô! Eglantine percebeu e fixou um olhar gélido sobre ela:

- Leve-o para seu quarto e faça tudo para agradá-lo.

Com os pés pesados ela subiu as escadas que a levariam para o sacrifício, puxando o comendador pela mão. O velho fungava em sua nuca e ela tentava desviar do contato, ao sentir o hálito mal cheiroso, não resistiu, pediu que ele a soltasse e o empurrou com violência. Isso somente excitou mais o homem que agora literalmente babava em seu pescoço.

Instintivamente agarrou a haste de bronze do abajur e desferiu com ódio na cabeça de Belizário. O sangue correu imediatamente manchando seu seio. Mas o velho não caiu, tomado de ira, apertou o pescoço da jovem até que, com os olhos vidrados, ela deu o último suspiro. Assustado pelo que fizera e com o sangue escorrendo pelo rosto, o comendador correu para as escadas onde tropeçou e rolou caindo morto no meio do salão de Madame Eglantine.

Durante muitos anos o espírito de Carmem vagou por regiões escuras onde reviu e reviveu carmas e pecados de vidas anteriores.

Amparada por linhas auxiliares começou seu trabalho de evolução espiritual utilizando a roupagem da Pomba-Gira Dama da Noite. Quem já se consultou com essa grande mulher sabe dos ótimos conselhos que ela sempre distribui entre sorrisos gentis e calorosos.
Conectados No Axe às 02:41 0 Editar





EM QUALQUER ESQUINA, QUALQUER LUGAR! 

Uma das maiores feiticeira do Reino das trevas. Precisa de muita luz para evoluir, mas o ser humano só pede maldade para ela, sendo assim, fica muito difícil a sua evolução. Lembre-se: é através dos seus pedidos que ela evolui ou cai mais! A F E B pede: dê luz a quem precisa!!!

Carmem vagava pelas ruas sem saber para onde ir. Perdera os pais, quando tinha cinco anos, e fora morar com seus tios. Tratada como escrava por anos, nunca soube o sentido da palavra felicidade. Analfabeta, somente conhecia os segredos da cozinha e da limpeza que era obrigada a fazer diariamente. O assédio de seu primo tornara-se insuportável conforme crescia em formas e beleza. Tanto o rapaz insistiu que acabou levando-a para a cama, onde foram flagrados pela velha tia, que em nenhum momento duvidou da palavra do filho que acusava a moça de seduzi-lo dia após dia. De nada valeram os apelos e juras de inocência. Imediatamente foi posta na rua sem um tostão e apenas com a roupa do corpo.

Agora estava ali perambulando por ruas que não conhecia em uma noite escura e com lágrimas correndo pelo belo rosto. Um homem aproximou-se dela:

- O que faz uma moça tão bonita perdida por aqui? E porque chora?
Desalentada, começou a falar tudo que havia se passado. Não tinha nada a perder. Quem sabe aquele rapaz não a ajudaria? Fora o único que mostrara interesse no seu drama. Após ouvir tudo ele disse:

- Venha comigo, tenho um lugar para você ficar! Sem outra opção a jovem o seguiu. Entraram em um casarão escuro em que somente uma pequena luz bruxuleava. Uma senhora vestida e maquiada com extravagância para àquela hora da noite, atendeu-os prontamente:

- Mais uma menina, Jorginho? De maneira brusca, o rapaz agarrou a mulher pelo braço e sussurrou-lhe:

- Esta é minha, vou querer somente para mim!
- Calma lá garotão! Se você pagar não vejo motivo para que não seja sua. A partir desse momento Carmem transformou-se em mais uma menina da famosa Madame Eglantine. A principio deitava-se com Jorge pela gratidão, aos poucos, porém foi tomando-se de amores pelo rapaz, que em pouco tempo enjoou do que tinha com facilidade.

Depois de dois meses de amor incondicional, o rapaz procurou pela Madame e falou:
- Já está na hora da garota fazer a vida, não tenho mais como pagar pela sua estadia aqui.

Eglantine sorriu com desdém, pois já sabia que o final seria esse, não era a primeira que passava por isso em sua casa. Ao ser informada de suas novas atribuições, a moça desesperou-se, chorou uma tarde inteira. Sem ter como fugir da situação, preparou-se para cumprir o combinado. Sentada no grande salão mal iluminado Carmem aguardava. Cada vez que uma das meninas subia acompanhada de alguém, ela suspirava de alivio por não ter sido escolhida.

No entanto, quando já achava que estaria livre por aquela noite, Madame aparece com um senhor:

- Querida, trate muito bem o Comendador Belizário, ele é prata da casa! Ao olhar o homem, sentiu o estômago revirar, ele podia ser seu avô! Eglantine percebeu e fixou um olhar gélido sobre ela:

- Leve-o para seu quarto e faça tudo para agradá-lo.

Com os pés pesados ela subiu as escadas que a levariam para o sacrifício, puxando o comendador pela mão. O velho fungava em sua nuca e ela tentava desviar do contato, ao sentir o hálito mal cheiroso, não resistiu, pediu que ele a soltasse e o empurrou com violência. Isso somente excitou mais o homem que agora literalmente babava em seu pescoço.

Instintivamente agarrou a haste de bronze do abajur e desferiu com ódio na cabeça de Belizário. O sangue correu imediatamente manchando seu seio. Mas o velho não caiu, tomado de ira, apertou o pescoço da jovem até que, com os olhos vidrados, ela deu o último suspiro. Assustado pelo que fizera e com o sangue escorrendo pelo rosto, o comendador correu para as escadas onde tropeçou e rolou caindo morto no meio do salão de Madame Eglantine.

Durante muitos anos o espírito de Carmem vagou por regiões escuras onde reviu e reviveu carmas e pecados de vidas anteriores.

Amparada por linhas auxiliares começou seu trabalho de evolução espiritual utilizando a roupagem da Pomba-Gira Dama da Noite. Quem já se consultou com essa grande mulher sabe dos ótimos conselhos que ela sempre distribui entre sorrisos gentis e calorosos.
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sábado, 24 de outubro de 2015 às 03:38
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Ela é mandingueira!

Essa Pombagira de nome Loruel teve três vidas importantes como "feiticeira". Sua última encarnação foi no Sul da África, no século XVI. Antes de prosseguir com seu relato vamos diferenciar bruxa de feiticeira.

As bruxas sempre pertencem a um clã ou coven, sempre trabalharam em grupos e sempre seguem regras específicas para os rituais. A maioria das bruxas possuem residência fixa.

As feiticeiras, ao contrário, trabalham sozinhas, não seguem regras e não pertencem a qualquer grupo. São andantes e gostam de pertencer ao mundo.

Na sua primeira encarnação como feiticeira ela viveu no sul da Itália entre 983 e 1037. Praticava livremente a magia, usava seu conhecimento das ervas e de feitaçaria para realizar diversos rituais, onde atendia aos vilarejos próximos de sua morada. Mesmo tendo uma residência fixa, viajava a lugares diferentes, ausentando-se por dias... Essa vida foi tranquila, sem maiores acontecimentos. Morreu aos 54 anos de problemas cardíacos.

Sua próxima existência aconteceu na Grécia, entre 1360 e 1408. Essa foi a vida mais importante para ela, pois conheceu seu verdadeiro amor e isso a fez deixar de lado a prática da magia nos últimos anos de vida. Casou, teve filhos e foi feliz pelo tempo que a vida lhe permitiu. Desencarnou aos 48 anos em decorrência de um derrame.

Sua última encarnação como feiticeira, ocorreu entre 1537 e 1601. Essa vida ela considera a mais difícil e com maior aprendizagem, pois foi onde ela atendeu o maior número de pessoas e tribos africanas e também onde conheceu a crueldade do homem.

Loruel costumava viajar por todo o sul africano, onde espanhóis, portugueses e franceses disputavam terras.

Muitos negros morreram, muitos foram escravizados e muitas tribos se perderam. A tudo ela presenciava, sem nada poder fazer. Quando seus irmãos estavam doentes ela socorria. Nessa vida ela se dedicou somente a isso: a socorrer todos os que eram feridos pelo homem branco ou infectados por suas doenças.

Ela foi violentada diversas vezes, mas em todas elas sobreviveu e escapou. Viveu o bastante para perceber que o mundo estava vivendo muitas transformações e que os povos da terra estavam se misturando.

Morreu no alto de uma montanha observando o mar, em decorrência de uma infecção. Estava velha, sozinha e triste porque sua África nunca mais seria a mesma!

Loruel desencarnou nessa última vez e foi recolhida à Colônia de Jurema. Estudou, aprendeu e evoluiu.

Tornou-se uma trabalhadora espiritual. Reencontrou seu companheiro de jornada, mas eles tinham caminhos diferentes para seguir. Hoje ela é uma Pombagira e ele é um Exu. Trabalham na Lei Maior da Umbanda servindo ao próximo com amor e dedicação.

Conectados No Axe sábado, 24 de outubro de 2015 às 03:38 0 Editar

Ela é mandingueira!

Essa Pombagira de nome Loruel teve três vidas importantes como "feiticeira". Sua última encarnação foi no Sul da África, no século XVI. Antes de prosseguir com seu relato vamos diferenciar bruxa de feiticeira.

As bruxas sempre pertencem a um clã ou coven, sempre trabalharam em grupos e sempre seguem regras específicas para os rituais. A maioria das bruxas possuem residência fixa.

As feiticeiras, ao contrário, trabalham sozinhas, não seguem regras e não pertencem a qualquer grupo. São andantes e gostam de pertencer ao mundo.

Na sua primeira encarnação como feiticeira ela viveu no sul da Itália entre 983 e 1037. Praticava livremente a magia, usava seu conhecimento das ervas e de feitaçaria para realizar diversos rituais, onde atendia aos vilarejos próximos de sua morada. Mesmo tendo uma residência fixa, viajava a lugares diferentes, ausentando-se por dias... Essa vida foi tranquila, sem maiores acontecimentos. Morreu aos 54 anos de problemas cardíacos.

Sua próxima existência aconteceu na Grécia, entre 1360 e 1408. Essa foi a vida mais importante para ela, pois conheceu seu verdadeiro amor e isso a fez deixar de lado a prática da magia nos últimos anos de vida. Casou, teve filhos e foi feliz pelo tempo que a vida lhe permitiu. Desencarnou aos 48 anos em decorrência de um derrame.

Sua última encarnação como feiticeira, ocorreu entre 1537 e 1601. Essa vida ela considera a mais difícil e com maior aprendizagem, pois foi onde ela atendeu o maior número de pessoas e tribos africanas e também onde conheceu a crueldade do homem.

Loruel costumava viajar por todo o sul africano, onde espanhóis, portugueses e franceses disputavam terras.

Muitos negros morreram, muitos foram escravizados e muitas tribos se perderam. A tudo ela presenciava, sem nada poder fazer. Quando seus irmãos estavam doentes ela socorria. Nessa vida ela se dedicou somente a isso: a socorrer todos os que eram feridos pelo homem branco ou infectados por suas doenças.

Ela foi violentada diversas vezes, mas em todas elas sobreviveu e escapou. Viveu o bastante para perceber que o mundo estava vivendo muitas transformações e que os povos da terra estavam se misturando.

Morreu no alto de uma montanha observando o mar, em decorrência de uma infecção. Estava velha, sozinha e triste porque sua África nunca mais seria a mesma!

Loruel desencarnou nessa última vez e foi recolhida à Colônia de Jurema. Estudou, aprendeu e evoluiu.

Tornou-se uma trabalhadora espiritual. Reencontrou seu companheiro de jornada, mas eles tinham caminhos diferentes para seguir. Hoje ela é uma Pombagira e ele é um Exu. Trabalham na Lei Maior da Umbanda servindo ao próximo com amor e dedicação.

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