Últimas notícias

Compartilhe

Facebook

Twitter

Link-nos

Parceiros

Publicidade

Mostrando postagens com marcador Noticias. Mostrar todas as postagens
Conectados No Axe
terça-feira, 24 de janeiro de 2017 às 09:01
1

Caso aconteceu em setembro deste ano em distrito de Araraquara (SP).
Réu foi condenado ainda a 3 meses por ameaçar uma mulher no local.


Templo de Bueno de Andrada ficou destruído após incêndio (Foto: Arquivo pessoal)
Templo de Bueno de Andrada ficou destruído após incêndio em Araraquara (Foto: Arquivo pessoal)
aJustiça condenou o homem que em setembro deste ano destruiu o Templo Religioso Hermínio Marques, no distrito de Bueno de Andrada, em Araraquara (SP). Maurício Aparecido Silvério foi condenado a 4 anos de reclusão pelo incêndio criminoso e a 3 meses de detenção por ameaçar uma das mulheres que trabalhavam no local. A pena poderá ser cumprida no regime semiaberto e o acusado poderá aguardar o recurso em liberdade., o advogado de defesa dele não foi localizado.

Mais de 60 imagens foram quebradas no ataque, e o incêndio destruiu o que restava do prédio onde eram realizadas cerimônias da umbanda e do candomblé. Segundo a decisão da juíza Josiane Patricia Cabrini, da 3ª Vara Criminal, a materialidade e autoria dos delitos foi comprovada com laudo e depoimentos.
Advogada Carla Missurino faz parte da defesa da jovem violentada (Foto: Amanda Rocha/Tribuna)Advogada Carla Missurino que representa o Templo
Hermínio Marques (Foto: Amanda Rocha/Tribuna)
O caso
Testemunhas relataram que o acusado começou a frequentar o centro um mês antes do ataque e que se interessou por uma das moças, que trabalhava como médium no local.

Na noite de sábado (10) de setembro, Silvério foi ao espaço participar de uma cerimônia e teve de sair. “Ele começou a gritar, estava descontrolado, exaltado, então os dirigentes do terreiro pediram para o rapaz se retirar e ele ameaçou a menina de morte dizendo que colocaria fogo nela e no Centro”, contou a advogada Carla Missurino, que representa o templo.

A ameaça foi confirmada em juízo pela vítima e por duas testemunhas. "Não há nenhuma razão indicada nos autos, nem mesmo pelo acusado, para se suspeitar do depoimento da vítima e das testemunhas ou razão que o acusassem falsamente pela pratica do crime", escreveu a juíza em sua decisão.
Terreiro de Bueno (Foto: Arquivo pessoal)Terreiro de Bueno de Andrada ficou destruído
após incêndio criminoso (Foto: Arquivo pessoal)
Incêndio
O terreiro foi fechado por volta de meia-noite, após o fim dos trabalhos, e menos de duas horas depois equipes do Corpo de Bombeiros já estavam no local tentando apagar o incêndio.
De acordo com a advogada, uma testemunha viu quando Silvério chegou, cortou o alambrado com um alicate, e, com um facão e uma pá, arrombou a porta do centro, que tem mais de 60 anos de história. A testemunha contou que viu um Ford KA de cor champanhe igual ao do réu após o término dos trabalhos no templo. O veículo ficou no local por meia hora.
Já o réu negou todos os fatos e afirmou em depoimento que foi ao local para uma consulta espiritual e saiu por volta das 23h50. Ele disse ainda que não discutiu com a vítima e nunca teve interesse amoroso por ela. O acusado também afirmou que saiu de casa por volta da 1h40 para comprar comida e voltou às 2h40. Ao retornar, foi dormir após tomar Rivotril. A mãe dele disse em depoimento que o filho toma remédios para dormir e depressão há mais ou menos 3 anos.
Terreiro (Foto: Arquivo pessoal)Mais de 60 imagens foram destruída no Templo
Hermínio Marques (Foto: Arquivo pessoal)
“Ora, convenhamos que dificilmente, em Bueno de Andrada, haja outro frequentador do local que tenha veículo idêntico ao do réu. Evidente que ele cumpriu a promessa que fez horas antes, de atear fogo no local. A alegação de que, na hora do incêndio e quando os bombeiros foram acionados, o réu estava na cidade de Araraquara, não convence.”
Para a advogada que representa o Templo, a Justiça deu uma rápida resposta ao caso. O centro, entretanto, não existe mais, o espaço está destruído. “As pessoas que frequentavam o local colocam flores lá na frente, choram, porque perderam muita coisa. A população de Bueno de Andrada perdeu uma referência de 60 anos de história”, disse.
Conectados No Axe terça-feira, 24 de janeiro de 2017 às 09:01 1 Editar

Caso aconteceu em setembro deste ano em distrito de Araraquara (SP).
Réu foi condenado ainda a 3 meses por ameaçar uma mulher no local.


Templo de Bueno de Andrada ficou destruído após incêndio (Foto: Arquivo pessoal)
Templo de Bueno de Andrada ficou destruído após incêndio em Araraquara (Foto: Arquivo pessoal)
aJustiça condenou o homem que em setembro deste ano destruiu o Templo Religioso Hermínio Marques, no distrito de Bueno de Andrada, em Araraquara (SP). Maurício Aparecido Silvério foi condenado a 4 anos de reclusão pelo incêndio criminoso e a 3 meses de detenção por ameaçar uma das mulheres que trabalhavam no local. A pena poderá ser cumprida no regime semiaberto e o acusado poderá aguardar o recurso em liberdade., o advogado de defesa dele não foi localizado.

Mais de 60 imagens foram quebradas no ataque, e o incêndio destruiu o que restava do prédio onde eram realizadas cerimônias da umbanda e do candomblé. Segundo a decisão da juíza Josiane Patricia Cabrini, da 3ª Vara Criminal, a materialidade e autoria dos delitos foi comprovada com laudo e depoimentos.
Advogada Carla Missurino faz parte da defesa da jovem violentada (Foto: Amanda Rocha/Tribuna)Advogada Carla Missurino que representa o Templo
Hermínio Marques (Foto: Amanda Rocha/Tribuna)
O caso
Testemunhas relataram que o acusado começou a frequentar o centro um mês antes do ataque e que se interessou por uma das moças, que trabalhava como médium no local.

Na noite de sábado (10) de setembro, Silvério foi ao espaço participar de uma cerimônia e teve de sair. “Ele começou a gritar, estava descontrolado, exaltado, então os dirigentes do terreiro pediram para o rapaz se retirar e ele ameaçou a menina de morte dizendo que colocaria fogo nela e no Centro”, contou a advogada Carla Missurino, que representa o templo.

A ameaça foi confirmada em juízo pela vítima e por duas testemunhas. "Não há nenhuma razão indicada nos autos, nem mesmo pelo acusado, para se suspeitar do depoimento da vítima e das testemunhas ou razão que o acusassem falsamente pela pratica do crime", escreveu a juíza em sua decisão.
Terreiro de Bueno (Foto: Arquivo pessoal)Terreiro de Bueno de Andrada ficou destruído
após incêndio criminoso (Foto: Arquivo pessoal)
Incêndio
O terreiro foi fechado por volta de meia-noite, após o fim dos trabalhos, e menos de duas horas depois equipes do Corpo de Bombeiros já estavam no local tentando apagar o incêndio.
De acordo com a advogada, uma testemunha viu quando Silvério chegou, cortou o alambrado com um alicate, e, com um facão e uma pá, arrombou a porta do centro, que tem mais de 60 anos de história. A testemunha contou que viu um Ford KA de cor champanhe igual ao do réu após o término dos trabalhos no templo. O veículo ficou no local por meia hora.
Já o réu negou todos os fatos e afirmou em depoimento que foi ao local para uma consulta espiritual e saiu por volta das 23h50. Ele disse ainda que não discutiu com a vítima e nunca teve interesse amoroso por ela. O acusado também afirmou que saiu de casa por volta da 1h40 para comprar comida e voltou às 2h40. Ao retornar, foi dormir após tomar Rivotril. A mãe dele disse em depoimento que o filho toma remédios para dormir e depressão há mais ou menos 3 anos.
Terreiro (Foto: Arquivo pessoal)Mais de 60 imagens foram destruída no Templo
Hermínio Marques (Foto: Arquivo pessoal)
“Ora, convenhamos que dificilmente, em Bueno de Andrada, haja outro frequentador do local que tenha veículo idêntico ao do réu. Evidente que ele cumpriu a promessa que fez horas antes, de atear fogo no local. A alegação de que, na hora do incêndio e quando os bombeiros foram acionados, o réu estava na cidade de Araraquara, não convence.”
Para a advogada que representa o Templo, a Justiça deu uma rápida resposta ao caso. O centro, entretanto, não existe mais, o espaço está destruído. “As pessoas que frequentavam o local colocam flores lá na frente, choram, porque perderam muita coisa. A população de Bueno de Andrada perdeu uma referência de 60 anos de história”, disse.
Conectados No Axe
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016 às 01:53
0

 

4

Exu ele não tinha riquezas, fazendas, rios, profissão, artes e nem missão, Exu vagamundeava pelo mundo sem paradeiro . Então um dia Exu passou ir na casa de Oxalá  todos os dias. Lá  Exu se distraia vendo o velho fabricar seres humanos , muitos vinha visitar Oxalá mas ali ficavam poucos , uns 3 dias outros 11 e nada aprendiam. Traziam oferendas, viam o velho orixá, apreciavam sua obra e partiam.

Mas Exu ficou na casa de Oxalá por muitos anos, Exu prestava muita atenção na modelagem das mãos, pés, boca, rosto, órgão genital e etc..

Durante muitos anos ficou ajudando Oxalá , Exu não perguntava, Exu observava, Exu prestava o máximo de atenção, Exu aprendeu tudo. Um dia Oxalá pediu a exu para que se posta-se na encruzilhada por onde passavam os que vinha na casa do velho orixá, a ordem era não deixar passar aqueles que não traziam uma oferenda.

Cada vez mais tinha humanos para Oxalá fazer e Oxalá não queria perder tempo recolhendo os presente de todos que lhe ofereciam, Oxalá não tinha tempo para visitas. Exu tinha aprendido tudo agora poderia ajuda Oxalá, Exu coletava os ebós para Oxalá , recebia as oferendas e entregava a Oxalá, e fazia muito bem o seu trabalho então Oxalá decidiu recompensa-lo , então quem avinhe-se a casa de Oxalá teria que pagar alguma coisa a Exu e voltando da casa de Oxalá deveria pagar alguma coisa a Exu.

Exu está sempre lá guardando a casa de Oxalá armado de um ogó poderoso porrete afastava os indesejáveis e punia quem tenta-se burla sua vigilância, Exu trabalhava demais e fez ali sua casa na encruzilhada, ganhou uma redondeza profissão, ganhou seu lugar, sua casa, Exu ficou rico e poderoso.

Ninguém pode mais passar pela encruzilhada, sem reverencia e pagar alguma coisa a Exu. Laroye

Conectados No Axe sexta-feira, 2 de dezembro de 2016 às 01:53 , , , , 0 Editar

 

4

Exu ele não tinha riquezas, fazendas, rios, profissão, artes e nem missão, Exu vagamundeava pelo mundo sem paradeiro . Então um dia Exu passou ir na casa de Oxalá  todos os dias. Lá  Exu se distraia vendo o velho fabricar seres humanos , muitos vinha visitar Oxalá mas ali ficavam poucos , uns 3 dias outros 11 e nada aprendiam. Traziam oferendas, viam o velho orixá, apreciavam sua obra e partiam.

Mas Exu ficou na casa de Oxalá por muitos anos, Exu prestava muita atenção na modelagem das mãos, pés, boca, rosto, órgão genital e etc..

Durante muitos anos ficou ajudando Oxalá , Exu não perguntava, Exu observava, Exu prestava o máximo de atenção, Exu aprendeu tudo. Um dia Oxalá pediu a exu para que se posta-se na encruzilhada por onde passavam os que vinha na casa do velho orixá, a ordem era não deixar passar aqueles que não traziam uma oferenda.

Cada vez mais tinha humanos para Oxalá fazer e Oxalá não queria perder tempo recolhendo os presente de todos que lhe ofereciam, Oxalá não tinha tempo para visitas. Exu tinha aprendido tudo agora poderia ajuda Oxalá, Exu coletava os ebós para Oxalá , recebia as oferendas e entregava a Oxalá, e fazia muito bem o seu trabalho então Oxalá decidiu recompensa-lo , então quem avinhe-se a casa de Oxalá teria que pagar alguma coisa a Exu e voltando da casa de Oxalá deveria pagar alguma coisa a Exu.

Exu está sempre lá guardando a casa de Oxalá armado de um ogó poderoso porrete afastava os indesejáveis e punia quem tenta-se burla sua vigilância, Exu trabalhava demais e fez ali sua casa na encruzilhada, ganhou uma redondeza profissão, ganhou seu lugar, sua casa, Exu ficou rico e poderoso.

Ninguém pode mais passar pela encruzilhada, sem reverencia e pagar alguma coisa a Exu. Laroye

Conectados No Axe
quarta-feira, 30 de novembro de 2016 às 05:28
0

 

download

Hoje vou falar um pouco de intolerância em respeito a nossa religião .

#Vamos_nos_da_respeito_para_ter_respeito

#conectadosnoaxe

Foi lançada Hoje uma campanha no Facebook pela pagina conectados no axé a campanha tem como o objetivo de trazer o respeito ao ilê e ao orixá próximo.

Porque hoje em dia me deparo com as pessoas criticando o axé do próximo e isso e triste , pelo fato que ele está se próprio denegrindo , por que um novo iniciado no axé se depara com certas atitudes e desunião ele acaba perdendo a crença sem ter a conhecido.

Juntos somos mas fortes então vamos deixar de olha o orixá do próximo e olhar o seu .

A pergunta dessa campanha é .

Quando falam do seu Ilê e do seu orixá como se sente ?

De Sua resposta Open-mouthed smile

Conectados No Axe quarta-feira, 30 de novembro de 2016 às 05:28 , 0 Editar

 

download

Hoje vou falar um pouco de intolerância em respeito a nossa religião .

#Vamos_nos_da_respeito_para_ter_respeito

#conectadosnoaxe

Foi lançada Hoje uma campanha no Facebook pela pagina conectados no axé a campanha tem como o objetivo de trazer o respeito ao ilê e ao orixá próximo.

Porque hoje em dia me deparo com as pessoas criticando o axé do próximo e isso e triste , pelo fato que ele está se próprio denegrindo , por que um novo iniciado no axé se depara com certas atitudes e desunião ele acaba perdendo a crença sem ter a conhecido.

Juntos somos mas fortes então vamos deixar de olha o orixá do próximo e olhar o seu .

A pergunta dessa campanha é .

Quando falam do seu Ilê e do seu orixá como se sente ?

De Sua resposta Open-mouthed smile

Conectados No Axe
quinta-feira, 17 de novembro de 2016 às 02:42
0

Marco Xavier em frente ao altar do terreiro: "Eles querem invadir nossos espaços sagrados"
Foi uma celebração com cerca de 300 religiosos para saudar o Dia Nacional da Umbanda, nesta terça-feira. Mas a realidade dos adeptos da crenças de matriz afro está muito longe de ser uma festa. Presidente do Movimento Umbanda do Amanhã, Marco Xavier denuncia que teve parte do seu terreiro, em Santíssimo, depredado por adeptos de uma seita. Vizinhos do terreno onde fica o centro religioso, eles estão em constante confronto com os religiosos.
"Eles querem invadir o espaço lateral, onde fica nossa árvore sagrada e a casa de Obaluayê (orixá da saúde), onde plantei ervas. Depredam e jogam lixo, madeira. Desde 2009, nós denunciamos para a delegacia essas invasões. E nada acontece. Eu me sinto vítima de intolerância. Eles botam som alto de exorcismo de igreja, jogam sal em cima das pessoas, enchem portas de óleo. Todo sábado é assim", diz o dirigente.
Centenas de religiosos saudaram nesta terça-feira o Dia Nacional da Umbanda
Centenas de religiosos saudaram nesta terça-feira o Dia Nacional da Umbanda
Após o decreto do prefeito Eduardo Paes, que estabeleceu a umbanda como patrimônio imaterial da cidade, o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) começou o cadastramento de terreiros. Cerca de 70 templos umbandistas já se ofereceram para o mapeamento, informou o site da prefeitura. De acordo com o IRPH, as instituições devem enviar sua história, atividades, calendário para o email cadastroumbanda.irph@gmail.com
O prazo para envio de informações acaba dia 31 de dezembro.
— É importante que os terreiros nos procurem e passem a maior quantidade de informações. A criação deste cadastro será um marco na luta pelo respeito à diversidade religiosa — destacou, em nota, o presidente do IRPH, Washington Fajardo.
Religiosos se preocupam com o avanço dos atos de intolerância no país
Religiosos se preocupam com o avanço dos atos de intolerância no país
Para Marco Xavier, o decreto é um capítulo importante da luta contra a intolerância no Rio.
— A eleição do bispo licenciado desta igreja, Marcello Crivella, para a prefeitura do Rio é um fato que causa medo nos religiosos de matriz africana. Nós somos demonizados todos os dias pela igreja dele — declarou, durante a celebração, o presidente do MUDA, MarcoXavier.
Em comunicado à imprensa, após o decreto assinado por Eduardo Paes, Marcelo Crivella destacou:
— O meu governo, como foi dito durante a nossa campanha, será de tolerância à diversidade de credo e de raça. Repito que serei o prefeito de todos.
Conectados No Axe quinta-feira, 17 de novembro de 2016 às 02:42 0 Editar

Marco Xavier em frente ao altar do terreiro: "Eles querem invadir nossos espaços sagrados"
Foi uma celebração com cerca de 300 religiosos para saudar o Dia Nacional da Umbanda, nesta terça-feira. Mas a realidade dos adeptos da crenças de matriz afro está muito longe de ser uma festa. Presidente do Movimento Umbanda do Amanhã, Marco Xavier denuncia que teve parte do seu terreiro, em Santíssimo, depredado por adeptos de uma seita. Vizinhos do terreno onde fica o centro religioso, eles estão em constante confronto com os religiosos.
"Eles querem invadir o espaço lateral, onde fica nossa árvore sagrada e a casa de Obaluayê (orixá da saúde), onde plantei ervas. Depredam e jogam lixo, madeira. Desde 2009, nós denunciamos para a delegacia essas invasões. E nada acontece. Eu me sinto vítima de intolerância. Eles botam som alto de exorcismo de igreja, jogam sal em cima das pessoas, enchem portas de óleo. Todo sábado é assim", diz o dirigente.
Centenas de religiosos saudaram nesta terça-feira o Dia Nacional da Umbanda
Centenas de religiosos saudaram nesta terça-feira o Dia Nacional da Umbanda
Após o decreto do prefeito Eduardo Paes, que estabeleceu a umbanda como patrimônio imaterial da cidade, o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) começou o cadastramento de terreiros. Cerca de 70 templos umbandistas já se ofereceram para o mapeamento, informou o site da prefeitura. De acordo com o IRPH, as instituições devem enviar sua história, atividades, calendário para o email cadastroumbanda.irph@gmail.com
O prazo para envio de informações acaba dia 31 de dezembro.
— É importante que os terreiros nos procurem e passem a maior quantidade de informações. A criação deste cadastro será um marco na luta pelo respeito à diversidade religiosa — destacou, em nota, o presidente do IRPH, Washington Fajardo.
Religiosos se preocupam com o avanço dos atos de intolerância no país
Religiosos se preocupam com o avanço dos atos de intolerância no país
Para Marco Xavier, o decreto é um capítulo importante da luta contra a intolerância no Rio.
— A eleição do bispo licenciado desta igreja, Marcello Crivella, para a prefeitura do Rio é um fato que causa medo nos religiosos de matriz africana. Nós somos demonizados todos os dias pela igreja dele — declarou, durante a celebração, o presidente do MUDA, MarcoXavier.
Em comunicado à imprensa, após o decreto assinado por Eduardo Paes, Marcelo Crivella destacou:
— O meu governo, como foi dito durante a nossa campanha, será de tolerância à diversidade de credo e de raça. Repito que serei o prefeito de todos.
Conectados No Axe
quarta-feira, 16 de novembro de 2016 às 04:18
0
Segue um texto muito pertinente com o mês corrente  extraído de  “A Umbanda Brasileira”, livro de José Fonseca  publicado em 1978 , depois de passar pelo Jornal ” Gira de Umbanda” em 1976.  É uma carta de esclarecimento  do  C.O.N.D.U.  sobre  a escolha do 15 de Novembro como dia nacional da Umbanda, bem como o seu significado para a religião e o movimento umbandista.
O Conselho Nacional Deliberativo da Umbanda foi criado em 12 de Setembro de 1971 sendo o primeiro órgão umbandista de caráter nacional, que conseguiu agregar em sua reunião de 1976 , 25 federações de Umbanda de todo o país,  totalizando mais de 40.000 terreiros e tendas  representadas no evento, que teve entre as suas pautas,  a escolha do dia nacional da Umbanda.
É interessante observar no  texto o desconhecimento existente na década de 70 de grande parte do movimento umbandista da história  ocorrida em 1908 – bem como do próprio rito original, cujo estudo e análise ainda hoje é renegado pela grande maioria dos umbandistas –  os motivos da escolha do 15 de novembro pelo próprio Caboclo das  Sete Encruzilhadas para a sua manifestação e a anunciação da nova religião, as considerações feitas sobre o 13 de maio, como sendo a data mais apropriada para representar a Umbanda, o que representa a existência de uma grande associação na época, da origem da Umbanda, o seu surgimento, com as religiões e a cultura afro-brasileira. Posição ainda sustentada por grande parte das vertentes africanistas de Umbanda, que relutam em reconhecer fatos históricos;  a Umbanda como religião puramente brasileira, a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade,  Zélio e o Caboclo das Sete Encruzilhadas como os fundadores e precursores da Umbanda.
Acredito que  é  um texto de certa importância e riqueza para os umbandistas;
Boa leitura!
Pedro Kritski.
Porque Milhões de brasileiros escolheram 15 de Novembro como o DIA NACIONAL DA UMBANDA
O CONSELHO NACIONAL DELIBERATIVO DA UMBANDA-C.O.N.D.U. – por intermédio de sua representante no Estado do Amazonas, a Cruzada Federativa Espírita de Umbanda,  tomou conhecimento do comentário da sessão “Umbanda – Quimbanda”  do jornal  “ A Notícia”,  de Manaus,  em 11 do corrente mês,  sob o título “Escolha Justa”,  no qual se lê que  “ a suposta escolha de 15 de novembro para ser considerado o Dia da Umbanda,  sugerida num encontro umbandista, no Rio de Janeiro, vinha decepcionando”… e que  “a data diz respeito à  Proclamação da República,  nada tendo a ver com a Umbanda, o que significa que foi sugerida por profanos,  por quem desejava apenas homenagear um centro”… ”Os umbandistas amazonenses disseram que o 13 de Maio,  data da libertação dos escravos é realmente a mais indicada”.
O C.O.N.D.U. esclarece que:
A data de 15 de Novembro foi proposta pelas entidades federativas do Rio de Janeiro, na I Convenção Anual deste Conselho,  da qual participaram 25 federações,  representando a maioria absoluta dos Estados;  e que não opuseram qualquer objeção à escolha.
Entre as datas sugeridas – 13 de Maio, consagrada aos Pretos Velhos –  e 22 de Novembro – dia de Araribóia –  venceu por unanimidade 15 de Novembro.  Nessa data,  em 1908,  manifestou-se pela primeira vez,  numa sessão da Federação Espírita,  em Niterói,  uma entidade que
Casa das Neves, em São Gonçalo-RJ
declarou trazer a missão de estabelecer um culto,  no qual os espíritos de índios e de escravos poderiam desenvolver seu trabalho espiritual,  organizado no plano astral do Brasil.  Na época,  esses espíritos aproximavam-se das reuniões espíritas,  mas as suas mensagens eram recusadas,  por serem eles considerados atrasados,  tendo em vista a condição de humildade com que se identificavam.
A entidade,  que se apresentou aos videntes como um mentor espiritual,  deu o nome de CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS.
No dia seguinte,  verdadeira multidão compareceu à residência do médium – um jovem de 17 anos,  Zélio Fernandino de Moraes,  de tradicional família fluminense.  A entidade manifestou-se e determinou as normas do novo culto,  que teria o nome de UMBANDA, declarando fundado o primeiro templo de Umbanda,  cuja prática seria exclusivamente a caridade espiritual,  através de passes, desobsessões e curas de enfermos.
O templo,  que tomou o nome de Tenda Nossa Senhora da Piedade, funciona ainda hoje,  no centro do Rio de Janeiro (Rua D. Gerardo, 51) com uma filial ( Cabana de pai Antônio ) num sítio em Boca do Mato,  Cachoeiras de Macacu,  completando,  em Novembro próximo, 69 anos de atividade.
Prosseguindo a sua missão,  o Caboclo das 7 Encruzilhadas fundou mais 7 templos,  cujos dirigentes foram escolhidos entre os grupos de médiuns preparados nas sessões doutrinárias que a entidade estabelecera,  às quintas-feiras à noite,  para esclarecimentos sobre a doutrina espírita,  o Evangelho e as normas ritualísticas da Umbanda.  Estas normas determinavam:  médiuns uniformizados de branco, cânticos sem acompanhamento de atabaques nem palmas ritmadas;  preceitos baseados apenas em água,  amaci de ervas,  flores e pemba, atendimento totalmente gratuito,  não sendo admitido estabelecer nem aceitar retribuição financeira de espécie alguma.  Os templos, organizados administrativamente,  mantinham-se pelas contribuições dos associados.
Milhares de templos,  em quase todos os Estados,  descendem desse grupo inicial,  conservando, em sua maioria,  a pureza da doutrina e da ritualística.  Formou-se assim a religião de Umbanda – denominada,  de início,  Lei de Umbanda,  ou Linha Branca de Umbanda – cujos mentores são os Caboclos e os Pretos-Velhos.
Justifica-se,  portanto,  a escolha da data de 15 de Novembro,  por não se prender apenas a uma das falanges principais da Umbanda e sim a ambas:  Caboclos e Pretos Velhos.
A referência feita à Proclamação da República deve-se ao fato de ter sido ela determinante da igualdade religiosa estabelecida pela primeira vez na Constituição da República,  em 1889,  o Estado deixou de ter uma religião oficial,  permitindo assim que todos os credos, inclusive a nossa doutrina,  se difundissem livremente.
(Jornal “Gira de Umbanda” 1976)
Obs: o texto acima se encontra nas páginas 7,8 e 9.
Conectados No Axe quarta-feira, 16 de novembro de 2016 às 04:18 0 Editar
Segue um texto muito pertinente com o mês corrente  extraído de  “A Umbanda Brasileira”, livro de José Fonseca  publicado em 1978 , depois de passar pelo Jornal ” Gira de Umbanda” em 1976.  É uma carta de esclarecimento  do  C.O.N.D.U.  sobre  a escolha do 15 de Novembro como dia nacional da Umbanda, bem como o seu significado para a religião e o movimento umbandista.
O Conselho Nacional Deliberativo da Umbanda foi criado em 12 de Setembro de 1971 sendo o primeiro órgão umbandista de caráter nacional, que conseguiu agregar em sua reunião de 1976 , 25 federações de Umbanda de todo o país,  totalizando mais de 40.000 terreiros e tendas  representadas no evento, que teve entre as suas pautas,  a escolha do dia nacional da Umbanda.
É interessante observar no  texto o desconhecimento existente na década de 70 de grande parte do movimento umbandista da história  ocorrida em 1908 – bem como do próprio rito original, cujo estudo e análise ainda hoje é renegado pela grande maioria dos umbandistas –  os motivos da escolha do 15 de novembro pelo próprio Caboclo das  Sete Encruzilhadas para a sua manifestação e a anunciação da nova religião, as considerações feitas sobre o 13 de maio, como sendo a data mais apropriada para representar a Umbanda, o que representa a existência de uma grande associação na época, da origem da Umbanda, o seu surgimento, com as religiões e a cultura afro-brasileira. Posição ainda sustentada por grande parte das vertentes africanistas de Umbanda, que relutam em reconhecer fatos históricos;  a Umbanda como religião puramente brasileira, a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade,  Zélio e o Caboclo das Sete Encruzilhadas como os fundadores e precursores da Umbanda.
Acredito que  é  um texto de certa importância e riqueza para os umbandistas;
Boa leitura!
Pedro Kritski.
Porque Milhões de brasileiros escolheram 15 de Novembro como o DIA NACIONAL DA UMBANDA
O CONSELHO NACIONAL DELIBERATIVO DA UMBANDA-C.O.N.D.U. – por intermédio de sua representante no Estado do Amazonas, a Cruzada Federativa Espírita de Umbanda,  tomou conhecimento do comentário da sessão “Umbanda – Quimbanda”  do jornal  “ A Notícia”,  de Manaus,  em 11 do corrente mês,  sob o título “Escolha Justa”,  no qual se lê que  “ a suposta escolha de 15 de novembro para ser considerado o Dia da Umbanda,  sugerida num encontro umbandista, no Rio de Janeiro, vinha decepcionando”… e que  “a data diz respeito à  Proclamação da República,  nada tendo a ver com a Umbanda, o que significa que foi sugerida por profanos,  por quem desejava apenas homenagear um centro”… ”Os umbandistas amazonenses disseram que o 13 de Maio,  data da libertação dos escravos é realmente a mais indicada”.
O C.O.N.D.U. esclarece que:
A data de 15 de Novembro foi proposta pelas entidades federativas do Rio de Janeiro, na I Convenção Anual deste Conselho,  da qual participaram 25 federações,  representando a maioria absoluta dos Estados;  e que não opuseram qualquer objeção à escolha.
Entre as datas sugeridas – 13 de Maio, consagrada aos Pretos Velhos –  e 22 de Novembro – dia de Araribóia –  venceu por unanimidade 15 de Novembro.  Nessa data,  em 1908,  manifestou-se pela primeira vez,  numa sessão da Federação Espírita,  em Niterói,  uma entidade que
Casa das Neves, em São Gonçalo-RJ
declarou trazer a missão de estabelecer um culto,  no qual os espíritos de índios e de escravos poderiam desenvolver seu trabalho espiritual,  organizado no plano astral do Brasil.  Na época,  esses espíritos aproximavam-se das reuniões espíritas,  mas as suas mensagens eram recusadas,  por serem eles considerados atrasados,  tendo em vista a condição de humildade com que se identificavam.
A entidade,  que se apresentou aos videntes como um mentor espiritual,  deu o nome de CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS.
No dia seguinte,  verdadeira multidão compareceu à residência do médium – um jovem de 17 anos,  Zélio Fernandino de Moraes,  de tradicional família fluminense.  A entidade manifestou-se e determinou as normas do novo culto,  que teria o nome de UMBANDA, declarando fundado o primeiro templo de Umbanda,  cuja prática seria exclusivamente a caridade espiritual,  através de passes, desobsessões e curas de enfermos.
O templo,  que tomou o nome de Tenda Nossa Senhora da Piedade, funciona ainda hoje,  no centro do Rio de Janeiro (Rua D. Gerardo, 51) com uma filial ( Cabana de pai Antônio ) num sítio em Boca do Mato,  Cachoeiras de Macacu,  completando,  em Novembro próximo, 69 anos de atividade.
Prosseguindo a sua missão,  o Caboclo das 7 Encruzilhadas fundou mais 7 templos,  cujos dirigentes foram escolhidos entre os grupos de médiuns preparados nas sessões doutrinárias que a entidade estabelecera,  às quintas-feiras à noite,  para esclarecimentos sobre a doutrina espírita,  o Evangelho e as normas ritualísticas da Umbanda.  Estas normas determinavam:  médiuns uniformizados de branco, cânticos sem acompanhamento de atabaques nem palmas ritmadas;  preceitos baseados apenas em água,  amaci de ervas,  flores e pemba, atendimento totalmente gratuito,  não sendo admitido estabelecer nem aceitar retribuição financeira de espécie alguma.  Os templos, organizados administrativamente,  mantinham-se pelas contribuições dos associados.
Milhares de templos,  em quase todos os Estados,  descendem desse grupo inicial,  conservando, em sua maioria,  a pureza da doutrina e da ritualística.  Formou-se assim a religião de Umbanda – denominada,  de início,  Lei de Umbanda,  ou Linha Branca de Umbanda – cujos mentores são os Caboclos e os Pretos-Velhos.
Justifica-se,  portanto,  a escolha da data de 15 de Novembro,  por não se prender apenas a uma das falanges principais da Umbanda e sim a ambas:  Caboclos e Pretos Velhos.
A referência feita à Proclamação da República deve-se ao fato de ter sido ela determinante da igualdade religiosa estabelecida pela primeira vez na Constituição da República,  em 1889,  o Estado deixou de ter uma religião oficial,  permitindo assim que todos os credos, inclusive a nossa doutrina,  se difundissem livremente.
(Jornal “Gira de Umbanda” 1976)
Obs: o texto acima se encontra nas páginas 7,8 e 9.
Conectados No Axe
sexta-feira, 11 de novembro de 2016 às 17:30
0

TJ considera inconstitucional a homenagem como dia de guarda.
Advogado de entidade favorável à iniciativa diz que cabe recurso ao STF.

A Justiça do Rio Grande do Sul derrubou o feriado da Consciência Negra e da Difusão da Religiosidade, no dia 20 de novembro, em Porto Alegre. Em um julgamento que durou mais de três horas nesta segunda-feira (7), o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) considerou inconstitucional a lei municipal que define a data.
Conforme o advogado Genaro Borges, que representa a Federação Afro-Umbandista e Espiritualista do Rio Grande do Sul (Fauers), a decisão cabe recurso no Supremo Tribunal Federal (STF). Entretanto, apenas a Prefeitura de Porto Alegre ou a Câmara de Vereadores podem recorrer. Procurado, o parlamento informou que não se manifestaria sobre o caso.

A lei foi aprovada em 24 de novembro de 2015 e, em seguida, o Sindicato dos Lojistas do Comércio (Sindilojas) da cidade ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contrária à iniciativa. Conforme a entidade, a definição de feriados é competência exclusiva da União, devido ao cunho trabalhista. Ainda segundo o Sindilojas, uma lei federal impede os municípios de editarem normas instituindo feriados civis.

Na decisão desta segunda-feira, o desembargador Luiz Felipe Brasil Santos relembrou que em 2003 a Federação das Indústrias do RS (Federasul) ingressou com uma ação similar devido a uma lei que considerava a data como feriado. Na época, a lei foi considerada inválida.
Grupo acompanhou votação na Câmara de Vereadores de Porto Alegre (Foto: Ederson Nunes/CMPA)
Lei foi aprovada em novembro de 2015
(Foto: Ederson Nunes/CMPA)
Conforme o relator, a competência municipal se restringe ao caráter religioso da data e ao número não superior a quatro, incluída a Sexta-Feira da Paixão. Além disso, o feriado de 20 de novembro não se limitaria a interferir nas relações trabalhistas, mas alcançaria a administração pública federal e estadual.

"Assim, não parece, a um critério de razoabilidade, que o município possa, arbitrariamente, estabelecer ingerências em relações de trabalho e interferir na atuação da administração pública federal e estadual", afirmou o desembargador Brasil Santos.

O relator destacou também que, conforme prevê a legislação federal, somente é cabível a instituição de feriados em dias de guarda, que são aquelas datas de grande importância para determinada religião, em que os fiéis se dedicam à oração, à celebração de ritos, à caridade, a jejuns, a boas obras, a comemorações conforme a tradição ou à reflexão.

Segundo o magistrado, o caso em questão não se enquadra como dia de guarda, já que inexiste indicativo de que o dia 20 de novembro seja de fundamental significado para qualquer denominação religiosa. "Por exclusão, tem-se que o feriado seria de natureza civil, porém, como visto, somente lei federal poderia assim declará-lo", destacou o relator.

O desembargador Rui Portanova apresentou votou contra e foi acompanhado por outros três magistrados.

Sindilojas previa prejuízos com novo feriado
Após a decisão, o presidente do Sindicato dos Lojistas, Paulo Kruse, salientou que a criação do terceiro feriado do mês de novembro seria prejudicial à economia da Capital, já que impactava no desempenho do comércio, na economia da cidade e também influenciava o aumento de preços ao consumidor.

"O Sindilojas Porto Alegre considera que a fixação de uma data, como proposto inicialmente, prejudicaria os pequenos comerciantes, que perderiam mais um dia de trabalho no mês de novembro. Uma loja de pequeno porte deixa de faturar cerca de 4% do total do mês a cada dia em que permanece fechada. Reforçamos ainda que o comércio não é contrário às homenagens e ao Dia da Consciência Negra, mas questiona a antiga decisão de tornar o 20 de novembro um feriado", afirma o presidente do Sindicato, Paulo Kruse.

Em nota, o sindicato diz que defende a realização da homenagem no terceiro domingo do mês.

STF tem decisões favoráveis, diz advogado
O advogado Genaro Borges observa que o Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu favoravelmente pelo Dia da Consciência Negra para uma cidade do Rio de Janeiro. "Eu acho que cabe recurso extraordinário", observa o advogado. "O que está em questão é a competência do município para fixar feriado religioso dentro do limite. Até agora ninguém contestou feriado de Navegantes", acrescenta.
Conectados No Axe sexta-feira, 11 de novembro de 2016 às 17:30 0 Editar

TJ considera inconstitucional a homenagem como dia de guarda.
Advogado de entidade favorável à iniciativa diz que cabe recurso ao STF.

A Justiça do Rio Grande do Sul derrubou o feriado da Consciência Negra e da Difusão da Religiosidade, no dia 20 de novembro, em Porto Alegre. Em um julgamento que durou mais de três horas nesta segunda-feira (7), o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) considerou inconstitucional a lei municipal que define a data.
Conforme o advogado Genaro Borges, que representa a Federação Afro-Umbandista e Espiritualista do Rio Grande do Sul (Fauers), a decisão cabe recurso no Supremo Tribunal Federal (STF). Entretanto, apenas a Prefeitura de Porto Alegre ou a Câmara de Vereadores podem recorrer. Procurado, o parlamento informou que não se manifestaria sobre o caso.

A lei foi aprovada em 24 de novembro de 2015 e, em seguida, o Sindicato dos Lojistas do Comércio (Sindilojas) da cidade ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contrária à iniciativa. Conforme a entidade, a definição de feriados é competência exclusiva da União, devido ao cunho trabalhista. Ainda segundo o Sindilojas, uma lei federal impede os municípios de editarem normas instituindo feriados civis.

Na decisão desta segunda-feira, o desembargador Luiz Felipe Brasil Santos relembrou que em 2003 a Federação das Indústrias do RS (Federasul) ingressou com uma ação similar devido a uma lei que considerava a data como feriado. Na época, a lei foi considerada inválida.
Grupo acompanhou votação na Câmara de Vereadores de Porto Alegre (Foto: Ederson Nunes/CMPA)
Lei foi aprovada em novembro de 2015
(Foto: Ederson Nunes/CMPA)
Conforme o relator, a competência municipal se restringe ao caráter religioso da data e ao número não superior a quatro, incluída a Sexta-Feira da Paixão. Além disso, o feriado de 20 de novembro não se limitaria a interferir nas relações trabalhistas, mas alcançaria a administração pública federal e estadual.

"Assim, não parece, a um critério de razoabilidade, que o município possa, arbitrariamente, estabelecer ingerências em relações de trabalho e interferir na atuação da administração pública federal e estadual", afirmou o desembargador Brasil Santos.

O relator destacou também que, conforme prevê a legislação federal, somente é cabível a instituição de feriados em dias de guarda, que são aquelas datas de grande importância para determinada religião, em que os fiéis se dedicam à oração, à celebração de ritos, à caridade, a jejuns, a boas obras, a comemorações conforme a tradição ou à reflexão.

Segundo o magistrado, o caso em questão não se enquadra como dia de guarda, já que inexiste indicativo de que o dia 20 de novembro seja de fundamental significado para qualquer denominação religiosa. "Por exclusão, tem-se que o feriado seria de natureza civil, porém, como visto, somente lei federal poderia assim declará-lo", destacou o relator.

O desembargador Rui Portanova apresentou votou contra e foi acompanhado por outros três magistrados.

Sindilojas previa prejuízos com novo feriado
Após a decisão, o presidente do Sindicato dos Lojistas, Paulo Kruse, salientou que a criação do terceiro feriado do mês de novembro seria prejudicial à economia da Capital, já que impactava no desempenho do comércio, na economia da cidade e também influenciava o aumento de preços ao consumidor.

"O Sindilojas Porto Alegre considera que a fixação de uma data, como proposto inicialmente, prejudicaria os pequenos comerciantes, que perderiam mais um dia de trabalho no mês de novembro. Uma loja de pequeno porte deixa de faturar cerca de 4% do total do mês a cada dia em que permanece fechada. Reforçamos ainda que o comércio não é contrário às homenagens e ao Dia da Consciência Negra, mas questiona a antiga decisão de tornar o 20 de novembro um feriado", afirma o presidente do Sindicato, Paulo Kruse.

Em nota, o sindicato diz que defende a realização da homenagem no terceiro domingo do mês.

STF tem decisões favoráveis, diz advogado
O advogado Genaro Borges observa que o Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu favoravelmente pelo Dia da Consciência Negra para uma cidade do Rio de Janeiro. "Eu acho que cabe recurso extraordinário", observa o advogado. "O que está em questão é a competência do município para fixar feriado religioso dentro do limite. Até agora ninguém contestou feriado de Navegantes", acrescenta.
Conectados No Axe
às 16:56
0
Resultado de imagem para respeito já

Está lançado a campanha no Facebook #respeitoja
entre nessa luta você também , poque como o ditado já diz tudo uma andorinha não faz verão.
precisamos da ajuda de todos nessa campanha para que nossa voz seja ouvida .
cansei de me esconder da sociedade que me afronta por que visto branco .
cansei de me esconder no meu serviço porque tenho risco de se mandado embora.
Deus está em todo lugar ele e justo e misericordioso . porque você que me julgar ?

Mude sua imagem do Facebook online : Clique aqui
ou copie a imagem e faça no Photoshop


Hoje está acontecendo um evento no Facebook chamado Respeito Já. A ação, criada por Marco Aurélio Rocha, pai de Iago e sacerdote Afro-Religioso, é para levantar a bandeira de que qualquer religião deve ser respeitada e ninguém tem o direito de perseguir ou agredir outras pessoas com crenças diferentes.
A gente entra nesse assunto hoje porque a religião está muito ligada à família, principalmente para o fortalecimento de vínculo. “Pra mim, hoje, principalmente no Brasil, é muito importante todos pertencerem a uma religião, porque qualquer uma delas leva ao mesmo caminho: amor ao próximo e ensinamentos para que os jovens não tenham contato com as drogas”, explica Marco.
A criança, desde cedo, consegue dar sinais das suas preferências em qualquer situação. Pensando nisso, ela vai aprender e saber distinguir suas preferências religiosas. “É fundamental que a criança participe do ambiente para saber o que seus pais pensam e acreditam”, afirma.
Segundo Marco, as crianças conseguem, sim, dar sinais se gostam ou não. A religião tem a capacidade de criar um alicerce na vida de um filho e depois, com mais idade, ele tem o livre arbítrio para falar se quer seguir ou não. Essa é a real importância de dar uma religião para a criança. “Elas têm uma capacidade muito melhor de assimilação do que os adultos. Assim, ela já sabe o que seus pais acreditam e, a partir disso, estão livres para conhecer novas crenças”, afirma.
Se você também acredita nisso, poste uma foto ou um vídeo e marque a #RespeitoJá no Facebook.

Conectados No Axe às 16:56 , 0 Editar
Resultado de imagem para respeito já

Está lançado a campanha no Facebook #respeitoja
entre nessa luta você também , poque como o ditado já diz tudo uma andorinha não faz verão.
precisamos da ajuda de todos nessa campanha para que nossa voz seja ouvida .
cansei de me esconder da sociedade que me afronta por que visto branco .
cansei de me esconder no meu serviço porque tenho risco de se mandado embora.
Deus está em todo lugar ele e justo e misericordioso . porque você que me julgar ?

Mude sua imagem do Facebook online : Clique aqui
ou copie a imagem e faça no Photoshop


Hoje está acontecendo um evento no Facebook chamado Respeito Já. A ação, criada por Marco Aurélio Rocha, pai de Iago e sacerdote Afro-Religioso, é para levantar a bandeira de que qualquer religião deve ser respeitada e ninguém tem o direito de perseguir ou agredir outras pessoas com crenças diferentes.
A gente entra nesse assunto hoje porque a religião está muito ligada à família, principalmente para o fortalecimento de vínculo. “Pra mim, hoje, principalmente no Brasil, é muito importante todos pertencerem a uma religião, porque qualquer uma delas leva ao mesmo caminho: amor ao próximo e ensinamentos para que os jovens não tenham contato com as drogas”, explica Marco.
A criança, desde cedo, consegue dar sinais das suas preferências em qualquer situação. Pensando nisso, ela vai aprender e saber distinguir suas preferências religiosas. “É fundamental que a criança participe do ambiente para saber o que seus pais pensam e acreditam”, afirma.
Segundo Marco, as crianças conseguem, sim, dar sinais se gostam ou não. A religião tem a capacidade de criar um alicerce na vida de um filho e depois, com mais idade, ele tem o livre arbítrio para falar se quer seguir ou não. Essa é a real importância de dar uma religião para a criança. “Elas têm uma capacidade muito melhor de assimilação do que os adultos. Assim, ela já sabe o que seus pais acreditam e, a partir disso, estão livres para conhecer novas crenças”, afirma.
Se você também acredita nisso, poste uma foto ou um vídeo e marque a #RespeitoJá no Facebook.

Conectados No Axe
quinta-feira, 10 de novembro de 2016 às 13:02
0




Aconteceu em Nova Iguaçu DESEQUILIBRADO INVADE LOJA DE ARTIGO RELIGIOSO DE UMBANDA E CANDOMBLÉ se dizendo EVANGÉLICO e não conformado 😥 por ser dizer, que ele como homem de Deus assim como todos EVANGÉLICOS teriam que expulsar os DEMÔNIOS (assim como podemos observar nos programas de televisão)e assim ele foi entrando na loja agredindo aos FUNCIONÁRIOS e CLIENTES e não ainda se satisfazendo comprou uma 🔪 FACA 🔪 e retornando ao local DEMONIACAMENTE mais lá deparou-se com a VIATURA POLICIAL 👮onde outros comerciante chamaram e assim foi levado a delegacia local onde ele apesar de tudo isso com LESÕES CORPORAIS DESCRIMINALIZAÇÃO RELIGIOSA HOMOFOBIA assim como consta no ATO DO FLAGRANTE E ASSINADOS POR TODOS e até quando isso vai acontecer pois são vários casos relatados até da menina que foi apedrejada e não se vê ninguém PRESO aonde está a JUSTIÇA as FEDERAÇÕES que não mandam um representante POLITICOS .e assim como consta na FOTO 📷 ele sai como nada tinha acontecido.


Credito  : Babalorixá Wilson D Ogun
Conectados No Axe quinta-feira, 10 de novembro de 2016 às 13:02 0 Editar




Aconteceu em Nova Iguaçu DESEQUILIBRADO INVADE LOJA DE ARTIGO RELIGIOSO DE UMBANDA E CANDOMBLÉ se dizendo EVANGÉLICO e não conformado 😥 por ser dizer, que ele como homem de Deus assim como todos EVANGÉLICOS teriam que expulsar os DEMÔNIOS (assim como podemos observar nos programas de televisão)e assim ele foi entrando na loja agredindo aos FUNCIONÁRIOS e CLIENTES e não ainda se satisfazendo comprou uma 🔪 FACA 🔪 e retornando ao local DEMONIACAMENTE mais lá deparou-se com a VIATURA POLICIAL 👮onde outros comerciante chamaram e assim foi levado a delegacia local onde ele apesar de tudo isso com LESÕES CORPORAIS DESCRIMINALIZAÇÃO RELIGIOSA HOMOFOBIA assim como consta no ATO DO FLAGRANTE E ASSINADOS POR TODOS e até quando isso vai acontecer pois são vários casos relatados até da menina que foi apedrejada e não se vê ninguém PRESO aonde está a JUSTIÇA as FEDERAÇÕES que não mandam um representante POLITICOS .e assim como consta na FOTO 📷 ele sai como nada tinha acontecido.


Credito  : Babalorixá Wilson D Ogun
Conectados No Axe
segunda-feira, 7 de novembro de 2016 às 05:32
0

Vânia Rosa tem 60 anos e, como mãe de santo, toca um terreiro de umbanda na Murta, em Itajaí. O pescador Rogério Melo da Silva, 43, morava na região da Nova Brasília, e é evangélico desde que se conhece por gente. Para um olhar convencional, os dois não teriam muita coisa em comum que pudesse justificar uma união. Mas o destino tinha outros planos. Nesta quinta-feira, numa demonstração de que o amor supera até as mais radicais diferenças religiosas, Vânia e Rogério selam sua união com uma cerimônia espiritual.
A celebração do casamento acontece a partir das 20h. Vai ser no terreiro da mãe de santo, que é conhecida como Vânia da Mãe Iara. O centro fica no número 60 da rua Teodoro Lino Régis. “Estamos esperando umas 150 pessoas”, diz Rogério, animado. “Mas é uma cerimônia aberta a todos, qualquer pessoa pode participar”, emenda Vânia, no típico espírito “casa aberta”, comum entre os umbandistas.
Preconceito? Intolerância religiosa? Gente contra? Isso eles enfrentaram. Mas não pelo lado da mãe de santo. As contrariedades vieram principalmente dos religiosos da igreja que Rogério frequentava, a Comunidade Cristã, da Nova Brasília, segundo ele. “Na verdade, na igreja são contra esse relacionamento. Se fosse pra trazer pra igreja eram de acordo, mas aceitar ela sendo espírita eles não são de acordo. Ficou um clima chato”, desabafa o pescador.
O próprio noivo confessa que também teve preconceito. “Quando eu conheci, botei os olhos nela pela primeira vez, me disseram que ela era mãe de santo e aí eu me apavorei”, lembra, completando. “Eu sou nascido e criado em igreja evangélia, meu pai era crente da Assembleia de Deus”.
Mas a paixão falou mais alto. Combinaram de se encontrar num barzinho no centro de Itajaí e aí começou o namorico, há cerca de um ano. Quatro meses depois, já estavam morando juntos. 
O preconceito de Rogério também se dissipou. “Toda vida ouvi falar que umbanda era uma bagunça, coisa de travesti, coisa de prostituta e do diabo. Cheguei aqui e vi que muitas coisas eram só uma lenda, um mito”, admite. E emenda: “Na verdade, o que vi aqui é uma caridade e enchi os olhos. Eu achava que era bom, que fazia caridade, conheci a Vânia e caiu tudo por terra”.

Cada um tem a sua religião
A mãe de santo sabia do preconceito. “Ele ficou com medo, achou que ficar com mãe de santo era muito perigoso”, conta Vânia, que hoje ri da situação. “Temos várias coisas em comum. Mas uma coisa que nós dois combinamos é que, por causa da religião dele e da minha não teremos conflito”, completa.
Rogério faz questão de dizer que continua crente. “Quando posso, quando não estou embarcado, vou em outra igreja, aqui na Murta. Minha vida evangélica continua ativa,” afirma, com ênfase.
Na cerimônia de hoje, de crentes somente os parentes do noivo. Nada de religiosos evangélicos. Da parte de Vânia, além dos parentes, amigos e filhos de santo, muitos líderes da umbanda estarão lá. “É um preconceito besta. Todos somos de carne e osso, ninguém é especial. Só Jesus é especial. Temos que deixar as pessoas viverem a felicidade, um amor. O amor é tudo na vida”, discursa a noiva. 
A jornalista Margareth Santos, 33, filha de Vânia, tá acompanhando de perto a felicidade da mãe e lhe dando todo o apoio. “Acho maravilhoso. Não vejo problema nenhum nisso. Com o amor, a gente até acaba vencendo uma barreira que é o preconceito,” dispara.
Margareth tá na função de preparar a festa, que será no sábado, no salão paroquial da capela Católica da Murta. “Eu escolhi duas músicas. Uma é a Nossa Senhora, do Roberto Carlos, a outra é aquela evangélica ‘entra na minha casa/entra na minha vida’, do Régis Danesi. Mostrei pra minha mãe e ela achou linda”, conta.

Pai de santo aprova. Pastor não bota fé

O pai de santo Luiz Ramos, conhecido Luizinho de Oxalá, 60 anos, ligado ao Superior Órgão Internacional de Umbanda e Cultos Afros, estará hoje no casamento. “Vou entregar um diploma de casamento da nossa federação e fazer as homenagens”, diz.
Há 50 anos na Umbanda, pai Luizinho diz que nunca viu um evangélico se casar com uma mãe de santo e continuar praticando a própria religião. “Eu chamo isso de a força do sentimento. As coisas não vêm por acaso. Devarde não veio. É a força de um sentimento”, solta. 
Para ele, essa união ajudará a combater preconceitos e a intolerância religiosas tão comuns nos dias de hoje. “Esse casamento pode ajudar bastante a quebrar esse tabu”, acredita.
O pastor Luiz Antônio, o Tony, responsável pela igreja Comunidade Cristã, de Itajaí, também nunca tinha ouvido falar na união de um evangélico com uma mãe de santo da Umbanda e em que os dois mantivessem suas próprias religiões. 
Apesar de afirmar que respeita a decisão deles, o pastor teme que o casamento possa não dar certo por conta da diferença religiosa. “Num caso desse entendo como ‘jugo desigual’. Um evangélico casar com uma mãe de santo tá tudo ao contrário. Cada um tem seu Deus e isso vai dar problema entre os dois”, opina.
Cada igreja, explica o pastor Tony, tem seu próprio estatuto e pode aceitar ou não os vários tipos de uniões conjugais. “Têm igrejas, mesmo com essa coisa da homofobia, que tão casando e outras não”, exemplifica. 
No caso da Comunidade Cristã, ele afirma que somente daria a bênção a um casal de religiões diferentes se, primeiro, eles estivessem casados em cartório de registro civil. “Se não obedecermos as leis do homem, como é que vamos obedecer as leis de Deus,” provoca.

Conectados No Axe segunda-feira, 7 de novembro de 2016 às 05:32 0 Editar

Vânia Rosa tem 60 anos e, como mãe de santo, toca um terreiro de umbanda na Murta, em Itajaí. O pescador Rogério Melo da Silva, 43, morava na região da Nova Brasília, e é evangélico desde que se conhece por gente. Para um olhar convencional, os dois não teriam muita coisa em comum que pudesse justificar uma união. Mas o destino tinha outros planos. Nesta quinta-feira, numa demonstração de que o amor supera até as mais radicais diferenças religiosas, Vânia e Rogério selam sua união com uma cerimônia espiritual.
A celebração do casamento acontece a partir das 20h. Vai ser no terreiro da mãe de santo, que é conhecida como Vânia da Mãe Iara. O centro fica no número 60 da rua Teodoro Lino Régis. “Estamos esperando umas 150 pessoas”, diz Rogério, animado. “Mas é uma cerimônia aberta a todos, qualquer pessoa pode participar”, emenda Vânia, no típico espírito “casa aberta”, comum entre os umbandistas.
Preconceito? Intolerância religiosa? Gente contra? Isso eles enfrentaram. Mas não pelo lado da mãe de santo. As contrariedades vieram principalmente dos religiosos da igreja que Rogério frequentava, a Comunidade Cristã, da Nova Brasília, segundo ele. “Na verdade, na igreja são contra esse relacionamento. Se fosse pra trazer pra igreja eram de acordo, mas aceitar ela sendo espírita eles não são de acordo. Ficou um clima chato”, desabafa o pescador.
O próprio noivo confessa que também teve preconceito. “Quando eu conheci, botei os olhos nela pela primeira vez, me disseram que ela era mãe de santo e aí eu me apavorei”, lembra, completando. “Eu sou nascido e criado em igreja evangélia, meu pai era crente da Assembleia de Deus”.
Mas a paixão falou mais alto. Combinaram de se encontrar num barzinho no centro de Itajaí e aí começou o namorico, há cerca de um ano. Quatro meses depois, já estavam morando juntos. 
O preconceito de Rogério também se dissipou. “Toda vida ouvi falar que umbanda era uma bagunça, coisa de travesti, coisa de prostituta e do diabo. Cheguei aqui e vi que muitas coisas eram só uma lenda, um mito”, admite. E emenda: “Na verdade, o que vi aqui é uma caridade e enchi os olhos. Eu achava que era bom, que fazia caridade, conheci a Vânia e caiu tudo por terra”.

Cada um tem a sua religião
A mãe de santo sabia do preconceito. “Ele ficou com medo, achou que ficar com mãe de santo era muito perigoso”, conta Vânia, que hoje ri da situação. “Temos várias coisas em comum. Mas uma coisa que nós dois combinamos é que, por causa da religião dele e da minha não teremos conflito”, completa.
Rogério faz questão de dizer que continua crente. “Quando posso, quando não estou embarcado, vou em outra igreja, aqui na Murta. Minha vida evangélica continua ativa,” afirma, com ênfase.
Na cerimônia de hoje, de crentes somente os parentes do noivo. Nada de religiosos evangélicos. Da parte de Vânia, além dos parentes, amigos e filhos de santo, muitos líderes da umbanda estarão lá. “É um preconceito besta. Todos somos de carne e osso, ninguém é especial. Só Jesus é especial. Temos que deixar as pessoas viverem a felicidade, um amor. O amor é tudo na vida”, discursa a noiva. 
A jornalista Margareth Santos, 33, filha de Vânia, tá acompanhando de perto a felicidade da mãe e lhe dando todo o apoio. “Acho maravilhoso. Não vejo problema nenhum nisso. Com o amor, a gente até acaba vencendo uma barreira que é o preconceito,” dispara.
Margareth tá na função de preparar a festa, que será no sábado, no salão paroquial da capela Católica da Murta. “Eu escolhi duas músicas. Uma é a Nossa Senhora, do Roberto Carlos, a outra é aquela evangélica ‘entra na minha casa/entra na minha vida’, do Régis Danesi. Mostrei pra minha mãe e ela achou linda”, conta.

Pai de santo aprova. Pastor não bota fé

O pai de santo Luiz Ramos, conhecido Luizinho de Oxalá, 60 anos, ligado ao Superior Órgão Internacional de Umbanda e Cultos Afros, estará hoje no casamento. “Vou entregar um diploma de casamento da nossa federação e fazer as homenagens”, diz.
Há 50 anos na Umbanda, pai Luizinho diz que nunca viu um evangélico se casar com uma mãe de santo e continuar praticando a própria religião. “Eu chamo isso de a força do sentimento. As coisas não vêm por acaso. Devarde não veio. É a força de um sentimento”, solta. 
Para ele, essa união ajudará a combater preconceitos e a intolerância religiosas tão comuns nos dias de hoje. “Esse casamento pode ajudar bastante a quebrar esse tabu”, acredita.
O pastor Luiz Antônio, o Tony, responsável pela igreja Comunidade Cristã, de Itajaí, também nunca tinha ouvido falar na união de um evangélico com uma mãe de santo da Umbanda e em que os dois mantivessem suas próprias religiões. 
Apesar de afirmar que respeita a decisão deles, o pastor teme que o casamento possa não dar certo por conta da diferença religiosa. “Num caso desse entendo como ‘jugo desigual’. Um evangélico casar com uma mãe de santo tá tudo ao contrário. Cada um tem seu Deus e isso vai dar problema entre os dois”, opina.
Cada igreja, explica o pastor Tony, tem seu próprio estatuto e pode aceitar ou não os vários tipos de uniões conjugais. “Têm igrejas, mesmo com essa coisa da homofobia, que tão casando e outras não”, exemplifica. 
No caso da Comunidade Cristã, ele afirma que somente daria a bênção a um casal de religiões diferentes se, primeiro, eles estivessem casados em cartório de registro civil. “Se não obedecermos as leis do homem, como é que vamos obedecer as leis de Deus,” provoca.

Conectados No Axe
às 02:59
0
Resultado de imagem para sacrifício de animais

Após a polêmica decisão que condenou a realização das vaquejadas no país, o Supremo Tribunal Federal (STF) está pronto para julgar uma outra ação que promete colocar em pólos opostos defensores dos animais e de tradições culturais brasileiras.
Na semana passada, o ministro Marco Aurélio Mello liberou para decisão do plenário um processo que discute o sacrifício de animais em rituais religiosos de origem africana.
Caberá agora à presidente da Corte, Cármen Lúcia, marcar uma data para o julgamento, ainda sem previsão para ocorrer.
Na ação, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) busca derrubar trecho de uma lei gaúcha que livra de punição por maus tratos a animais cultos e liturgias das religiões de matriz africana que praticam sacrifícios, como o candomblé.
O que dizem a Constituição e as leis sobre maus tratos a animais?
Constituição
“É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público” (art. 19, I).
“O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional” (Art. 215, § 1º)
“Incumbe ao Poder Público proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade” (art. 225, § 1º, VII)
Lei Federal
“Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa. Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos. A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal”

“Não é crime o abate de animal, quando realizado em estado de necessidade, para saciar a fome do agente ou de sua família; para proteger lavouras, pomares e rebanhos da ação predatória ou destruidora de animais, desde que legal e expressamente autorizado pela autoridade competente; por ser nocivo o animal, desde que assim caracterizado pelo órgão competente”.
(arts. 32 e 37 da Lei 9.605/1998).
Lei estadual do Rio Grande do Sul

“É vedado ofender ou agredir fisicamente os animais, sujeitando-os a qualquer tipo de experiência capaz de causar sofrimento ou dano, bem como as que criem condições inaceitáveis de existência; [...] enclausurar animais com outros que os molestem ou aterrorizem; [...] Não se enquadra nessa vedação o livre exercício dos cultos e liturgias das religiões de matriz africana” (art. 2º da Lei 11.915/ 2003, atualizada pela Lei 12.131/2004)
A lei foi aprovada em 2004 pela Assembleia Legislativa do estado com 32 votos a favor dois contrários. Na época, o autor da proposta, deputado Edson Portilho (PT-RS), argumentou que vários praticantes e sacerdotes estavam sendo processados após os cultos.
O Ministério Público tentou derrubar a exceção dada às religiões africanas junto ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), mas teve o pedido negado. O órgão, então, recorreu ao STF em 2006, para tentar novamente derrubar esse trecho da lei, que permanece em vigor.
A decisão a ser tomada pela Corte valerá apenas para o Rio Grande do Sul, mas como será proferida pela mais alta Corte do país, poderá criar um entendimento que influencie outros tribunais de instâncias inferiores.
No Brasil, é considerado crime, com pena de prisão de três meses a um ano, os maus tratos a animais, que podem consistir em atos de abuso, como ferir ou mutilar espécies silvestres, domésticas, nativas ou exóticas.
No capítulo sobre o meio ambiente, a Constituição também prevê a proteção da fauna, proibindo práticas "que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade".
A grande discussão a ser travada no STF é saber se a liberdade de culto, o caráter laico do Estado e a proteção a manifestações culturais deve prevalecer, nesses casos, sobre a proibição de maus tratos e a proteção do meio ambiente.
No processo que será julgado, diversos órgãos e entidades se manifestaram sobre o assunto. A controvérsia teve oposição dentro do próprio Ministério Público. O pedido do MP-RS foi contestado até mesmo pela Procuradoria Geral da República, órgão de cúpula da instituição.
Veja abaixo, o que argumentaram, resumidamente, cada um dos envolvidos no caso:
O que diz o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS)
Em seu pedido, o Ministério Público do Rio Grande do Sul argumentou que somente a União poderia excluir determinada conduta de punição penal. O órgão sustenta que a própria lei federal que penaliza os maus-tratos a animais, não cria exceção para os rituais religiosos.

O MP reconhece a importância do sacrifício nos cultos, dizendo que impedir a prática implicaria na “perda da própria identidade de sua expressão cultural”. Entretanto, argumenta que, em cada caso, cabe ao Judiciário avaliar se o ritual ultrapassou os limites.
 
Provocação de sofrimento exagerado aos animais, entre outras, são circunstâncias que deslegitimam a expressão cultural"
Roberto Bandeira Pereira,
ex-procurador-geral de Justiça
do Rio Grande do Sul
“Ritos exóticos sem significação cultural, abate de animais em vias de extinção, utilização de meio desnecessário à atividade, provocação de sofrimento exagerado aos animais, entre outras, são circunstâncias que deslegitimam a expressão cultural, caracterizando infração até mesmo penal”, diz a peça.

Outro argumento do MPE-RS é que a lei estadual contraria a igualdade, ao beneficiar apenas as religiões africanas, lembrando que judeus e muçulmanos também sacrificam animais. “Se é verdade que tais religiões têm um papel significativo na cultura brasileira, não se pode esquecer que privilegiamentos específicos são incompatíveis com a natureza laica do Estado”.
 
Bastaria um único praticante de religião que reclame o sacrifício de animais para que a liberdade de culto, essencial a uma sociedade que se pretenda democrática e pluralista, já atue em seu benefício"
Araken de Assis,
desembargador e relator do caso
no TJ-RS
O que disse o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS)
No Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), o pedido do Ministério Público estadual foi rejeitado. Ao julgar o caso, a Corte entendeu que o valor cultural do sacrifício prevalece sobre a proteção ao meio ambiente.

“Bastaria, a meu ver, um único praticante de religião que reclame o sacrifício de animais para que a liberdade de culto, essencial a uma sociedade que se pretenda democrática e pluralista, já atue em seu benefício”, escreveu em seu voto o desembargador Araken de Assis, relator do processo no TJ-RS.
Não há como pressupor tenha o sacrifício religioso requintes de crueldade e que seja obsequiosa a extensiva matança comercial"
Rodrigo Janot,
procurador-geral da República
O que disse a Procuradoria Geral da República (PGR)
Em parecer sobre o caso, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, manifestou posição contrária ao MP-RS. Afirmou que a redação da lei gaúcha deve ser interpretada de forma a abarcar todas as religiões, não havendo privilégio aos credos africanos.

Argumentou ainda que a eliminação do texto poderia “deixar sob suspeita” a realização de cultos com sacrifícios, independentemente da religião.

Por fim, apontou que uma eventual restrição aos rituais não traria “ganho significativo” para o meio ambiente, levando-se em conta que os mesmos animais já são sacrificados para consumo humano em matadouros.
“A par das imolações rituais, seguirão os abates de forma extensiva dos mesmos animais, já agora como fonte de proteína na cadeira alimentar humana. Não há como pressupor tenha o sacrifício religioso requintes de crueldade e que seja obsequiosa a extensiva matança comercial”, escreveu na ação.
A declaração de sua inconstitucionalidade renovaria as ações belicosas em detrimento do exercício livre da crença e de suas liturgias"
Helena Maria Silva Coelho,
ex-procuradora-geral
do Rio Grande do Sul
O que disse a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (AL-RS)
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul rebateu, em seu parecer, que o estado tenha invadido competência da União. Esclareceu que a lei estadual apenas impõe punições administrativas – como aplicação de multas pelo governo gaúcho – e não criminais – como a prisão, que só poderiam ser definidas ou excetuadas pelo Congresso Nacional.
Em relação ao suposto privilégio das religiões africanas, a Assembleia explicou que a lei tratou apenas das religiões africanas porque no estado não existem outras que sacrifiquem animais. Informou ainda, que, antes da lei, diversos praticantes e sacerdotes de religiões africanas estavam sendo processados por maus tratos a animais.

“A declaração de sua inconstitucionalidade renovaria as ações belicosas em detrimento do exercício livre da crença e de suas liturgias. Assim, restaria não atingida uma das funções do direito que é o de promover a paz social”, diz o parecer.
É uma tradição africana, e portanto, deve-se adaptar às regras brasileiras"
Movimento Gaúcho de Defesa Animal
O que diz o Movimento Gaúcho de Defesa Animal (MGDA)
Em parecer no processo, o Movimento Gaúcho de Defesa Animal (MGDA) defendeu a punição de praticantes de sacrifícios. Além da crueldade, apontou que o ritual, “além de extremamente macabro”, pode prejudicar a saúde das pessoas, considerando que as vísceras são consumidas após a imolação.

Além disso, disse que as tradições de origem africana devem se submeter às regras brasileiras, em atenção à “soberania” do país.“É uma tradição africana, e portanto, deve-se adaptar às regras brasileiras. É como se a comunidade espanhola existente no país resolvesse realizar touradas”, argumentou.
As mesmas normas municipais conviviam com a matança de animais praticada pelos judeus – uma regra da dieta alimentar judaica – sem que tais matanças fossem condenadas, pelo que a hostilidade em relação à Church of the Lukumi configurava indisfarçável discriminação"
Cedrab e outras
O que disseram entidades que representam religiões africanas
Em parecer dentro do processo, diversas entidades ligadas às religiões africanas, sediadas em Porto Alegre e São Paulo, manifestaram contrariedade à ação do MP. Além da defesa da liberdade religiosa e o caráter laico do Estado, garantidas também por acordos internacionais,  destacou julgamento semelhante ocorrido em 1993 nos Estados Unidos.

Na época, a Suprema Corte americana derrubou a proibição imposta pela comunidade de Hialeah, na Flórida, sobre sacrifícios de uma igreja pertencente à santeria, de origem cubana.

“As mesmas normas municipais conviviam com a matança de animais praticada pelos judeus – uma regra da dieta alimentar judaica – sem que tais matanças fossem condenadas, pelo que a hostilidade em relação à Church of the Lukumi configurava indisfarçável discriminação”, diz o parecer.

Assinaram a peça a Organização de Mulheres Negras (Maria Mulher), a Congregação em Defesa das Religiões Afrobrasileiras (Cedrab), a União dos Negros pela Igualdade (Uninegro), o Ilê Axé Yemonja Omi-olodo e C.E.U Cacique Tupinambá e o Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert).
Conectados No Axe às 02:59 0 Editar
Resultado de imagem para sacrifício de animais

Após a polêmica decisão que condenou a realização das vaquejadas no país, o Supremo Tribunal Federal (STF) está pronto para julgar uma outra ação que promete colocar em pólos opostos defensores dos animais e de tradições culturais brasileiras.
Na semana passada, o ministro Marco Aurélio Mello liberou para decisão do plenário um processo que discute o sacrifício de animais em rituais religiosos de origem africana.
Caberá agora à presidente da Corte, Cármen Lúcia, marcar uma data para o julgamento, ainda sem previsão para ocorrer.
Na ação, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) busca derrubar trecho de uma lei gaúcha que livra de punição por maus tratos a animais cultos e liturgias das religiões de matriz africana que praticam sacrifícios, como o candomblé.
O que dizem a Constituição e as leis sobre maus tratos a animais?
Constituição
“É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público” (art. 19, I).
“O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional” (Art. 215, § 1º)
“Incumbe ao Poder Público proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade” (art. 225, § 1º, VII)
Lei Federal
“Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa. Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos. A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal”

“Não é crime o abate de animal, quando realizado em estado de necessidade, para saciar a fome do agente ou de sua família; para proteger lavouras, pomares e rebanhos da ação predatória ou destruidora de animais, desde que legal e expressamente autorizado pela autoridade competente; por ser nocivo o animal, desde que assim caracterizado pelo órgão competente”.
(arts. 32 e 37 da Lei 9.605/1998).
Lei estadual do Rio Grande do Sul

“É vedado ofender ou agredir fisicamente os animais, sujeitando-os a qualquer tipo de experiência capaz de causar sofrimento ou dano, bem como as que criem condições inaceitáveis de existência; [...] enclausurar animais com outros que os molestem ou aterrorizem; [...] Não se enquadra nessa vedação o livre exercício dos cultos e liturgias das religiões de matriz africana” (art. 2º da Lei 11.915/ 2003, atualizada pela Lei 12.131/2004)
A lei foi aprovada em 2004 pela Assembleia Legislativa do estado com 32 votos a favor dois contrários. Na época, o autor da proposta, deputado Edson Portilho (PT-RS), argumentou que vários praticantes e sacerdotes estavam sendo processados após os cultos.
O Ministério Público tentou derrubar a exceção dada às religiões africanas junto ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), mas teve o pedido negado. O órgão, então, recorreu ao STF em 2006, para tentar novamente derrubar esse trecho da lei, que permanece em vigor.
A decisão a ser tomada pela Corte valerá apenas para o Rio Grande do Sul, mas como será proferida pela mais alta Corte do país, poderá criar um entendimento que influencie outros tribunais de instâncias inferiores.
No Brasil, é considerado crime, com pena de prisão de três meses a um ano, os maus tratos a animais, que podem consistir em atos de abuso, como ferir ou mutilar espécies silvestres, domésticas, nativas ou exóticas.
No capítulo sobre o meio ambiente, a Constituição também prevê a proteção da fauna, proibindo práticas "que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade".
A grande discussão a ser travada no STF é saber se a liberdade de culto, o caráter laico do Estado e a proteção a manifestações culturais deve prevalecer, nesses casos, sobre a proibição de maus tratos e a proteção do meio ambiente.
No processo que será julgado, diversos órgãos e entidades se manifestaram sobre o assunto. A controvérsia teve oposição dentro do próprio Ministério Público. O pedido do MP-RS foi contestado até mesmo pela Procuradoria Geral da República, órgão de cúpula da instituição.
Veja abaixo, o que argumentaram, resumidamente, cada um dos envolvidos no caso:
O que diz o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS)
Em seu pedido, o Ministério Público do Rio Grande do Sul argumentou que somente a União poderia excluir determinada conduta de punição penal. O órgão sustenta que a própria lei federal que penaliza os maus-tratos a animais, não cria exceção para os rituais religiosos.

O MP reconhece a importância do sacrifício nos cultos, dizendo que impedir a prática implicaria na “perda da própria identidade de sua expressão cultural”. Entretanto, argumenta que, em cada caso, cabe ao Judiciário avaliar se o ritual ultrapassou os limites.
 
Provocação de sofrimento exagerado aos animais, entre outras, são circunstâncias que deslegitimam a expressão cultural"
Roberto Bandeira Pereira,
ex-procurador-geral de Justiça
do Rio Grande do Sul
“Ritos exóticos sem significação cultural, abate de animais em vias de extinção, utilização de meio desnecessário à atividade, provocação de sofrimento exagerado aos animais, entre outras, são circunstâncias que deslegitimam a expressão cultural, caracterizando infração até mesmo penal”, diz a peça.

Outro argumento do MPE-RS é que a lei estadual contraria a igualdade, ao beneficiar apenas as religiões africanas, lembrando que judeus e muçulmanos também sacrificam animais. “Se é verdade que tais religiões têm um papel significativo na cultura brasileira, não se pode esquecer que privilegiamentos específicos são incompatíveis com a natureza laica do Estado”.
 
Bastaria um único praticante de religião que reclame o sacrifício de animais para que a liberdade de culto, essencial a uma sociedade que se pretenda democrática e pluralista, já atue em seu benefício"
Araken de Assis,
desembargador e relator do caso
no TJ-RS
O que disse o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS)
No Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), o pedido do Ministério Público estadual foi rejeitado. Ao julgar o caso, a Corte entendeu que o valor cultural do sacrifício prevalece sobre a proteção ao meio ambiente.

“Bastaria, a meu ver, um único praticante de religião que reclame o sacrifício de animais para que a liberdade de culto, essencial a uma sociedade que se pretenda democrática e pluralista, já atue em seu benefício”, escreveu em seu voto o desembargador Araken de Assis, relator do processo no TJ-RS.
Não há como pressupor tenha o sacrifício religioso requintes de crueldade e que seja obsequiosa a extensiva matança comercial"
Rodrigo Janot,
procurador-geral da República
O que disse a Procuradoria Geral da República (PGR)
Em parecer sobre o caso, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, manifestou posição contrária ao MP-RS. Afirmou que a redação da lei gaúcha deve ser interpretada de forma a abarcar todas as religiões, não havendo privilégio aos credos africanos.

Argumentou ainda que a eliminação do texto poderia “deixar sob suspeita” a realização de cultos com sacrifícios, independentemente da religião.

Por fim, apontou que uma eventual restrição aos rituais não traria “ganho significativo” para o meio ambiente, levando-se em conta que os mesmos animais já são sacrificados para consumo humano em matadouros.
“A par das imolações rituais, seguirão os abates de forma extensiva dos mesmos animais, já agora como fonte de proteína na cadeira alimentar humana. Não há como pressupor tenha o sacrifício religioso requintes de crueldade e que seja obsequiosa a extensiva matança comercial”, escreveu na ação.
A declaração de sua inconstitucionalidade renovaria as ações belicosas em detrimento do exercício livre da crença e de suas liturgias"
Helena Maria Silva Coelho,
ex-procuradora-geral
do Rio Grande do Sul
O que disse a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (AL-RS)
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul rebateu, em seu parecer, que o estado tenha invadido competência da União. Esclareceu que a lei estadual apenas impõe punições administrativas – como aplicação de multas pelo governo gaúcho – e não criminais – como a prisão, que só poderiam ser definidas ou excetuadas pelo Congresso Nacional.
Em relação ao suposto privilégio das religiões africanas, a Assembleia explicou que a lei tratou apenas das religiões africanas porque no estado não existem outras que sacrifiquem animais. Informou ainda, que, antes da lei, diversos praticantes e sacerdotes de religiões africanas estavam sendo processados por maus tratos a animais.

“A declaração de sua inconstitucionalidade renovaria as ações belicosas em detrimento do exercício livre da crença e de suas liturgias. Assim, restaria não atingida uma das funções do direito que é o de promover a paz social”, diz o parecer.
É uma tradição africana, e portanto, deve-se adaptar às regras brasileiras"
Movimento Gaúcho de Defesa Animal
O que diz o Movimento Gaúcho de Defesa Animal (MGDA)
Em parecer no processo, o Movimento Gaúcho de Defesa Animal (MGDA) defendeu a punição de praticantes de sacrifícios. Além da crueldade, apontou que o ritual, “além de extremamente macabro”, pode prejudicar a saúde das pessoas, considerando que as vísceras são consumidas após a imolação.

Além disso, disse que as tradições de origem africana devem se submeter às regras brasileiras, em atenção à “soberania” do país.“É uma tradição africana, e portanto, deve-se adaptar às regras brasileiras. É como se a comunidade espanhola existente no país resolvesse realizar touradas”, argumentou.
As mesmas normas municipais conviviam com a matança de animais praticada pelos judeus – uma regra da dieta alimentar judaica – sem que tais matanças fossem condenadas, pelo que a hostilidade em relação à Church of the Lukumi configurava indisfarçável discriminação"
Cedrab e outras
O que disseram entidades que representam religiões africanas
Em parecer dentro do processo, diversas entidades ligadas às religiões africanas, sediadas em Porto Alegre e São Paulo, manifestaram contrariedade à ação do MP. Além da defesa da liberdade religiosa e o caráter laico do Estado, garantidas também por acordos internacionais,  destacou julgamento semelhante ocorrido em 1993 nos Estados Unidos.

Na época, a Suprema Corte americana derrubou a proibição imposta pela comunidade de Hialeah, na Flórida, sobre sacrifícios de uma igreja pertencente à santeria, de origem cubana.

“As mesmas normas municipais conviviam com a matança de animais praticada pelos judeus – uma regra da dieta alimentar judaica – sem que tais matanças fossem condenadas, pelo que a hostilidade em relação à Church of the Lukumi configurava indisfarçável discriminação”, diz o parecer.

Assinaram a peça a Organização de Mulheres Negras (Maria Mulher), a Congregação em Defesa das Religiões Afrobrasileiras (Cedrab), a União dos Negros pela Igualdade (Uninegro), o Ilê Axé Yemonja Omi-olodo e C.E.U Cacique Tupinambá e o Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert).
Conectados No Axe
às 02:45
0


Finalmente o governo decidiu colocar em pauta a proposta que determinar a cobrança de impostos para denominações religiosas seja de qualquer credo.
No Brasil são mais de 2 milhões de templos e igrejas formalizados sem contar aquelas que atuam na informalidade. As instituições religiosas são isentas de taxas e impostos, porém a maioria cobra para celebração de casamentos, batismos e etc.
Uma equipe estuda a melhor maneira de colocar a cobrança de impostos sobre serviços e movimentações financeiras como formar de colaborar para aumentar a arrecadação.

A sociedade tem aprovado a iniciativa.
“Sou religiosa e acho que deve pagar impostos sim como qualquer outro estabelecimento que tem os seus deveres a cumprir com o Estado. As igrejas ocupam espaço, área construída e os membros custeiam diversas obras e gastos. Nada mais justo que sejam descritas na lista de receitas da União e possam assim contribuir para a economia do país de onde também ganham dinheiro”, disse Angélica Teodoro.

Conectados No Axe às 02:45 0 Editar


Finalmente o governo decidiu colocar em pauta a proposta que determinar a cobrança de impostos para denominações religiosas seja de qualquer credo.
No Brasil são mais de 2 milhões de templos e igrejas formalizados sem contar aquelas que atuam na informalidade. As instituições religiosas são isentas de taxas e impostos, porém a maioria cobra para celebração de casamentos, batismos e etc.
Uma equipe estuda a melhor maneira de colocar a cobrança de impostos sobre serviços e movimentações financeiras como formar de colaborar para aumentar a arrecadação.

A sociedade tem aprovado a iniciativa.
“Sou religiosa e acho que deve pagar impostos sim como qualquer outro estabelecimento que tem os seus deveres a cumprir com o Estado. As igrejas ocupam espaço, área construída e os membros custeiam diversas obras e gastos. Nada mais justo que sejam descritas na lista de receitas da União e possam assim contribuir para a economia do país de onde também ganham dinheiro”, disse Angélica Teodoro.

Conectados No Axe
às 01:24
0
Resultado de imagem para trabalho a distancia pela internet


Essa pergunta é até corriqueira em nosso dia a aqui, e a resposta que damos a todos os nossos  amigos é: sim, funciona muito bem, na verdade.
Em primeiro lugar, o tratamento espiritual a ser dado à situação já começa na consulta ao oráculo , pois é através do oráculo que as entidades, exus, espíritos e demais seres espirituais próximos à você responderão as reais necessidades para a sua vida e para resolver a situação que você precisa.
O oráculo irá determinar que tipo de trabalho será realizado, quais materiais devem ser empregados, quais entidades devem ser invocadas e até se a linha a ser utilizada será de quimbanda, de magia goétia e/ou se haverá ou não invocação de Daemons para resolver o caso.
Com essas informações em mãos, retornando ao tema central, você acha que paredes e distâncias físicas são impedimentos aos seres espirituais? Você acredita que exu, por exemplo, só pode atuar se você estiver a menos de 5 metros do sacerdote, por exemplo? E todos os feitiços que já foram lançados contra você, precisaram de sua presença para funcionar ou você foi afetado/atingido de qualquer forma?
Então porque um trabalho à distância que você tenha encomendado não funcionaria?
Ao contrário do que muitos pensam, os trabalhos, magias e feitiços seguem a lógica e a racionalidade para resolver as questões desejadas. São nossos desejos, ativados e potencializados com os trabalhos e oferendas que fazem com que a energia necessária se movimente em prol de nossos desejos.

 Cuidados com Trabalhos à Distância

Claro que para todo lado positivo, há o negativo. Se presencialmente você pode ser enganado por trabalhos que no fim nem são executados, como você poderá ter mais tranquilidade para contratar seu trabalho à distância?
Primeiro e mais básico, veja a origem do Sacerdote. De onde ele vem? Ele se diz sacerdote de religião iniciática? Se sim, ele se iniciou onde? Quando? Por quem? Na Quimbanda Xambá, por exemplo, é comum o Mestre passar um certificado de iniciação e confirmando todos os direitos do iniciado e que agora é Mestre em Quimbanda Xambá. Peça para esse Sacerdote te mostrar.
Ele é do Candomblé? Pois bem, quem é o Babalorixá dele? E quem é seu avô/avó? Qual a sua raiz? Isso é importante. Vejamos o Terreiro de Oxumarê, por exemplo, extremamente tradicional e teve que vir a público desmentir que um determinado sacerdote se dizia iniciado lá. Averigue, veja a verdade.
As consultas e trabalhos são gravados? E gravados como? Na gravação diz que o trabalho é para você e cita seu nome completo na gravação? O sacerdote repete os seus pedidos na gravação? Acredite, já recebemos clientes que foram enganados por outros “””sacerdotes””” que existem por aí que mandavam os mesmos vídeos para dezenas de pessoas como se fossem trabalhos diferentes, mas eram os mesmos.
Com esses três detalhes você já terá mais condições de contratar um trabalho  a distância e, assim, ficar seguro.
Conectados No Axe às 01:24 , 0 Editar
Resultado de imagem para trabalho a distancia pela internet


Essa pergunta é até corriqueira em nosso dia a aqui, e a resposta que damos a todos os nossos  amigos é: sim, funciona muito bem, na verdade.
Em primeiro lugar, o tratamento espiritual a ser dado à situação já começa na consulta ao oráculo , pois é através do oráculo que as entidades, exus, espíritos e demais seres espirituais próximos à você responderão as reais necessidades para a sua vida e para resolver a situação que você precisa.
O oráculo irá determinar que tipo de trabalho será realizado, quais materiais devem ser empregados, quais entidades devem ser invocadas e até se a linha a ser utilizada será de quimbanda, de magia goétia e/ou se haverá ou não invocação de Daemons para resolver o caso.
Com essas informações em mãos, retornando ao tema central, você acha que paredes e distâncias físicas são impedimentos aos seres espirituais? Você acredita que exu, por exemplo, só pode atuar se você estiver a menos de 5 metros do sacerdote, por exemplo? E todos os feitiços que já foram lançados contra você, precisaram de sua presença para funcionar ou você foi afetado/atingido de qualquer forma?
Então porque um trabalho à distância que você tenha encomendado não funcionaria?
Ao contrário do que muitos pensam, os trabalhos, magias e feitiços seguem a lógica e a racionalidade para resolver as questões desejadas. São nossos desejos, ativados e potencializados com os trabalhos e oferendas que fazem com que a energia necessária se movimente em prol de nossos desejos.

 Cuidados com Trabalhos à Distância

Claro que para todo lado positivo, há o negativo. Se presencialmente você pode ser enganado por trabalhos que no fim nem são executados, como você poderá ter mais tranquilidade para contratar seu trabalho à distância?
Primeiro e mais básico, veja a origem do Sacerdote. De onde ele vem? Ele se diz sacerdote de religião iniciática? Se sim, ele se iniciou onde? Quando? Por quem? Na Quimbanda Xambá, por exemplo, é comum o Mestre passar um certificado de iniciação e confirmando todos os direitos do iniciado e que agora é Mestre em Quimbanda Xambá. Peça para esse Sacerdote te mostrar.
Ele é do Candomblé? Pois bem, quem é o Babalorixá dele? E quem é seu avô/avó? Qual a sua raiz? Isso é importante. Vejamos o Terreiro de Oxumarê, por exemplo, extremamente tradicional e teve que vir a público desmentir que um determinado sacerdote se dizia iniciado lá. Averigue, veja a verdade.
As consultas e trabalhos são gravados? E gravados como? Na gravação diz que o trabalho é para você e cita seu nome completo na gravação? O sacerdote repete os seus pedidos na gravação? Acredite, já recebemos clientes que foram enganados por outros “””sacerdotes””” que existem por aí que mandavam os mesmos vídeos para dezenas de pessoas como se fossem trabalhos diferentes, mas eram os mesmos.
Com esses três detalhes você já terá mais condições de contratar um trabalho  a distância e, assim, ficar seguro.
Copyrights © IsBobba - 2016. Todos direitos reservados.
Este site da web não é de propriedade ou operado pela Sulake Corporation Oy e não é parte do Habbo Hotel®.
Desenvolvido por Marco Cuel (Bromarks)