Últimas notícias

Compartilhe

Facebook

Twitter

Link-nos

Parceiros

Publicidade

Mostrando postagens com marcador Mediunidade. Mostrar todas as postagens
Conectados No Axe
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017 às 17:17
0
Resultado de imagem para yawo

Vendo na internet muitas pessoas criticando certos costumes dos Yawos em alguns grupos do Facebook e em outras redes sociais decidi escreve sobre .

Como digo sempre cada casa tem seu asé , mas acontece que o Yawo entra no seu ilê 'asé ' , e segue as regras daquela casa , e acha que está fazendo o certo "estou falando de absurdos" porque cada casa tem sua regra e nunca vão bater.

Então vim escreve como era as regras básicas dos Yawos.



Comportamento do bom Yawo.

1º Querido (a) Yawo quando você chegar no barracão não chegue nu , porque tem assentamentos na porteira, shorts e camisetas são para ir a praia e festas  não ir para o barracão. Barracão e um local sagrado , você entra numa igreja de shortinho e biquíni ? você entra ? .
Mais então entra no barracão com o seu velho e bom pano da costa de algodão , cabe-se os Yawos usarem tecido de algodão de lese , dizem que rechilieu e para quem tomou 7 anos se você e Yawo e esta usando rechilieu , quando tiver 7 anos você estará usando o que ouro em pó . Que bom que você pode , mas vamos fazer direito coloque o seu bom e velho pano da costa de algodão.
E ainda tem aquilo se meu filho tem dinheiro e ele pode compra que bom , não vou comentar sobre isso .
depois que amarar o pano da costa vai na cozinha toma sua água e não para para falar com ninguém e nem para colocar sua fofoca em dia . uma pergunta gente barracão e lugar de fazer fofoca ? é né hoje em dia é . Acho que meu texto muita gente não vai gostar mas sinceramente se agente estivesse lá e fosse capaz de ver seu orixá você diria o que você diz ? você colocaria a fofoca em dia ?
claro que não você teria um comportamento perfeito né porque seu orixá esta vendo.
Mais ai eu lhe pergunto quem disse que seu orixá não está lhe vendo ?
ele só esta la no seu iba ?
caro Yawo seu orixá esta com você 24h por dia.

Resultado de imagem para yawo

Cada um vai bater cabeça nos seus fundamentos , toma-se a benção de todos os irmão , mas sempre tem aquele irmão que você não gosta né ?
mas a benção quem da e o orixá não e o vivente você sabia ?
então se você não trocar a benção com seu irmão por causa de fofoca porque ouve tititi e arere , você está dando as costa para o orixá daquele irmão , então viu né troca a benção com todos os irmãos , viu Yawo deixa as fofocas e as briguinhas pro lado de fora do barracão.





Conectados No Axe segunda-feira, 2 de janeiro de 2017 às 17:17 , 0 Editar
Resultado de imagem para yawo

Vendo na internet muitas pessoas criticando certos costumes dos Yawos em alguns grupos do Facebook e em outras redes sociais decidi escreve sobre .

Como digo sempre cada casa tem seu asé , mas acontece que o Yawo entra no seu ilê 'asé ' , e segue as regras daquela casa , e acha que está fazendo o certo "estou falando de absurdos" porque cada casa tem sua regra e nunca vão bater.

Então vim escreve como era as regras básicas dos Yawos.



Comportamento do bom Yawo.

1º Querido (a) Yawo quando você chegar no barracão não chegue nu , porque tem assentamentos na porteira, shorts e camisetas são para ir a praia e festas  não ir para o barracão. Barracão e um local sagrado , você entra numa igreja de shortinho e biquíni ? você entra ? .
Mais então entra no barracão com o seu velho e bom pano da costa de algodão , cabe-se os Yawos usarem tecido de algodão de lese , dizem que rechilieu e para quem tomou 7 anos se você e Yawo e esta usando rechilieu , quando tiver 7 anos você estará usando o que ouro em pó . Que bom que você pode , mas vamos fazer direito coloque o seu bom e velho pano da costa de algodão.
E ainda tem aquilo se meu filho tem dinheiro e ele pode compra que bom , não vou comentar sobre isso .
depois que amarar o pano da costa vai na cozinha toma sua água e não para para falar com ninguém e nem para colocar sua fofoca em dia . uma pergunta gente barracão e lugar de fazer fofoca ? é né hoje em dia é . Acho que meu texto muita gente não vai gostar mas sinceramente se agente estivesse lá e fosse capaz de ver seu orixá você diria o que você diz ? você colocaria a fofoca em dia ?
claro que não você teria um comportamento perfeito né porque seu orixá esta vendo.
Mais ai eu lhe pergunto quem disse que seu orixá não está lhe vendo ?
ele só esta la no seu iba ?
caro Yawo seu orixá esta com você 24h por dia.

Resultado de imagem para yawo

Cada um vai bater cabeça nos seus fundamentos , toma-se a benção de todos os irmão , mas sempre tem aquele irmão que você não gosta né ?
mas a benção quem da e o orixá não e o vivente você sabia ?
então se você não trocar a benção com seu irmão por causa de fofoca porque ouve tititi e arere , você está dando as costa para o orixá daquele irmão , então viu né troca a benção com todos os irmãos , viu Yawo deixa as fofocas e as briguinhas pro lado de fora do barracão.





Conectados No Axe
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016 às 19:53
0
Resultado de imagem para jogo de obi
” Sim “, não precisa ser iniciado para utilizar o Jogo de Obi. Mas dependendo de como você vai utilizar, a resposta pode ser ” Não “.

Muitas coisas devem ser consideradas. O Jogo de Obi não é tão simples quanto parece.
Primeiro, para utilizar, você deve conhecer os fundamentos dessa forma de divinação. Saiba que o Jogo de Obi vai lhe colcocar numa comunicação direta com o Orixá.
Então,… que tipo de Obi é utilizado?… quais as caidas ( o que elas estão dizendo )?… quais os procedimentos a serem feitos de acordo com a caída?…
… e muitos outros detalhes, que eu não vou colocar aqui nesse artigo.
Esclarecendo melhor: a resposta é “Sim”, quando a pessoa vai usar para si mesmo, pois já possui denro de si o Axé necessário para isso.
Agora, se for paa jogar Obi pra outra pessoa, a resposta é ” Não “.
Porque ao consultar para outra pessoa, você está com a vida daquela pessoa em suas mãos. E para isso, deve-se estar muito bem preparado, seguro, além de ter um conhecimento profundo do Jogo.
Jogar para outra pessoa é muita responsabilidade. Se não tem o preparo sufuciente, Tanto você, quanto a pessoa para quem está jogando, estarão em risco. Não faça isso!Não cometa esse erro!

Deixe essa responsabilidade para Zeladores que estão preparados e sabem como fazer.

Conectados No Axe quarta-feira, 14 de dezembro de 2016 às 19:53 , 0 Editar
Resultado de imagem para jogo de obi
” Sim “, não precisa ser iniciado para utilizar o Jogo de Obi. Mas dependendo de como você vai utilizar, a resposta pode ser ” Não “.

Muitas coisas devem ser consideradas. O Jogo de Obi não é tão simples quanto parece.
Primeiro, para utilizar, você deve conhecer os fundamentos dessa forma de divinação. Saiba que o Jogo de Obi vai lhe colcocar numa comunicação direta com o Orixá.
Então,… que tipo de Obi é utilizado?… quais as caidas ( o que elas estão dizendo )?… quais os procedimentos a serem feitos de acordo com a caída?…
… e muitos outros detalhes, que eu não vou colocar aqui nesse artigo.
Esclarecendo melhor: a resposta é “Sim”, quando a pessoa vai usar para si mesmo, pois já possui denro de si o Axé necessário para isso.
Agora, se for paa jogar Obi pra outra pessoa, a resposta é ” Não “.
Porque ao consultar para outra pessoa, você está com a vida daquela pessoa em suas mãos. E para isso, deve-se estar muito bem preparado, seguro, além de ter um conhecimento profundo do Jogo.
Jogar para outra pessoa é muita responsabilidade. Se não tem o preparo sufuciente, Tanto você, quanto a pessoa para quem está jogando, estarão em risco. Não faça isso!Não cometa esse erro!

Deixe essa responsabilidade para Zeladores que estão preparados e sabem como fazer.

Conectados No Axe
sábado, 3 de dezembro de 2016 às 02:48
0


Algo que sempre me chamou a atenção desde o primeiro dia que adentrei num quarto de santo e pude ver as “famosas pedrinhas”, eram seus acompanhamentos, as armas e ferramentas de cada Orixá. Confesso que me despertaram uma curiosidade ímpar. Eu sempre ao longo de minha trajetória dentro da religião, me acostumei a sempre de longe, olhas os assentamentos dos Ocutás e as ferramentas de todos os Orixás, que acompanham nossos Ocutás.
Achei tão interessante a temática, que coincidentemente, nessa semana, recebi um e-mail que as ordenavam focadas a cada Orixá, suas qualidades e suas classes. Compartilho esse e-mail conforme abaixo segue.


BARÁ ( Elegba )
Lança, Rebenque, Foice, Corrente, Ponteira, Tridente, Gadanho,
Chave, Xaivá, Cadeado, Canivete, Sineta, Cachimbo de Barro ou de
Taquara, Moedas, Búzios. BARÁ ( Lodê )
Corrente, Porrete de Cambuí, Xaivá, Gadanho, Chave, Cadeado,
Ponteira, Canivete, Cachimbo de Barro ou de Taquara, Foice, Sineta,
Moedas, Búzios.BARÁ ( Lanã, Adague, Agelú )
Corrente, Foice, Chave, Cadeado, Ponteira, Porrete de Cambuí,
Sineta, Canivete, Moedas, Búzios.



OGUM ( Avagã )
Cobra feita de Aço, Lança feita de Aço, Bigorna, Malho, Martelo,
Tenaz, Alicate, Ferradura, 07 Cravos de Ferradura, Ponteira, Prego,
Capacete, Foice, Trilho de Trem, Xaivá, Lima, Espora, Escudo,
Troques, Parafuso com Porca, Dobradiça, Pá, Enxada, Moedas, Búzios,
Espada.



OGUM ( Onira, Olobedé, Adiolá )
Cobra feita de Aço, Lança feita de Aço, Espada, Bigorna, Malho, Pá,
Martelo, Alicate, Tenaz, Ferradura, 07 Cravos de Ferradura, Prego,
Ponteira, Lima, Capacete, Xaivá, Espora, Troquês, Parafuso com
Porca, Dobradiça, Marreta, Enxada, Moedas, Búzios.



IANSÃ ( Oiá Timboá, Oiá Dirã )
Espada, Aliança ( um par ), Raio de 02 ou 04 Segmentos, Punhal,
Taça, Coração, Leque de Penas, Vassoura de Crina de Cavalo, Cálice,
Espelho, Pente, Espada feita em Raio, Relho feito de Crina de
cavalo, Rebenque de 03 Pernas, Moedas, Búzios.



IANSÂ ( Oiá, Iansã )
Espada, Cálice, Taça, Espelho, Pente, Alianças ( um par ), Coração,
Raio de 02 ou 04 segmentos, Espada feita em Raio, Relho de Crina de
Cavalo, Leque de Penas, Moedas, Búzios.



XANGÔ ( Agandjú Ibeje )
Brinquedos em geral, Mobília para Criança brincar, Um Vulto (
boneco ) Masculino de madeira, Mamadeira, Chocalho,Bonecas,
Bichinhos, Estrela de 06 pontas, Pedras de Fogo, Raio de 03
Segmentos, Moedas, Búzios.



XANGÔ ( Agandjú, Agodô )
Espada, Balança, Livro, Tinteiro, Pilão com mão de pilão, Punhal,
Enxó ( Machado de Garela ), Raio de 03 segmentos, Estrela de 06
pontas, Pedra de Fogo, Uma Pena de escrever ( Caneta ou Lápis ),
Machado de 02 Lados, Moedas, Búzios.



ODÉ
Arco e Flecha, Um Vulto ( Boneco ) Masculino de Madeira, Espingarda,
Faca do Mato, Funda, Bodoque, Tacape, Machado
( Simples ), Lança, Moedas, Búzios.



OTIM
Arco e Flecha,Um Vulto ( Boneco ) Feminino de Madeira, Espingarda,
Faca do Mato, Funda, Bodoque, Tacape, Machado
( Simples ), Lança, Moedas, Búzios.



OBÁ
Rolimã, Navalha, Orelha, Espada, Roda de Madeira, moedas, Búzios.



OSSANHA
Um Pé de Madeira, Um Vulto ( Boneco ) Masculino de Madeira e com uma
Perna só, Um Par de Muletas, Tesoura, Agulha, Linha de Cozer,
Figueira de Ossanha de Metal com Búzios, Corrente feito de Cobre com
todos os Fetiches de Ossanha, Bisturi, Plaina, Esquadro, Compasso,
Serrote, Prego, Martelo, Formão, Arco e Púa, Pinça, Faca, Enxada, Pá
de Corte, Pá de Concha, Ancinho ( Rastilho ), Facão, Lima,
Grossa, Cachimbo de Madeira, Moedas, Búzios.



XAPANÃ ( Jubeteí, Belujá, Sapatá )
Vassoura, Cachimbo, Gadanho, Relho de crina de Cavalo, Revólver,
Chicote, Moedas, Búzios.



OXUM ( Epandá Ibeje )
Brinquedos em geral, Mobília para Criança Brincar, Um Vulto (
Boneco ) Feminino de Madeira, Mamadeira, Chocalho, Bonecas,
Bichinhos, Pente, Espelho, Brinco, Leque de Ouro ( Dourado ou de
Latão ), Corrente de Ouro ( Dourada ou de Latão ), Bracelete de Ouro
( Dourado ou de Latão ), Moedas de Ouro ( Dourado ou de Latão ),
Peneira, Espada, Punhal, Lua Crescente, Coração de Ouro ( Dourado ou
de Latão ), Estrela, Peixe, Caramujo, Sol de Ouro ( Dourado ou de
Latão ), Anel com Pedra Vermelha ( Rubí ), Moedas, Búzios.



OXUM ( Epandá, Ademun, Olobá, Adocô )
Espelho, Pente, Coração de Ouro ( Dourado ou de Latão ), Caramujo,
Peixe, Estrela, Lua Crescente, Sol de Ouro ( Dourado ou de Latão ),
Punhal, Espada, Peneira, Brinco, Moedas de Ouro ( Dourado ou de
Latão ), Bracelete de Ouro ( Dourado ou de Latão ), Corrente de Ouro
( Dourado ou de Latão ), Leque de Ouro (Dourado ou de Latão ),
Moedas, Búzios.


Epandá: As ferramentas e armas acrescidas de um anel com pedra
vermelha ( Rubi ).
Ademun: As ferramentas e armas acrescidas de um anel com pedra
amarela ( Topázio ).
Olobá: As ferramentas e armas acrescidas de um anel com pedra
amarela ( Topázio ).
Adocô: As ferramentas e armas acrescidas de um anel com pedra branca
( Brilhante ).



IEMANJÁ ( Bocí, Bomi, Nanã Borocum )
Âncora, Leme, Navio, Jóias de Prata, Caramujo, Peixe, Cavalo-
Marinho, Estrela-Marinha, Espada, Meia Lua, Comêta, Remo, Pérola,
Concha, Macassite de Prata, Concha Madrepérola, Moedas, Búzios.


OXALÁ ( Obocum, Olocum, Dacum, Jobocum )
Bastão, Jóias de Prata, Caramujo, Sabre, Estrela de 8 pontas,
Espada, Pilão de Madeira, Pomba de Metal ou Prata, Sol, Moedas,
Búzios.



OXALÁ ( Oromilaia )
As ferramentas e armas de Oxalá, acrescidas de um par de olhos de
vidro.


As ferramentas e as armas dos Orixás devem acompanhar o Acutá do
Orixá no momento em que o Babalorixá ou Yalorixá começar a fazer a
primeira feitura para a preparação de assentamento de Orixás,
devendo também, estarem sempre juntas ao Orixá mesmo depois de
assentado, durante toda a vida do futuro Babalorixá ouYalorixá.
Conectados No Axe sábado, 3 de dezembro de 2016 às 02:48 , , 0 Editar


Algo que sempre me chamou a atenção desde o primeiro dia que adentrei num quarto de santo e pude ver as “famosas pedrinhas”, eram seus acompanhamentos, as armas e ferramentas de cada Orixá. Confesso que me despertaram uma curiosidade ímpar. Eu sempre ao longo de minha trajetória dentro da religião, me acostumei a sempre de longe, olhas os assentamentos dos Ocutás e as ferramentas de todos os Orixás, que acompanham nossos Ocutás.
Achei tão interessante a temática, que coincidentemente, nessa semana, recebi um e-mail que as ordenavam focadas a cada Orixá, suas qualidades e suas classes. Compartilho esse e-mail conforme abaixo segue.


BARÁ ( Elegba )
Lança, Rebenque, Foice, Corrente, Ponteira, Tridente, Gadanho,
Chave, Xaivá, Cadeado, Canivete, Sineta, Cachimbo de Barro ou de
Taquara, Moedas, Búzios. BARÁ ( Lodê )
Corrente, Porrete de Cambuí, Xaivá, Gadanho, Chave, Cadeado,
Ponteira, Canivete, Cachimbo de Barro ou de Taquara, Foice, Sineta,
Moedas, Búzios.BARÁ ( Lanã, Adague, Agelú )
Corrente, Foice, Chave, Cadeado, Ponteira, Porrete de Cambuí,
Sineta, Canivete, Moedas, Búzios.



OGUM ( Avagã )
Cobra feita de Aço, Lança feita de Aço, Bigorna, Malho, Martelo,
Tenaz, Alicate, Ferradura, 07 Cravos de Ferradura, Ponteira, Prego,
Capacete, Foice, Trilho de Trem, Xaivá, Lima, Espora, Escudo,
Troques, Parafuso com Porca, Dobradiça, Pá, Enxada, Moedas, Búzios,
Espada.



OGUM ( Onira, Olobedé, Adiolá )
Cobra feita de Aço, Lança feita de Aço, Espada, Bigorna, Malho, Pá,
Martelo, Alicate, Tenaz, Ferradura, 07 Cravos de Ferradura, Prego,
Ponteira, Lima, Capacete, Xaivá, Espora, Troquês, Parafuso com
Porca, Dobradiça, Marreta, Enxada, Moedas, Búzios.



IANSÃ ( Oiá Timboá, Oiá Dirã )
Espada, Aliança ( um par ), Raio de 02 ou 04 Segmentos, Punhal,
Taça, Coração, Leque de Penas, Vassoura de Crina de Cavalo, Cálice,
Espelho, Pente, Espada feita em Raio, Relho feito de Crina de
cavalo, Rebenque de 03 Pernas, Moedas, Búzios.



IANSÂ ( Oiá, Iansã )
Espada, Cálice, Taça, Espelho, Pente, Alianças ( um par ), Coração,
Raio de 02 ou 04 segmentos, Espada feita em Raio, Relho de Crina de
Cavalo, Leque de Penas, Moedas, Búzios.



XANGÔ ( Agandjú Ibeje )
Brinquedos em geral, Mobília para Criança brincar, Um Vulto (
boneco ) Masculino de madeira, Mamadeira, Chocalho,Bonecas,
Bichinhos, Estrela de 06 pontas, Pedras de Fogo, Raio de 03
Segmentos, Moedas, Búzios.



XANGÔ ( Agandjú, Agodô )
Espada, Balança, Livro, Tinteiro, Pilão com mão de pilão, Punhal,
Enxó ( Machado de Garela ), Raio de 03 segmentos, Estrela de 06
pontas, Pedra de Fogo, Uma Pena de escrever ( Caneta ou Lápis ),
Machado de 02 Lados, Moedas, Búzios.



ODÉ
Arco e Flecha, Um Vulto ( Boneco ) Masculino de Madeira, Espingarda,
Faca do Mato, Funda, Bodoque, Tacape, Machado
( Simples ), Lança, Moedas, Búzios.



OTIM
Arco e Flecha,Um Vulto ( Boneco ) Feminino de Madeira, Espingarda,
Faca do Mato, Funda, Bodoque, Tacape, Machado
( Simples ), Lança, Moedas, Búzios.



OBÁ
Rolimã, Navalha, Orelha, Espada, Roda de Madeira, moedas, Búzios.



OSSANHA
Um Pé de Madeira, Um Vulto ( Boneco ) Masculino de Madeira e com uma
Perna só, Um Par de Muletas, Tesoura, Agulha, Linha de Cozer,
Figueira de Ossanha de Metal com Búzios, Corrente feito de Cobre com
todos os Fetiches de Ossanha, Bisturi, Plaina, Esquadro, Compasso,
Serrote, Prego, Martelo, Formão, Arco e Púa, Pinça, Faca, Enxada, Pá
de Corte, Pá de Concha, Ancinho ( Rastilho ), Facão, Lima,
Grossa, Cachimbo de Madeira, Moedas, Búzios.



XAPANÃ ( Jubeteí, Belujá, Sapatá )
Vassoura, Cachimbo, Gadanho, Relho de crina de Cavalo, Revólver,
Chicote, Moedas, Búzios.



OXUM ( Epandá Ibeje )
Brinquedos em geral, Mobília para Criança Brincar, Um Vulto (
Boneco ) Feminino de Madeira, Mamadeira, Chocalho, Bonecas,
Bichinhos, Pente, Espelho, Brinco, Leque de Ouro ( Dourado ou de
Latão ), Corrente de Ouro ( Dourada ou de Latão ), Bracelete de Ouro
( Dourado ou de Latão ), Moedas de Ouro ( Dourado ou de Latão ),
Peneira, Espada, Punhal, Lua Crescente, Coração de Ouro ( Dourado ou
de Latão ), Estrela, Peixe, Caramujo, Sol de Ouro ( Dourado ou de
Latão ), Anel com Pedra Vermelha ( Rubí ), Moedas, Búzios.



OXUM ( Epandá, Ademun, Olobá, Adocô )
Espelho, Pente, Coração de Ouro ( Dourado ou de Latão ), Caramujo,
Peixe, Estrela, Lua Crescente, Sol de Ouro ( Dourado ou de Latão ),
Punhal, Espada, Peneira, Brinco, Moedas de Ouro ( Dourado ou de
Latão ), Bracelete de Ouro ( Dourado ou de Latão ), Corrente de Ouro
( Dourado ou de Latão ), Leque de Ouro (Dourado ou de Latão ),
Moedas, Búzios.


Epandá: As ferramentas e armas acrescidas de um anel com pedra
vermelha ( Rubi ).
Ademun: As ferramentas e armas acrescidas de um anel com pedra
amarela ( Topázio ).
Olobá: As ferramentas e armas acrescidas de um anel com pedra
amarela ( Topázio ).
Adocô: As ferramentas e armas acrescidas de um anel com pedra branca
( Brilhante ).



IEMANJÁ ( Bocí, Bomi, Nanã Borocum )
Âncora, Leme, Navio, Jóias de Prata, Caramujo, Peixe, Cavalo-
Marinho, Estrela-Marinha, Espada, Meia Lua, Comêta, Remo, Pérola,
Concha, Macassite de Prata, Concha Madrepérola, Moedas, Búzios.


OXALÁ ( Obocum, Olocum, Dacum, Jobocum )
Bastão, Jóias de Prata, Caramujo, Sabre, Estrela de 8 pontas,
Espada, Pilão de Madeira, Pomba de Metal ou Prata, Sol, Moedas,
Búzios.



OXALÁ ( Oromilaia )
As ferramentas e armas de Oxalá, acrescidas de um par de olhos de
vidro.


As ferramentas e as armas dos Orixás devem acompanhar o Acutá do
Orixá no momento em que o Babalorixá ou Yalorixá começar a fazer a
primeira feitura para a preparação de assentamento de Orixás,
devendo também, estarem sempre juntas ao Orixá mesmo depois de
assentado, durante toda a vida do futuro Babalorixá ouYalorixá.
Conectados No Axe
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016 às 01:53
0

 

4

Exu ele não tinha riquezas, fazendas, rios, profissão, artes e nem missão, Exu vagamundeava pelo mundo sem paradeiro . Então um dia Exu passou ir na casa de Oxalá  todos os dias. Lá  Exu se distraia vendo o velho fabricar seres humanos , muitos vinha visitar Oxalá mas ali ficavam poucos , uns 3 dias outros 11 e nada aprendiam. Traziam oferendas, viam o velho orixá, apreciavam sua obra e partiam.

Mas Exu ficou na casa de Oxalá por muitos anos, Exu prestava muita atenção na modelagem das mãos, pés, boca, rosto, órgão genital e etc..

Durante muitos anos ficou ajudando Oxalá , Exu não perguntava, Exu observava, Exu prestava o máximo de atenção, Exu aprendeu tudo. Um dia Oxalá pediu a exu para que se posta-se na encruzilhada por onde passavam os que vinha na casa do velho orixá, a ordem era não deixar passar aqueles que não traziam uma oferenda.

Cada vez mais tinha humanos para Oxalá fazer e Oxalá não queria perder tempo recolhendo os presente de todos que lhe ofereciam, Oxalá não tinha tempo para visitas. Exu tinha aprendido tudo agora poderia ajuda Oxalá, Exu coletava os ebós para Oxalá , recebia as oferendas e entregava a Oxalá, e fazia muito bem o seu trabalho então Oxalá decidiu recompensa-lo , então quem avinhe-se a casa de Oxalá teria que pagar alguma coisa a Exu e voltando da casa de Oxalá deveria pagar alguma coisa a Exu.

Exu está sempre lá guardando a casa de Oxalá armado de um ogó poderoso porrete afastava os indesejáveis e punia quem tenta-se burla sua vigilância, Exu trabalhava demais e fez ali sua casa na encruzilhada, ganhou uma redondeza profissão, ganhou seu lugar, sua casa, Exu ficou rico e poderoso.

Ninguém pode mais passar pela encruzilhada, sem reverencia e pagar alguma coisa a Exu. Laroye

Conectados No Axe sexta-feira, 2 de dezembro de 2016 às 01:53 , , , , 0 Editar

 

4

Exu ele não tinha riquezas, fazendas, rios, profissão, artes e nem missão, Exu vagamundeava pelo mundo sem paradeiro . Então um dia Exu passou ir na casa de Oxalá  todos os dias. Lá  Exu se distraia vendo o velho fabricar seres humanos , muitos vinha visitar Oxalá mas ali ficavam poucos , uns 3 dias outros 11 e nada aprendiam. Traziam oferendas, viam o velho orixá, apreciavam sua obra e partiam.

Mas Exu ficou na casa de Oxalá por muitos anos, Exu prestava muita atenção na modelagem das mãos, pés, boca, rosto, órgão genital e etc..

Durante muitos anos ficou ajudando Oxalá , Exu não perguntava, Exu observava, Exu prestava o máximo de atenção, Exu aprendeu tudo. Um dia Oxalá pediu a exu para que se posta-se na encruzilhada por onde passavam os que vinha na casa do velho orixá, a ordem era não deixar passar aqueles que não traziam uma oferenda.

Cada vez mais tinha humanos para Oxalá fazer e Oxalá não queria perder tempo recolhendo os presente de todos que lhe ofereciam, Oxalá não tinha tempo para visitas. Exu tinha aprendido tudo agora poderia ajuda Oxalá, Exu coletava os ebós para Oxalá , recebia as oferendas e entregava a Oxalá, e fazia muito bem o seu trabalho então Oxalá decidiu recompensa-lo , então quem avinhe-se a casa de Oxalá teria que pagar alguma coisa a Exu e voltando da casa de Oxalá deveria pagar alguma coisa a Exu.

Exu está sempre lá guardando a casa de Oxalá armado de um ogó poderoso porrete afastava os indesejáveis e punia quem tenta-se burla sua vigilância, Exu trabalhava demais e fez ali sua casa na encruzilhada, ganhou uma redondeza profissão, ganhou seu lugar, sua casa, Exu ficou rico e poderoso.

Ninguém pode mais passar pela encruzilhada, sem reverencia e pagar alguma coisa a Exu. Laroye

Conectados No Axe
quinta-feira, 10 de novembro de 2016 às 04:57
0

Resultado de imagem para sacrificio umbanda


A IMPORTÂNCIA DO SACRIFÍCIO NA LITURGIA RELIGIOSA AFRO-BRASILEIRA
Imolação de animais consiste em uma prática corriqueira nas religiões
afro-brasileiras.
Basicamente, são imolados animais chamados de “dois pés” (aves como pombas e galináceos) e de “quatro pés” (ovinos, suínos, bovinos e caprinos).

DIREITO LITÚRGICO, DIREITO LEGAL:
Desses animais possui um investimento simbólico e litúrgico imprescindível
para a teogonia e liturgias próprias do contexto religioso afro-brasileiro.
Dado que as religiões afro-brasileiras são religiões de iniciação, e não de conversão, a imolação de animais é parte integrante desse processo e serve também para realizar uma comunicação e troca de benefícios religiosos entre os adeptos e as entidades (serviços e “trabalhos”,oferendas e agradecimentos, etc), sempre obedecendo a regras específicas e sofisticadas, ditadas pela tradição e marcantes nesses rituais. Somado ao transe possessivo, o sacrifício de animais consiste em um dos pilares destas religiões (Goldman, 1984). Não obstante, o sacrifício deve sempre ser reconhecido enquanto um fenômeno social que mobiliza diferentes atores com fins específicos, social e legitimamente construído. As trocas simbólicas advindas desse fenômeno são parte integrante do código de sentido oferecido
por tais religiões para seus adeptos.
Nas imolações realizadas nas religiões afro-brasileiras, o destino mais peculiar da carne do animal consiste na alimentação, que também pode ser percebida como parte do ritual. Não por acaso se utiliza o termo ioruba ebó para se referir ao sacrifício, expressão que pode
ser traduzida por “comida” ou “comer”. A transformação do animal sacrificado em alimento também agrega uma dinâmica maior de solidariedade entre os atores envolvidos no ritual, pois todos podem usufruir o banquete, mesmo que levem um pedaço da carne para casa. Na visão de diversos adeptos, este ato permite que se espalhe o axé (uma espécie de energia, que pode ser traduzida em termos maussonianos de mana) para muitos lugares e entre várias pessoas.
A cozinha é em um lugar sagrado, portanto a entrada e restrita, apenas as Agbas e suas auxiliares tem permissão. Na cozinha e preparado as carnes dos animais sacrificados e os alimentos que irão acompanhar o banquete.
Nesses rituais, existem animais específicos para serem imolados para orixás específicos e por motivos específicos. Até hoje, são rituais marcados por uma aura de mistério, pois dificilmente um terreiro os realiza de forma pública, e aqueles que eventualmente assim o fazem, raramente deixam não iniciados presenciarem todos os eventos do ritual.
O sangue (Ejé) é um elemento crucial e a ele são atribuídos diversos sentidos. Quanto mais sangue, mais sagrado é o ritual, e existem diversos rituais de iniciação, até o ritual final de “aprontamento”. O bori é um dos primeiros. Este presenciado, em particular, permitiria que os filhos-de-santo se “purificassem” o suficiente para começar a “trabalhar” no terreiro, , Goiânia, v. 5, n. 1, p. 129-147, jan./jun. 2007 132 incorporados de suas entidades. Seus corpos e sua mente estariam prontos para “trabalho” tão sagrado: o volume de sangue e outros materiais presentes no sacrifício é expressivo; desta forma, os deuses são constrangidos, obrigatoriamente, a responder ao apelo feito pelos homens, a estabelecer a referida relação de comunicação. Os deuses são ‘forçados a comer... é a sua carne’, ou seja, é a parte que lhes cabe neste repasto divino/ profano (ÁVILA, 2006, p. 22). Tal aspecto estabelece, inclusive, uma dinâmica de dádiva entre deuses e humanos (MAUSS, 1988).
Agamben (2002), claramente inspirado em Dürkheim, apontou para a “teoria da ambigüidade e da ambivalência do sacro”. No respeito religioso existe algo de horror e de temor, e o próprio sagrado pode se referir a coisas fastas e a coisas nefastas, e ele próprio oscila entre estas duas categorias: “a vida insacrificável e, todavia, matável, é a vida sacra” (AGAMBEN, 2002, p. 91). Assim, a vida animal em si não é sagrada. Por mais que alguns discursos proclamem que o animal é sagrado porque já se encontrava em ligação com os deuses ou coisa que o valha, o que é sagrado de fato é o ritual que dispõe desta vida animal. O que investe o animal de sacralidade é o ritual. Sua carne só adquire mana (ou axé), por causa dele, do contrário qualquer carne animal seria sagrada. A vida insacrificável é a do ser humano. Esta sim é matável, já que sacrificar é absolutamente diferente de matar. Os investimentos simbólicos atribuídos a ambas as ações são de naturezas distintas. Por isso, direito e sacrifício correspondem a instâncias de difícil aproximação. Nos rituais de sacrifício afro-religiosos, a vítima animal tem a clara função de servir como mediadora entre o mundo daqui e o mundo espiritual, ou seja, cumprindo uma função sagrada. Sem embargo, sagrados são também o sacerdote sacrificador, o lugar do sacrifício e os instrumentos utilizados para este fim. Não por acaso, no discurso de diversos religiosos afro-gaúchos, o sacrifício não é tomado como tal, mas sim como uma sacralização (ÁVILA, 2006), mesmo porque estas pessoas devem conceber instrumentos simbólicos e discursivos para lidar com o preconceito e com a perseguição social a seus credos e liturgias, percebidos em rótulos que recebem do tipo “sacrificadores de animais”.

A Constituição da Brasileira garante a liberdade religiosa como direito e garantia fundamental, positivando o principio em seu art. 5º, VI. O texto constitucional também protege a manifestação da cultura afro-brasileira, indígena e popular no art. 215 §1º. Por outro lado, a Carta Magna protege a fauna e a flora vedando às práticas que submetam os animais a crueldade (art. 225 §1,VII). Então devemos estar atentos aos nos direitos e deveres.
 No Candomblé não tiramos uma vida simplesmente, a imolação e um ato sagrado e um sacrifício (sacro-oficio), através da imolação alimentamos a energia dos Orisas e de nossos Ancestrais, aliviamos assim o nosso carma e o Axé contido na carne nos alimenta, a nossos irmãos e amigos.
Na iniciação deixamos para trás através de rituais e Ebòs nossa vida mundana cheia de cobranças e defeitos e renascemos para o Sagrado e puro, por isso a imolação e necessária para termos essa energia pura dos animais em troca da nossa morte. Não há iniciação sem a Imolação!
Referências:

AGAMBEN, G. Homo sacer: o poder soberano e a vida nua I. Belo Horizonte: Ed. da UFMG, 2002. AGAMBEN, G. Estado de exceção. São Paulo: Boitempo, 2005. ANDREW, N. Review of the literature on the “state of exception” and the application of this concept to contemporary politics. Disponível em: . Indexado em: 03.03.2005. Acesso em: 23 nov. 2006. ARENDT, H. Entre o futuro e o passado. São Paulo: Perspectiva, 2000. ÁVILA, C. A. de. Apanijé (nós matamos para comer): uma análise sobre o sacrifício de animais nas religiões afro-brasileiras. TCC (Monografia do Bacharelado em Ciências Sociais) – Departamento de Antropologia Social, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2006. DERRIDA, J. Fuerza de ley: el fundamento místico de la autoridad. Madrid: Tecnos, 1997. DURKHEIM, É. O suicídio: estudo sociológico. Rio de Janeiro: J. Zahar, 1982.
Conectados No Axe quinta-feira, 10 de novembro de 2016 às 04:57 , 0 Editar

Resultado de imagem para sacrificio umbanda


A IMPORTÂNCIA DO SACRIFÍCIO NA LITURGIA RELIGIOSA AFRO-BRASILEIRA
Imolação de animais consiste em uma prática corriqueira nas religiões
afro-brasileiras.
Basicamente, são imolados animais chamados de “dois pés” (aves como pombas e galináceos) e de “quatro pés” (ovinos, suínos, bovinos e caprinos).

DIREITO LITÚRGICO, DIREITO LEGAL:
Desses animais possui um investimento simbólico e litúrgico imprescindível
para a teogonia e liturgias próprias do contexto religioso afro-brasileiro.
Dado que as religiões afro-brasileiras são religiões de iniciação, e não de conversão, a imolação de animais é parte integrante desse processo e serve também para realizar uma comunicação e troca de benefícios religiosos entre os adeptos e as entidades (serviços e “trabalhos”,oferendas e agradecimentos, etc), sempre obedecendo a regras específicas e sofisticadas, ditadas pela tradição e marcantes nesses rituais. Somado ao transe possessivo, o sacrifício de animais consiste em um dos pilares destas religiões (Goldman, 1984). Não obstante, o sacrifício deve sempre ser reconhecido enquanto um fenômeno social que mobiliza diferentes atores com fins específicos, social e legitimamente construído. As trocas simbólicas advindas desse fenômeno são parte integrante do código de sentido oferecido
por tais religiões para seus adeptos.
Nas imolações realizadas nas religiões afro-brasileiras, o destino mais peculiar da carne do animal consiste na alimentação, que também pode ser percebida como parte do ritual. Não por acaso se utiliza o termo ioruba ebó para se referir ao sacrifício, expressão que pode
ser traduzida por “comida” ou “comer”. A transformação do animal sacrificado em alimento também agrega uma dinâmica maior de solidariedade entre os atores envolvidos no ritual, pois todos podem usufruir o banquete, mesmo que levem um pedaço da carne para casa. Na visão de diversos adeptos, este ato permite que se espalhe o axé (uma espécie de energia, que pode ser traduzida em termos maussonianos de mana) para muitos lugares e entre várias pessoas.
A cozinha é em um lugar sagrado, portanto a entrada e restrita, apenas as Agbas e suas auxiliares tem permissão. Na cozinha e preparado as carnes dos animais sacrificados e os alimentos que irão acompanhar o banquete.
Nesses rituais, existem animais específicos para serem imolados para orixás específicos e por motivos específicos. Até hoje, são rituais marcados por uma aura de mistério, pois dificilmente um terreiro os realiza de forma pública, e aqueles que eventualmente assim o fazem, raramente deixam não iniciados presenciarem todos os eventos do ritual.
O sangue (Ejé) é um elemento crucial e a ele são atribuídos diversos sentidos. Quanto mais sangue, mais sagrado é o ritual, e existem diversos rituais de iniciação, até o ritual final de “aprontamento”. O bori é um dos primeiros. Este presenciado, em particular, permitiria que os filhos-de-santo se “purificassem” o suficiente para começar a “trabalhar” no terreiro, , Goiânia, v. 5, n. 1, p. 129-147, jan./jun. 2007 132 incorporados de suas entidades. Seus corpos e sua mente estariam prontos para “trabalho” tão sagrado: o volume de sangue e outros materiais presentes no sacrifício é expressivo; desta forma, os deuses são constrangidos, obrigatoriamente, a responder ao apelo feito pelos homens, a estabelecer a referida relação de comunicação. Os deuses são ‘forçados a comer... é a sua carne’, ou seja, é a parte que lhes cabe neste repasto divino/ profano (ÁVILA, 2006, p. 22). Tal aspecto estabelece, inclusive, uma dinâmica de dádiva entre deuses e humanos (MAUSS, 1988).
Agamben (2002), claramente inspirado em Dürkheim, apontou para a “teoria da ambigüidade e da ambivalência do sacro”. No respeito religioso existe algo de horror e de temor, e o próprio sagrado pode se referir a coisas fastas e a coisas nefastas, e ele próprio oscila entre estas duas categorias: “a vida insacrificável e, todavia, matável, é a vida sacra” (AGAMBEN, 2002, p. 91). Assim, a vida animal em si não é sagrada. Por mais que alguns discursos proclamem que o animal é sagrado porque já se encontrava em ligação com os deuses ou coisa que o valha, o que é sagrado de fato é o ritual que dispõe desta vida animal. O que investe o animal de sacralidade é o ritual. Sua carne só adquire mana (ou axé), por causa dele, do contrário qualquer carne animal seria sagrada. A vida insacrificável é a do ser humano. Esta sim é matável, já que sacrificar é absolutamente diferente de matar. Os investimentos simbólicos atribuídos a ambas as ações são de naturezas distintas. Por isso, direito e sacrifício correspondem a instâncias de difícil aproximação. Nos rituais de sacrifício afro-religiosos, a vítima animal tem a clara função de servir como mediadora entre o mundo daqui e o mundo espiritual, ou seja, cumprindo uma função sagrada. Sem embargo, sagrados são também o sacerdote sacrificador, o lugar do sacrifício e os instrumentos utilizados para este fim. Não por acaso, no discurso de diversos religiosos afro-gaúchos, o sacrifício não é tomado como tal, mas sim como uma sacralização (ÁVILA, 2006), mesmo porque estas pessoas devem conceber instrumentos simbólicos e discursivos para lidar com o preconceito e com a perseguição social a seus credos e liturgias, percebidos em rótulos que recebem do tipo “sacrificadores de animais”.

A Constituição da Brasileira garante a liberdade religiosa como direito e garantia fundamental, positivando o principio em seu art. 5º, VI. O texto constitucional também protege a manifestação da cultura afro-brasileira, indígena e popular no art. 215 §1º. Por outro lado, a Carta Magna protege a fauna e a flora vedando às práticas que submetam os animais a crueldade (art. 225 §1,VII). Então devemos estar atentos aos nos direitos e deveres.
 No Candomblé não tiramos uma vida simplesmente, a imolação e um ato sagrado e um sacrifício (sacro-oficio), através da imolação alimentamos a energia dos Orisas e de nossos Ancestrais, aliviamos assim o nosso carma e o Axé contido na carne nos alimenta, a nossos irmãos e amigos.
Na iniciação deixamos para trás através de rituais e Ebòs nossa vida mundana cheia de cobranças e defeitos e renascemos para o Sagrado e puro, por isso a imolação e necessária para termos essa energia pura dos animais em troca da nossa morte. Não há iniciação sem a Imolação!
Referências:

AGAMBEN, G. Homo sacer: o poder soberano e a vida nua I. Belo Horizonte: Ed. da UFMG, 2002. AGAMBEN, G. Estado de exceção. São Paulo: Boitempo, 2005. ANDREW, N. Review of the literature on the “state of exception” and the application of this concept to contemporary politics. Disponível em: . Indexado em: 03.03.2005. Acesso em: 23 nov. 2006. ARENDT, H. Entre o futuro e o passado. São Paulo: Perspectiva, 2000. ÁVILA, C. A. de. Apanijé (nós matamos para comer): uma análise sobre o sacrifício de animais nas religiões afro-brasileiras. TCC (Monografia do Bacharelado em Ciências Sociais) – Departamento de Antropologia Social, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2006. DERRIDA, J. Fuerza de ley: el fundamento místico de la autoridad. Madrid: Tecnos, 1997. DURKHEIM, É. O suicídio: estudo sociológico. Rio de Janeiro: J. Zahar, 1982.
Conectados No Axe
quarta-feira, 9 de novembro de 2016 às 02:55
0

Conhecer a si mesmo: pressuposto básico para a realização pessoal em todos os níveis. Desde sua origem, o ser humano anseia pelo encontro com o Infinito. Essa busca incansável frequentemente provoca verdadeiras batalhas que são travadas no interior do indivíduo, acompanhadas por sentimentos de angústia, ansiedade, inconformismo ou até mesmo de desespero face ao desconhecido ou ao irremediável: as fatalidades e incertezas do amanhã,  ciclo da vida, a morte.
Uma pessoa com mediunidade tem nisso um peso ancestral, nós somos a soma da consciência dos nossos ancestrais, carregamos no nosso DNA a memoria ancestral, e com isso a suas heranças, dividas, sofrimento, alegria e sabedoria e até mesmo suas personalidades, o que defende está tese e o fato de sermos parecidos com nossos pais e avós e eles foram parecidos com seu pais e avós ou seja nós somos parecidos com nossos longínquos ancestrais os Orixas.
Esta ancestralidade e carregada de responsabilidades, contigo e com os seus, tudo o que você faz será herdado por seus descendentes indubitavelmente.
A mediunidade e  escolhida por algumas pessoas no Orum antes de reencarnar, para poder pagar suas dividas karmicas e alcançar um nível maior de evolução através de aprendizados, autoconhecimento, o sacerdócio e ajudando outras pessoas a também evoluírem, pois estamos todos interligados, ou seja, apenas com uma sociedade evoluindo é que também evoluímos.
A iniciação do Orisa se faz necessária pelo fato que sozinhos somos fracos e indefesos as forças maléficas e á pessoas de má índole, então ao iniciarmos no Orisa passamos a nos conectarmos com nossos ancestrais e suas energias, assim ficamos bem mais fortes espiritualmente e passamos a contar com a proteção, ajuda e ensinamentos daquele Orisa.
Quando uma pessoa assume no Orun a missão mediúnica e a de cumprir seu Karma mais ao reencarnar não a cumpre por diversos motivos ela se torna vulnerável e suscetível a energias negativas que irão tirá-la do seu destino lhe causando sofrimento, doenças, dissabores amorosos, infertilidade, maus negócios, solidão, ou seja, todo tipo de malefícios.
Nós do Candomblé não acreditamos no sofrimento e na caridade como forma de evolução espiritual, pois não somos criados para sofrer e sim aprender e evoluir são conceitos diferentes, o sofrimento e causado ou por algum erro que você cometeu, ou por alguma divida com ancestrais, ou por forças externas (feitiço ou espíritos obsessor) nunca impostas por seu Orisa, ou seu Ori ou Olodumaré.

Todo o processo de Iniciação se destina à criação de ambiente propício a tão sonhada evolução e encontro as respostas. A história da humanidade espelha essa incansável busca de respostas aos enigmas da vida: Quem sou eu? De onde venho? Para onde vou? A felicidade é perseguida por todos, sendo muitas vezes um desejo alimentado pela incerteza. E o ser humano continua a colocar a própria felicidade longe de si mesmo, em circunstâncias exteriores: dinheiro, posição, poder, fama, ou na dependência de outras pessoas: “Se ele – ou ela – me amar, serei feliz”. Há milhares de anos, o nativo do continente africano já tinha os mesmos anseios: conhecer o seu Deus, os mistérios do Universo, a origem da Vida. Olodumarê (o Criador), em sua Graça e Poder infinitos, permitiu-lhes conhecer a sabedoria do IFA (a revelação): a Criação do Universo e dos seres humanos, os princípios que regulam as relações entre Ilú Aiyé (a Terra) o Orún (mundo espiritual) e o conhecimento dos Orixás, divindades intermediárias entre Deus (Olodumarê) e os homens.
Desenvolveram-se rituais iniciáticos para os mistérios dos Orixás, como forma de realizar o sagrado em si mesmo, ou seja, permitir que o Deus Interior, na figura de um ancestral divino, desperte em cada indivíduo e estabeleça a ponte com o Cosmos, tão necessária à realização pessoal, tornando-o assim capaz de fazer escolhas mais acertadas e consequentes em relação à vida e aos semelhantes, na construção da própria felicidade. A compreensão clara de que o destino é uma possibilidade e não uma fatalidade é a base dessa realização. O conhecimento das forças que regem o Universo e a Vida nas suas mais variadas formas e meios de manifestação, bem como dos princípios que regulam essa interação é o caminho da Iniciação. Depois da primeira parte deste tema, continuo agora com um pouco mais de informação sobre a Iniciação no Candomblé.
Brevemente, ainda voltando a este tema irei expor alguns detalhes importantes que completarão esta informação, e que certamente propiciarão um conhecimento mais profundo deste momento tão importante na vida de cada um que decide abraçar o Candomblé como sua Religião.
Uma iniciação serve para proporcionar ao iniciado uma consciência maior de si e do mundo. Iniciar é nada mais, nada menos do que despertar o poder, que habita o seu interior. Despertar esse poder, para favorecer a compreensão de si e das coisas a sua volta. O fim dos problemas, das limitações e/ou das dificuldades ocorrem a partir do momento que este poder é despertado, trabalhado e cultivado dia após dias. É essa compreensão de quem somos e do que podemos fazer nesse mundo, que possibilita a gente mergulhar com mais profundidade sobre nós mesmos e as coisas a nossa volta.A iniciação torna possível uma renuncia ao que é velho em nós, nos dá forças para fazermos escolhas saudáveis frente a vida. É essa expansão da consciência que torna propicio o encontro com a sabedoria e a prática do bom caráter. É essa dedicação cotidiana ao orixá, que torna possível a materialização dos nossos desejos reais.
A iniciação deve contribuir, sobretudo para um realinhamento da própria vida, para o encontro verdadeiro com aquilo que somos. Essas mudanças devem ser interna e externa, afinal, é o despertar desse poder, que possibilitará o enfrentamento e a eliminação dos problemas do dia-a-dia. A crença de que as forças de luz e de escuridão se interagem permitindo o equilíbrio, torna possível o entendimento de qual é o lugar dessa energia. A expansão da mesma no universo em nossa volta, é quem transforma e ocasiona o acontecimento daquilo que desejamos.


Fazer santo: Quem, Quando e Como?

O momento do “chamado” é diferente para cada pessoa. Para alguns, uma doença difícil de ser curada, para outros, as dificuldades do próprio caminho; outros ainda buscam fugir às religiões tradicionais por concluírem que muitas delas estão tão voltadas para o dia a dia dos homens e para os seus interesses imediatos que acabam por fugir à sua real finalidade: promover o encontro do ser com os seus ancestrais e a Divindade ampará-lo em suas dificuldades espirituais e consequentemente, também os materiais. Alguns ainda são provenientes de outras religiões ou filosofias espiritualistas; finalmente, existem aqueles que simplesmente são tocados pelo Orisá, fundo na própria alma.
 
A iniciação (feitura) propriamente dita acontece num período de reclusão que varia entre sete a dezessete dias (embora alguns lugares adotem 21). Essa reclusão (recolhimento) ocorre nos Templos Religiosos conhecidos como Casas de Candomblé, em aposentos próprios para tal finalidade chamados de (Ronco). Esse período é comparável à gestação na barriga da mãe; nesse aspecto, o aposento sagrado representa o ventre da própria mãe natureza. O neófito aprende os mistérios básicos das divindades e da Criação; os costumes da comunidade e os princípios que regulam as relações da família religiosa (hierarquia sacerdotal); as formas adequadas de comportamento nas cerimônias públicas e restritas. Conhecimentos acerca de seu próprio Orixá são-lhe ministrados: a maneira adequada de cultuá-lo, as suas proibições (ewò), as virtudes que deverão ser cultivadas e os vícios que deverão ser evitados para atrair influências benéficas e uma relação harmoniosa com a divindade pessoal.
O que pode mudar na vida do Iniciado?

O Destino é dado a cada ser na forma de possibilidade, nunca como fatalidade. Desse modo, quem antes de voltar ao mundo escolheu, por exemplo, ser médico, ao renascer na Terra encontrará no seu caminho situações que o direcionem para essa profissão. Entretanto, isto não quer dizer que necessariamente venha a exercer a medicina. Ele pode a qualquer tempo mudar os rumos da própria vida através do exercício do livre-arbítrio (o que, aliás, é um conceito universal). Cada qual constrói a própria história. Ocorre muitas vezes à pessoa acabar por fazer escolhas erradas e sofrer consequências desastrosas. Pode ser fruto de um destino “negativo”, que exigirá tempo e determinação para ser superado. A dor transforma-se em companheira constante. Liga-se a tudo isso os problemas do dia a dia (para não mencionar a situação difícil da sociedade contemporânea); o conjunto destes fatores acaba por provocar sentimentos de impotência frente aos obstáculos e encruzilhadas da vida, ou simplesmente solidão, carência de carinho, de orientação, de coragem. Carência de fé. O Orixá pessoal, nesse particular, pode influenciar em muito, prevenindo ou mesmo remediando estas situações, conferindo força e equilíbrio ao seu tutelado, restaurando lhe as energias, estendendo-lhe proteção e orientando-o quanto ao melhor caminho a seguir.

Mas o indivíduo deve permitir que o Orisá atue de modo construtivo na sua própria vida. O Orisá não representa problemas no caminho de ninguém – pode significar a solução. Através do seu apoio divino o ser humano pode criar condições para vencer as barreiras internas e externas para a construção de um futuro melhor.
A primeira fase da iniciação ou feitura de santo na nação Ketu é de ate 21 dias, onde a pessoa fica em retiro longe da vida profana e da família, devendo desligar-se de tudo e dedicar-se totalmente aos ritos de passagem. Saliente-se que todo o ritual da iniciação não é público. Saliente-se também que essa iniciação só pode ser feita por uma pessoa iniciada, segundo as normas do candomblé só pode transmitir o Axé quem os recebeu de alguém iniciado na obrigação de Odu ijè.

Quanto ao fato da pessoa ser recolhida para ser Yawo, Ogan ou Ekedyi, essa questão só é resolvida durante a iniciação. Se a pessoa entrar em transe será um Yawo, Elegun, se não entrar em transe e for homem, será um Ogan, se for mulher será uma Ekedi.
Nos 3 primeiros dias a pessoa ficará descansando e fazendo os ebós de limpeza, que serão apurados no jogo de búzios e tomando banhos com folhas sagradas e abô. Ficará recolhida no Roncó (quarto específico de recolhimento) e será feita a primeira obrigação, que é o bori. No final dos 2 dias é suspenso o bori e passa para as fases seguintes.

Em seguida começa a contar o período de 16 dias. Aí tem início o longo aprendizado das rezas, costumes, práticas, lendas, histórias e a iniciação propriamente dita, que consiste em raspar a cabeça, fazer curas (pequenos cortes), assentamento do orixá, serão oferecidos animais, comida ritual, flores e frutas.
A iniciação pode ser de apenas um Yawo ou pode ser de muitos. Nesse caso recebe o nome de "Barco de Yawo". Quando entra para fazer o santo sozinho será chamado de Dofono (homem) ou Dofona (mulher), por ser o primeiro e único.

No caso do barco, o primeiro Yiawo será chamado de Dofono, o segundo Dofonitinho, o terceiro será chamado de Fomo, o quarto de Fomutinho, o quinto de Gamo, o sexto de Gamutinho, o sétimo de Vimo, o oitavo de Vimutinho, o nono de Gremo, o decimo de Gremutinho, o décimo primeiro de Caçula e daí por diante. Essa sequência de nomes é usada na maioria das casas de candomblé de cultura Jeje-nagô.
No final tem a festa que é chamada de "saída de Yawo", essa festa é dividida em 4 partes: A primeira saída no barracão é interna sem a presença do público, somente os membros da casa estarão presentes. Pode ter variação de uma casa para outra ou de nação para nação, uns fazem três saídas públicas outros fazem quatro.

Inicia-se o candomblé normalmente despachando o Padê (pode ser despachado durante o dia também, depende da casa) e cantam-se algumas cantigas para cada um dos Orixás, enquanto isso os Yawos estão sendo preparados para a primeira saída no barracão de festas.

Na primeira saída pública o Yawo sai do roncó (nome dado ao quarto onde ficam recolhidos) para o barracão todo vestido de branco, essa saída é em homenagem a Oxalá, trás na testa uma pena vermelha chamada Ekodidé e na parte superior da cabeça o adoxu e pintado com efun, ele vem acompanhado de sua mãe pequena, da Iyalorixá e todos que ajudaram na feitura. Nessa saída o Iaô deverá saudar a porta, os atabaques o Axé do centro do barracão onde estar o fundamento da casa e a Iyalorixá. Em seguida é recolhido para mudar de roupa 
A segunda saída pública do Yawo no barracão as roupas são coloridas em homenagem à todos os orixás e a pintura é feita com o pó azul wáji, branco efun, e vermelho osùn. O Yawo sendo de oxalá ou determinados orixás funfuns a roupa não pode ser colorida, predominando o branco, todavia a pintura colorida seja relevante em quantidade discreta.

A terceira saída do Yawo é a mais esperada por todos da comunidade, com o grito triunfal do seu nome. Onde há uma confusão em muitas casas pois acreditasse que o Orunko e do Orisa o que está errado pois quem esta renascendo e por isso deve receber um novo nome e o Yawo e não o Orisa. Novamente o Yawo é trazido ao ile axé, desta vez sem a pintura geral, só com uma pintura de wáji no centro da cabeça (cuia de Wáji) ou borilé (ritual feito com ejé do pombo branco) e ornado com penas do mesmo. O Orixá dirá o Orunkó para todos ouvirem, nesse caso é escolhida uma pessoa (normalmente um Babalorixá ou Iyalorixá de outra casa) presente para tomar o nome do Orixá, são feitas algumas cerimônias onde a pessoa pergunta por três vezes o nome do Orixá e na terceira ele grita em voz alta seu Orunkó para todos ouvirem. Depois do nome dado o Yawo é recolhido novamente para trocar a roupa.


A quarta e última saída o Orixá vem todo paramentado com roupas e ferramentas características do Orixá, para dançar e ser homenageado por todos os presentes. No final canta-se para Oxalá e a festa é encerrada.
Seguimento da iniciação chamado Urupim
No mesmo dia ou não, dependendo do costume da casa, as luzes elétricas são desligadas, e inúmeras velas são acesas, ouve-se um cântico tristonho como nos rituais fúnebres axexê, o Yawo cercado dos mais velhos, Iyaefun, Iyadagan, iyamorô, Iyabassê Iyakekerê e puxada pelo Babalorixá ou Iyalorixá é trazido do Ronco ao ile axé com um alguidá ou balaio coberto com pano branco e ornado com flores brancas e mariwô, contendo inúmeros objetos, comida ritual e o cabelo raspado no inicio da obrigação. Este ritual é denominado pelo povo do santo de carrego de urupim e pode ser assistido por alguns membros da comunidade, mas não chega a ser uma festa pública, fechando um ciclo do rito de passagem de abiã "não nascido" para Yawo / Elegun "noviço ou recém nascido".

Passada a festa o Yawo ficará mais uns dias na roça dependendo da confirmação no merindilogun, depois será levado para sua casa pela Iyalorixá / Babaloorixa que a entregará a sua família.
Ritual do Panã
O Yawo ainda desorientado devido ao longo período de transe e clausura, com os movimentos ainda trôpegos, recebe orientação do seu Babalorixa ou Yalorixa para executar as tarefas que serão usadas em seu dia a dia, tais como varrer, costurar, lavar, passar, sentar-se à mesa, cozinhar, etc. Numa dramatização muito divertida onde todo da comunidade tem um grande prazer de participar, rindo e até mesmo ajudando o novo iniciado. O ritual de apanã tem a finalidade de fazer com que o noviço reaprenda as atividades do mundo profano e cotidiano, para que nada lhe seja prejudicial no futuro e também entenda que já é hora de voltar à sua vida normal, apesar de aproveitar mais um pequeno período do seu mundo sobrenatural, estabelecendo neste momento o ewo temporário ou permanente, que o noviço terá a responsabilidade de obedecer, finalizando este ritual com outro rito chamado Kàrô (juramento feito diante do obi e uma quartinha).

Caída de kelê

Após o Yawo/ Elegun ter cumprido o seu resguardo normalmente de 21 dias a três meses com o  kelê (uma gargantilha de contas) que foi colocada em seu pescoço no início da feitura de santo. Durante esse período o Yawo continuará dormindo numa esteira, usará roupas brancas e seguir uma série de restrições denominada de ewo. Terminado o período de Kelê, é feita a retirada do mesmo.
 É o período mais difícil para o Yawo que precisa voltar a trabalhar, muitos se iniciam no período de férias do trabalho e quando termina as férias precisam voltar para um ambiente onde sem dúvida será notado por todos, discriminado por alguns e terá que se manter calado, terá muitos problemas na hora das refeições, pois está proibido de entrar em bares e restaurantes, terá que levar uma marmita e aceitar os olhares de curiosidade.
Algumas casas atualmente por esse motivo têm feito alguns acordos com os Orixás para que o Yawo que precisa trabalhar já saia da roça sem o kelê, mas terá que cumprir todos os itens do resguardo nos mínimos detalhes. Nesse caso não precisará usar somente branco, poderá usar roupas de cores bem claras como azul, rosa, bege, cinza, tudo para não chamar muito a atenção. Existem casos de firmas que o uniforme é preto, marrom, azul marinho, nesses casos o Orixá permite, não vai querer que seu filho perca o emprego.
Obrigações:
Iyawo são os novos iniciados de Orixá da Casa de Candomblé, durante o período de sete anos, e serão subordinados pelas pessoas de Cargos/Posto da casa. E deve obediência aos seus mais velhos. E deverão concluir suas obrigações de 1, 3 e 7 anos. Ser Iyawo, além de outros preceitos, passando por doutrinas e fundamentos, para conceber a força do Orixá. Saem da vida material e nascem na vida espiritual com um novo nome orùnkò. O Mòócan e os Delègún são os comprovantes e o diploma do iniciado.
Obrigação de um ano:
(Odueta) ou (odú Kíní) É às obrigações muito importantes é considerada como fim do resguardo do Iyawo após sua iniciação. Somente esta obrigação dará ao iniciado à liberdade de viver materialmente sem restrições na sociedade e no seu convívio familiar e pessoal.
Até fazer um ano de feitura ou pagar sua obrigação de um ano (odú Kíní), ainda terá algumas restrições (ewo temporário. como cortar cabelo, tomar banho de mar e outros. Será feita na obrigação de um ano de feitura, uma nova festa para comemorar a data onde serão oferecidos comida ritual, frutas e flores.
Obrigação de três anos:
(Oduetá) Esta obrigação é considerada a confirmação da continuidade do iniciado no Axé, e já está autorizado a conceber o seu ajuntó, e a começar ser liberado e graduado pelo seu babalorixá, a usar fios com Seguis e Bràjà dependendo do Orixá, e poderá deixar de usar Mòócan e Delègún. (conforme orientação do babalorixá.
Outra obrigação é feita aos três anos de feitura (odú kétà), algumas casas ou nações fazem também uma de cinco anos, mas no candomblé ketu considera-se um ano, três e sete anos. Ele ou ela permanecerá como Iaô até completar os sete anos de feitura e fazer a obrigação de sete anos (odu ejé).

Obrigação de sete anos:
(Oduijé) ou Odu ejé (a pronúncia do acento é fechada) É uma das maiores obrigações de uma casa de Candomblé, que todos os iniciados serão obrigados a tomar sem exceção. Com essa obrigação o iniciado poderá receber posto, cargo, titulo e direitos de independência do seu babalorixá.
Só quando fizer a obrigação de sete anos Odu ejé é que será considerado um Egbomi.
A obrigação de sete anos é tão grande e importante quanto a feitura, nessa obrigação é que será definido se o Egbomi irá abrir uma casa ou não. A Iyalorixá entregará para o Egbomi no ato da festa seus pertences (jogo de búzios, pembas, favas, sementes, tesoura, navalha, tudo que vai precisar para iniciar Iaôs) no Ketu é chamado Odu Ijê com Oyê, em outras nações é chamado de Deká, Peneira, Cuia, etc.
Caso o Orixá da pessoa não queira abrir uma casa e queira continuar na roça da Iyalorixá, o Orixá depositará os objetos recebidos nos pés da Iyalorixá e sua filha não abrirá uma casa, continuará na roça onde normalmente receberá um posto para ajudar a Iyalorixá.
Quando o Orixá aceita a Egbomi receberá todas as homenagens dos presentes, pois está sendo consagrada como uma nova Iyalorixá se for homem Babalorixá. Nesse caso terá que providenciar uma casa para onde será levado seu Orixá e iniciar um novo Ile axé.
- OIYE - quer dizer titulo independência, são pessoas que já tomaram seus sete anos e necessitam de um TITULO dado pelo seu babalorixá/ Yalorixa, para ser independente e Zelador (a) de Orixás, sacerdócio. Esse Oiye pode ser também um cargo na casa do babalorixá onde fez a obrigação.
- DEKA - é autorização (direitos) de conduzir a sua própria casa de Candomblé, atendimento de seus adeptos e consulente, jogar búzios, tirar ebós e iniciar pessoas no Orixá, ou Vodum dependendo da nação etc.. Na nação Jeje receberá um Húnjèbé é o Titulo de sacerdócio exclusivo da nação Jeje e um amuleto do Egbònme, é o diploma dado pelo Vodun para dar continuidade do aprendizado dos fundamentos dos Voduns.


Obs: Mais um enorme erro se que comete em muitas casas de Candomblé e tratar o Orisa incorporado no novo Elegun (yiawo)como se o Orisa fosse  novo e o faz muitas vezes dar Adòbá (deitar no chão) para outro Orisa de um Egbomy ou YiA / Baba por acreditarem que aquele Orisa e mais velho; todos Orisas são iguais quem e novo e o Elegun (yiawo) e não o Orisa em que ele foi iniciado.

 E outro engano que se comete e fazer Orisas darem Adòbá (deitar no chão)para egbomys, Yalorisas e Babalorisas do Elegun como se eles fossem superiores ou mais velhos que aquele Orixa, na iniciação quem nasce e o Yiawo e não o Orixa, um ser humano por mais conhecimento e idade de iniciado que tenha nunca se tornara superior ou mais velho que um Orixa, quem deve dar Adòbá e pedir Abença e o Elegun e não o Orixa.

Ire oo!!
Conectados No Axe quarta-feira, 9 de novembro de 2016 às 02:55 , 0 Editar

Conhecer a si mesmo: pressuposto básico para a realização pessoal em todos os níveis. Desde sua origem, o ser humano anseia pelo encontro com o Infinito. Essa busca incansável frequentemente provoca verdadeiras batalhas que são travadas no interior do indivíduo, acompanhadas por sentimentos de angústia, ansiedade, inconformismo ou até mesmo de desespero face ao desconhecido ou ao irremediável: as fatalidades e incertezas do amanhã,  ciclo da vida, a morte.
Uma pessoa com mediunidade tem nisso um peso ancestral, nós somos a soma da consciência dos nossos ancestrais, carregamos no nosso DNA a memoria ancestral, e com isso a suas heranças, dividas, sofrimento, alegria e sabedoria e até mesmo suas personalidades, o que defende está tese e o fato de sermos parecidos com nossos pais e avós e eles foram parecidos com seu pais e avós ou seja nós somos parecidos com nossos longínquos ancestrais os Orixas.
Esta ancestralidade e carregada de responsabilidades, contigo e com os seus, tudo o que você faz será herdado por seus descendentes indubitavelmente.
A mediunidade e  escolhida por algumas pessoas no Orum antes de reencarnar, para poder pagar suas dividas karmicas e alcançar um nível maior de evolução através de aprendizados, autoconhecimento, o sacerdócio e ajudando outras pessoas a também evoluírem, pois estamos todos interligados, ou seja, apenas com uma sociedade evoluindo é que também evoluímos.
A iniciação do Orisa se faz necessária pelo fato que sozinhos somos fracos e indefesos as forças maléficas e á pessoas de má índole, então ao iniciarmos no Orisa passamos a nos conectarmos com nossos ancestrais e suas energias, assim ficamos bem mais fortes espiritualmente e passamos a contar com a proteção, ajuda e ensinamentos daquele Orisa.
Quando uma pessoa assume no Orun a missão mediúnica e a de cumprir seu Karma mais ao reencarnar não a cumpre por diversos motivos ela se torna vulnerável e suscetível a energias negativas que irão tirá-la do seu destino lhe causando sofrimento, doenças, dissabores amorosos, infertilidade, maus negócios, solidão, ou seja, todo tipo de malefícios.
Nós do Candomblé não acreditamos no sofrimento e na caridade como forma de evolução espiritual, pois não somos criados para sofrer e sim aprender e evoluir são conceitos diferentes, o sofrimento e causado ou por algum erro que você cometeu, ou por alguma divida com ancestrais, ou por forças externas (feitiço ou espíritos obsessor) nunca impostas por seu Orisa, ou seu Ori ou Olodumaré.

Todo o processo de Iniciação se destina à criação de ambiente propício a tão sonhada evolução e encontro as respostas. A história da humanidade espelha essa incansável busca de respostas aos enigmas da vida: Quem sou eu? De onde venho? Para onde vou? A felicidade é perseguida por todos, sendo muitas vezes um desejo alimentado pela incerteza. E o ser humano continua a colocar a própria felicidade longe de si mesmo, em circunstâncias exteriores: dinheiro, posição, poder, fama, ou na dependência de outras pessoas: “Se ele – ou ela – me amar, serei feliz”. Há milhares de anos, o nativo do continente africano já tinha os mesmos anseios: conhecer o seu Deus, os mistérios do Universo, a origem da Vida. Olodumarê (o Criador), em sua Graça e Poder infinitos, permitiu-lhes conhecer a sabedoria do IFA (a revelação): a Criação do Universo e dos seres humanos, os princípios que regulam as relações entre Ilú Aiyé (a Terra) o Orún (mundo espiritual) e o conhecimento dos Orixás, divindades intermediárias entre Deus (Olodumarê) e os homens.
Desenvolveram-se rituais iniciáticos para os mistérios dos Orixás, como forma de realizar o sagrado em si mesmo, ou seja, permitir que o Deus Interior, na figura de um ancestral divino, desperte em cada indivíduo e estabeleça a ponte com o Cosmos, tão necessária à realização pessoal, tornando-o assim capaz de fazer escolhas mais acertadas e consequentes em relação à vida e aos semelhantes, na construção da própria felicidade. A compreensão clara de que o destino é uma possibilidade e não uma fatalidade é a base dessa realização. O conhecimento das forças que regem o Universo e a Vida nas suas mais variadas formas e meios de manifestação, bem como dos princípios que regulam essa interação é o caminho da Iniciação. Depois da primeira parte deste tema, continuo agora com um pouco mais de informação sobre a Iniciação no Candomblé.
Brevemente, ainda voltando a este tema irei expor alguns detalhes importantes que completarão esta informação, e que certamente propiciarão um conhecimento mais profundo deste momento tão importante na vida de cada um que decide abraçar o Candomblé como sua Religião.
Uma iniciação serve para proporcionar ao iniciado uma consciência maior de si e do mundo. Iniciar é nada mais, nada menos do que despertar o poder, que habita o seu interior. Despertar esse poder, para favorecer a compreensão de si e das coisas a sua volta. O fim dos problemas, das limitações e/ou das dificuldades ocorrem a partir do momento que este poder é despertado, trabalhado e cultivado dia após dias. É essa compreensão de quem somos e do que podemos fazer nesse mundo, que possibilita a gente mergulhar com mais profundidade sobre nós mesmos e as coisas a nossa volta.A iniciação torna possível uma renuncia ao que é velho em nós, nos dá forças para fazermos escolhas saudáveis frente a vida. É essa expansão da consciência que torna propicio o encontro com a sabedoria e a prática do bom caráter. É essa dedicação cotidiana ao orixá, que torna possível a materialização dos nossos desejos reais.
A iniciação deve contribuir, sobretudo para um realinhamento da própria vida, para o encontro verdadeiro com aquilo que somos. Essas mudanças devem ser interna e externa, afinal, é o despertar desse poder, que possibilitará o enfrentamento e a eliminação dos problemas do dia-a-dia. A crença de que as forças de luz e de escuridão se interagem permitindo o equilíbrio, torna possível o entendimento de qual é o lugar dessa energia. A expansão da mesma no universo em nossa volta, é quem transforma e ocasiona o acontecimento daquilo que desejamos.


Fazer santo: Quem, Quando e Como?

O momento do “chamado” é diferente para cada pessoa. Para alguns, uma doença difícil de ser curada, para outros, as dificuldades do próprio caminho; outros ainda buscam fugir às religiões tradicionais por concluírem que muitas delas estão tão voltadas para o dia a dia dos homens e para os seus interesses imediatos que acabam por fugir à sua real finalidade: promover o encontro do ser com os seus ancestrais e a Divindade ampará-lo em suas dificuldades espirituais e consequentemente, também os materiais. Alguns ainda são provenientes de outras religiões ou filosofias espiritualistas; finalmente, existem aqueles que simplesmente são tocados pelo Orisá, fundo na própria alma.
 
A iniciação (feitura) propriamente dita acontece num período de reclusão que varia entre sete a dezessete dias (embora alguns lugares adotem 21). Essa reclusão (recolhimento) ocorre nos Templos Religiosos conhecidos como Casas de Candomblé, em aposentos próprios para tal finalidade chamados de (Ronco). Esse período é comparável à gestação na barriga da mãe; nesse aspecto, o aposento sagrado representa o ventre da própria mãe natureza. O neófito aprende os mistérios básicos das divindades e da Criação; os costumes da comunidade e os princípios que regulam as relações da família religiosa (hierarquia sacerdotal); as formas adequadas de comportamento nas cerimônias públicas e restritas. Conhecimentos acerca de seu próprio Orixá são-lhe ministrados: a maneira adequada de cultuá-lo, as suas proibições (ewò), as virtudes que deverão ser cultivadas e os vícios que deverão ser evitados para atrair influências benéficas e uma relação harmoniosa com a divindade pessoal.
O que pode mudar na vida do Iniciado?

O Destino é dado a cada ser na forma de possibilidade, nunca como fatalidade. Desse modo, quem antes de voltar ao mundo escolheu, por exemplo, ser médico, ao renascer na Terra encontrará no seu caminho situações que o direcionem para essa profissão. Entretanto, isto não quer dizer que necessariamente venha a exercer a medicina. Ele pode a qualquer tempo mudar os rumos da própria vida através do exercício do livre-arbítrio (o que, aliás, é um conceito universal). Cada qual constrói a própria história. Ocorre muitas vezes à pessoa acabar por fazer escolhas erradas e sofrer consequências desastrosas. Pode ser fruto de um destino “negativo”, que exigirá tempo e determinação para ser superado. A dor transforma-se em companheira constante. Liga-se a tudo isso os problemas do dia a dia (para não mencionar a situação difícil da sociedade contemporânea); o conjunto destes fatores acaba por provocar sentimentos de impotência frente aos obstáculos e encruzilhadas da vida, ou simplesmente solidão, carência de carinho, de orientação, de coragem. Carência de fé. O Orixá pessoal, nesse particular, pode influenciar em muito, prevenindo ou mesmo remediando estas situações, conferindo força e equilíbrio ao seu tutelado, restaurando lhe as energias, estendendo-lhe proteção e orientando-o quanto ao melhor caminho a seguir.

Mas o indivíduo deve permitir que o Orisá atue de modo construtivo na sua própria vida. O Orisá não representa problemas no caminho de ninguém – pode significar a solução. Através do seu apoio divino o ser humano pode criar condições para vencer as barreiras internas e externas para a construção de um futuro melhor.
A primeira fase da iniciação ou feitura de santo na nação Ketu é de ate 21 dias, onde a pessoa fica em retiro longe da vida profana e da família, devendo desligar-se de tudo e dedicar-se totalmente aos ritos de passagem. Saliente-se que todo o ritual da iniciação não é público. Saliente-se também que essa iniciação só pode ser feita por uma pessoa iniciada, segundo as normas do candomblé só pode transmitir o Axé quem os recebeu de alguém iniciado na obrigação de Odu ijè.

Quanto ao fato da pessoa ser recolhida para ser Yawo, Ogan ou Ekedyi, essa questão só é resolvida durante a iniciação. Se a pessoa entrar em transe será um Yawo, Elegun, se não entrar em transe e for homem, será um Ogan, se for mulher será uma Ekedi.
Nos 3 primeiros dias a pessoa ficará descansando e fazendo os ebós de limpeza, que serão apurados no jogo de búzios e tomando banhos com folhas sagradas e abô. Ficará recolhida no Roncó (quarto específico de recolhimento) e será feita a primeira obrigação, que é o bori. No final dos 2 dias é suspenso o bori e passa para as fases seguintes.

Em seguida começa a contar o período de 16 dias. Aí tem início o longo aprendizado das rezas, costumes, práticas, lendas, histórias e a iniciação propriamente dita, que consiste em raspar a cabeça, fazer curas (pequenos cortes), assentamento do orixá, serão oferecidos animais, comida ritual, flores e frutas.
A iniciação pode ser de apenas um Yawo ou pode ser de muitos. Nesse caso recebe o nome de "Barco de Yawo". Quando entra para fazer o santo sozinho será chamado de Dofono (homem) ou Dofona (mulher), por ser o primeiro e único.

No caso do barco, o primeiro Yiawo será chamado de Dofono, o segundo Dofonitinho, o terceiro será chamado de Fomo, o quarto de Fomutinho, o quinto de Gamo, o sexto de Gamutinho, o sétimo de Vimo, o oitavo de Vimutinho, o nono de Gremo, o decimo de Gremutinho, o décimo primeiro de Caçula e daí por diante. Essa sequência de nomes é usada na maioria das casas de candomblé de cultura Jeje-nagô.
No final tem a festa que é chamada de "saída de Yawo", essa festa é dividida em 4 partes: A primeira saída no barracão é interna sem a presença do público, somente os membros da casa estarão presentes. Pode ter variação de uma casa para outra ou de nação para nação, uns fazem três saídas públicas outros fazem quatro.

Inicia-se o candomblé normalmente despachando o Padê (pode ser despachado durante o dia também, depende da casa) e cantam-se algumas cantigas para cada um dos Orixás, enquanto isso os Yawos estão sendo preparados para a primeira saída no barracão de festas.

Na primeira saída pública o Yawo sai do roncó (nome dado ao quarto onde ficam recolhidos) para o barracão todo vestido de branco, essa saída é em homenagem a Oxalá, trás na testa uma pena vermelha chamada Ekodidé e na parte superior da cabeça o adoxu e pintado com efun, ele vem acompanhado de sua mãe pequena, da Iyalorixá e todos que ajudaram na feitura. Nessa saída o Iaô deverá saudar a porta, os atabaques o Axé do centro do barracão onde estar o fundamento da casa e a Iyalorixá. Em seguida é recolhido para mudar de roupa 
A segunda saída pública do Yawo no barracão as roupas são coloridas em homenagem à todos os orixás e a pintura é feita com o pó azul wáji, branco efun, e vermelho osùn. O Yawo sendo de oxalá ou determinados orixás funfuns a roupa não pode ser colorida, predominando o branco, todavia a pintura colorida seja relevante em quantidade discreta.

A terceira saída do Yawo é a mais esperada por todos da comunidade, com o grito triunfal do seu nome. Onde há uma confusão em muitas casas pois acreditasse que o Orunko e do Orisa o que está errado pois quem esta renascendo e por isso deve receber um novo nome e o Yawo e não o Orisa. Novamente o Yawo é trazido ao ile axé, desta vez sem a pintura geral, só com uma pintura de wáji no centro da cabeça (cuia de Wáji) ou borilé (ritual feito com ejé do pombo branco) e ornado com penas do mesmo. O Orixá dirá o Orunkó para todos ouvirem, nesse caso é escolhida uma pessoa (normalmente um Babalorixá ou Iyalorixá de outra casa) presente para tomar o nome do Orixá, são feitas algumas cerimônias onde a pessoa pergunta por três vezes o nome do Orixá e na terceira ele grita em voz alta seu Orunkó para todos ouvirem. Depois do nome dado o Yawo é recolhido novamente para trocar a roupa.


A quarta e última saída o Orixá vem todo paramentado com roupas e ferramentas características do Orixá, para dançar e ser homenageado por todos os presentes. No final canta-se para Oxalá e a festa é encerrada.
Seguimento da iniciação chamado Urupim
No mesmo dia ou não, dependendo do costume da casa, as luzes elétricas são desligadas, e inúmeras velas são acesas, ouve-se um cântico tristonho como nos rituais fúnebres axexê, o Yawo cercado dos mais velhos, Iyaefun, Iyadagan, iyamorô, Iyabassê Iyakekerê e puxada pelo Babalorixá ou Iyalorixá é trazido do Ronco ao ile axé com um alguidá ou balaio coberto com pano branco e ornado com flores brancas e mariwô, contendo inúmeros objetos, comida ritual e o cabelo raspado no inicio da obrigação. Este ritual é denominado pelo povo do santo de carrego de urupim e pode ser assistido por alguns membros da comunidade, mas não chega a ser uma festa pública, fechando um ciclo do rito de passagem de abiã "não nascido" para Yawo / Elegun "noviço ou recém nascido".

Passada a festa o Yawo ficará mais uns dias na roça dependendo da confirmação no merindilogun, depois será levado para sua casa pela Iyalorixá / Babaloorixa que a entregará a sua família.
Ritual do Panã
O Yawo ainda desorientado devido ao longo período de transe e clausura, com os movimentos ainda trôpegos, recebe orientação do seu Babalorixa ou Yalorixa para executar as tarefas que serão usadas em seu dia a dia, tais como varrer, costurar, lavar, passar, sentar-se à mesa, cozinhar, etc. Numa dramatização muito divertida onde todo da comunidade tem um grande prazer de participar, rindo e até mesmo ajudando o novo iniciado. O ritual de apanã tem a finalidade de fazer com que o noviço reaprenda as atividades do mundo profano e cotidiano, para que nada lhe seja prejudicial no futuro e também entenda que já é hora de voltar à sua vida normal, apesar de aproveitar mais um pequeno período do seu mundo sobrenatural, estabelecendo neste momento o ewo temporário ou permanente, que o noviço terá a responsabilidade de obedecer, finalizando este ritual com outro rito chamado Kàrô (juramento feito diante do obi e uma quartinha).

Caída de kelê

Após o Yawo/ Elegun ter cumprido o seu resguardo normalmente de 21 dias a três meses com o  kelê (uma gargantilha de contas) que foi colocada em seu pescoço no início da feitura de santo. Durante esse período o Yawo continuará dormindo numa esteira, usará roupas brancas e seguir uma série de restrições denominada de ewo. Terminado o período de Kelê, é feita a retirada do mesmo.
 É o período mais difícil para o Yawo que precisa voltar a trabalhar, muitos se iniciam no período de férias do trabalho e quando termina as férias precisam voltar para um ambiente onde sem dúvida será notado por todos, discriminado por alguns e terá que se manter calado, terá muitos problemas na hora das refeições, pois está proibido de entrar em bares e restaurantes, terá que levar uma marmita e aceitar os olhares de curiosidade.
Algumas casas atualmente por esse motivo têm feito alguns acordos com os Orixás para que o Yawo que precisa trabalhar já saia da roça sem o kelê, mas terá que cumprir todos os itens do resguardo nos mínimos detalhes. Nesse caso não precisará usar somente branco, poderá usar roupas de cores bem claras como azul, rosa, bege, cinza, tudo para não chamar muito a atenção. Existem casos de firmas que o uniforme é preto, marrom, azul marinho, nesses casos o Orixá permite, não vai querer que seu filho perca o emprego.
Obrigações:
Iyawo são os novos iniciados de Orixá da Casa de Candomblé, durante o período de sete anos, e serão subordinados pelas pessoas de Cargos/Posto da casa. E deve obediência aos seus mais velhos. E deverão concluir suas obrigações de 1, 3 e 7 anos. Ser Iyawo, além de outros preceitos, passando por doutrinas e fundamentos, para conceber a força do Orixá. Saem da vida material e nascem na vida espiritual com um novo nome orùnkò. O Mòócan e os Delègún são os comprovantes e o diploma do iniciado.
Obrigação de um ano:
(Odueta) ou (odú Kíní) É às obrigações muito importantes é considerada como fim do resguardo do Iyawo após sua iniciação. Somente esta obrigação dará ao iniciado à liberdade de viver materialmente sem restrições na sociedade e no seu convívio familiar e pessoal.
Até fazer um ano de feitura ou pagar sua obrigação de um ano (odú Kíní), ainda terá algumas restrições (ewo temporário. como cortar cabelo, tomar banho de mar e outros. Será feita na obrigação de um ano de feitura, uma nova festa para comemorar a data onde serão oferecidos comida ritual, frutas e flores.
Obrigação de três anos:
(Oduetá) Esta obrigação é considerada a confirmação da continuidade do iniciado no Axé, e já está autorizado a conceber o seu ajuntó, e a começar ser liberado e graduado pelo seu babalorixá, a usar fios com Seguis e Bràjà dependendo do Orixá, e poderá deixar de usar Mòócan e Delègún. (conforme orientação do babalorixá.
Outra obrigação é feita aos três anos de feitura (odú kétà), algumas casas ou nações fazem também uma de cinco anos, mas no candomblé ketu considera-se um ano, três e sete anos. Ele ou ela permanecerá como Iaô até completar os sete anos de feitura e fazer a obrigação de sete anos (odu ejé).

Obrigação de sete anos:
(Oduijé) ou Odu ejé (a pronúncia do acento é fechada) É uma das maiores obrigações de uma casa de Candomblé, que todos os iniciados serão obrigados a tomar sem exceção. Com essa obrigação o iniciado poderá receber posto, cargo, titulo e direitos de independência do seu babalorixá.
Só quando fizer a obrigação de sete anos Odu ejé é que será considerado um Egbomi.
A obrigação de sete anos é tão grande e importante quanto a feitura, nessa obrigação é que será definido se o Egbomi irá abrir uma casa ou não. A Iyalorixá entregará para o Egbomi no ato da festa seus pertences (jogo de búzios, pembas, favas, sementes, tesoura, navalha, tudo que vai precisar para iniciar Iaôs) no Ketu é chamado Odu Ijê com Oyê, em outras nações é chamado de Deká, Peneira, Cuia, etc.
Caso o Orixá da pessoa não queira abrir uma casa e queira continuar na roça da Iyalorixá, o Orixá depositará os objetos recebidos nos pés da Iyalorixá e sua filha não abrirá uma casa, continuará na roça onde normalmente receberá um posto para ajudar a Iyalorixá.
Quando o Orixá aceita a Egbomi receberá todas as homenagens dos presentes, pois está sendo consagrada como uma nova Iyalorixá se for homem Babalorixá. Nesse caso terá que providenciar uma casa para onde será levado seu Orixá e iniciar um novo Ile axé.
- OIYE - quer dizer titulo independência, são pessoas que já tomaram seus sete anos e necessitam de um TITULO dado pelo seu babalorixá/ Yalorixa, para ser independente e Zelador (a) de Orixás, sacerdócio. Esse Oiye pode ser também um cargo na casa do babalorixá onde fez a obrigação.
- DEKA - é autorização (direitos) de conduzir a sua própria casa de Candomblé, atendimento de seus adeptos e consulente, jogar búzios, tirar ebós e iniciar pessoas no Orixá, ou Vodum dependendo da nação etc.. Na nação Jeje receberá um Húnjèbé é o Titulo de sacerdócio exclusivo da nação Jeje e um amuleto do Egbònme, é o diploma dado pelo Vodun para dar continuidade do aprendizado dos fundamentos dos Voduns.


Obs: Mais um enorme erro se que comete em muitas casas de Candomblé e tratar o Orisa incorporado no novo Elegun (yiawo)como se o Orisa fosse  novo e o faz muitas vezes dar Adòbá (deitar no chão) para outro Orisa de um Egbomy ou YiA / Baba por acreditarem que aquele Orisa e mais velho; todos Orisas são iguais quem e novo e o Elegun (yiawo) e não o Orisa em que ele foi iniciado.

 E outro engano que se comete e fazer Orisas darem Adòbá (deitar no chão)para egbomys, Yalorisas e Babalorisas do Elegun como se eles fossem superiores ou mais velhos que aquele Orixa, na iniciação quem nasce e o Yiawo e não o Orixa, um ser humano por mais conhecimento e idade de iniciado que tenha nunca se tornara superior ou mais velho que um Orixa, quem deve dar Adòbá e pedir Abença e o Elegun e não o Orixa.

Ire oo!!
Conectados No Axe
às 02:30
0

Confeccionado com "miçangas" fio de conta, intercalado com firmas de porcelana, pedras tipo ágata e cristal, terra cota, búzios, lagdiba, até mesmo sementes. Sua cor varia de acordo com o orixá de cada iniciado na feitura de santo.
O Kelê é uma aliança que tem a finalidade de unir o sagrado com o iniciado, num simbolismo de casamento perfeito com o seu orixá, usando restritamente no pescoço, na iniciação e na obrigação de sete anos de feitura.
O Kelê e um ritual apenas do Candomblé em substituição ao fato de não vivermos nas terras Yorubas, então criaram o Kelê para mantermos mais tempo próximos a energia do Orixa, no Isese Lagba em terras Yoruba não se usa o Kelê por serem acendestes  diretos ou seja convivem diariamente com anergia dos Orixas
Durante o período do Kelê é proibido utilizar outra cor de roupa que não seja branco da cabeça aos pés, não poderá fazer uso de bebidas alcoólicas e cigarro. Não pode sair a noite, fazer sexo, e deverá respeitar os horários de 6:00, 12:00, 18:00 e 00:00. E até que se complete um ano, outros preceitos continuarão, como: não tomar banho de mar/rio, não ir para a festa de carnaval, cemitério e não frequentar ambientes com grande volume de pessoas que fazem uso de bebidas alcoólicas
Depois de um período que pode variar de 15, 21 dias e até mesmo três meses da obrigação ritualística, a "joia" do orixá como também é chamada, é determinado pelo orixa, através do merindilogun a ser colocada no assentamento sagrado "Igba orixa", podendo permanecer até a ultima obrigação do iniciado chamada de axexê, quando este objeto tão sagrado e místico é desfeito.




Ire oo!
Conectados No Axe às 02:30 , 0 Editar

Confeccionado com "miçangas" fio de conta, intercalado com firmas de porcelana, pedras tipo ágata e cristal, terra cota, búzios, lagdiba, até mesmo sementes. Sua cor varia de acordo com o orixá de cada iniciado na feitura de santo.
O Kelê é uma aliança que tem a finalidade de unir o sagrado com o iniciado, num simbolismo de casamento perfeito com o seu orixá, usando restritamente no pescoço, na iniciação e na obrigação de sete anos de feitura.
O Kelê e um ritual apenas do Candomblé em substituição ao fato de não vivermos nas terras Yorubas, então criaram o Kelê para mantermos mais tempo próximos a energia do Orixa, no Isese Lagba em terras Yoruba não se usa o Kelê por serem acendestes  diretos ou seja convivem diariamente com anergia dos Orixas
Durante o período do Kelê é proibido utilizar outra cor de roupa que não seja branco da cabeça aos pés, não poderá fazer uso de bebidas alcoólicas e cigarro. Não pode sair a noite, fazer sexo, e deverá respeitar os horários de 6:00, 12:00, 18:00 e 00:00. E até que se complete um ano, outros preceitos continuarão, como: não tomar banho de mar/rio, não ir para a festa de carnaval, cemitério e não frequentar ambientes com grande volume de pessoas que fazem uso de bebidas alcoólicas
Depois de um período que pode variar de 15, 21 dias e até mesmo três meses da obrigação ritualística, a "joia" do orixá como também é chamada, é determinado pelo orixa, através do merindilogun a ser colocada no assentamento sagrado "Igba orixa", podendo permanecer até a ultima obrigação do iniciado chamada de axexê, quando este objeto tão sagrado e místico é desfeito.




Ire oo!
Copyrights © IsBobba - 2016. Todos direitos reservados.
Este site da web não é de propriedade ou operado pela Sulake Corporation Oy e não é parte do Habbo Hotel®.
Desenvolvido por Marco Cuel (Bromarks)